Conheça os baianos na transição do Lula

Adauto Menezes Jr. e Marina Braga - 14/12/2022

Por: Adauto Menezes Jr e Marina Braga

Fonte: Reprodução

Estado representa aproximadamente 2% dos participantes da transição, com 20 nomes 

Com um robusto time de transição, contando com 939 nomes, divididos em 33 grupos temáticos (GTs), o vice- presidente Geraldo Alckmin, escolhido como representante do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, nomeou personalidades baianas de peso para a transição de governo. No estado, onde Lula teve votação expressiva, foram escolhidos ao menos 20 nomes, que representam aproximadamente 2% dos participantes da transição, sendo todos eles voluntários. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente em 2022 e assumirá seu terceiro mandato em 1º de janeiro de 2023. A equipe de transição de governo trabalha organizando dados e informações fundamentais para implementar o novo programa de governo.

Leone Andrade; Célia Hissae Watanabe; Elisângela Araújo; Jonas Paulo Neres;  Deyvid Bacelar;  Ailton Cardozo; Margareth Menezes; Juca Ferreira; Paulo Gabriel Nacif; Yuri Silva; Antônio Brito; Rafael Lucchesi;  Preta Ferreira;  Marcus Cavalcanti; Vilma Reis; Viviane Ferreira; Bela Gil; Otto Alencar; Lídice da Mata; Alice Portugal, Jacques Wagner e Flávio Gonçalves foram os nomeados que representam a Bahia. Confira a lista completa dos integrantes em: https://gabinetedatransicao.com.br 

Além dos baianos escolhidos para transição de governo. Os baianos Rui Costa e Margareth Menezes, foram escolhidos para integrarem o governo Lula.

Fonte: Divulgação

Rui Costa, atual governador da Bahia, assumirá o Ministério da Casa Civil e foi um dos cinco primeiros nomes escolhidos pelo presidente eleito. Costa esteve por dois mandatos à frente do governo da Bahia e elegeu o seu sucessor, Jerônimo Rodrigues, que tomará posse em 01 de janeiro de 2023.

Filho do metalúrgico Clóvis dos Santos e de Maria Luzia Costa dos Santos, é graduado em Economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Trabalhou no Polo Petroquímico de Camaçari, onde iniciou suas atividades sindicais. Mais tarde, Rui Costa assumir como diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia. Ele é casado com a enfermeira Aline Peixoto e tem quatro filhos.

Fonte: Divulgação

Outra personalidade baiana que estará à frente de um ministério é a cantora Margareth Menezes, que assumirá o Ministério da Cultura. A pasta havia sido extinta por Jair Bolsonaro e será reativada no novo governo. Margareth integrou o GT Cultura na transição de governo.

Para o historiador e professor da Universidade Federal da Bahia, Carlos Zacarias, algumas figuras baianas devem ter destaque durante o governo Lula. Apesar disso, o professor não considera que a expressividade da votação no presidente tenha sido um fator determinante para a escolha dos nomes neste período de transição.

“Muito se diz em relação à necessidade de haver uma presença de nordestinos e de baianos na equipe de transição como forma de recompensar a região e o estado que deu a vitória a Lula. Eu acho que isso é levado em consideração, mas não me parece que isso seja um elemento determinante. O PT é um partido muito centrado ainda em São Paulo e no Sudeste, mas isso não quer dizer que o PT no Nordeste não tenha crescido e que não exporte quadros. As figuras de Rui Costa e de Jacques Wagner, que já foi ministro da Defesa, já foi ministro do Trabalho, são personagens importantíssimos para o governo”, considera ele.

As equipes foram divididas por grupos temáticos para acessar e organizar informações necessárias para o planejamento do próximo governo. Informações sobre orçamento, contas públicas, administração pública e outros dados foram analisados. O processo é baseado na lei criada em 2002 por Fernando Henrique Cardoso ao passar a faixa para Lula. 

“Agora a gente não tem apenas uma transição de um grupo político para outro, mas uma transição num país tumultuado, saído de um governo sem nenhuma transparência, em que o governo que vai entrar terá que arcar com o orçamento feito com critérios pouco conhecidos na melhor das hipóteses, ou dizendo de forma mais clara nada republicanos”, comenta Carlos Zacarias sobre a excepcionalidade do governo de transição do presidente Lula em 2022. O professor argumenta que é devido a esse cenário, causado pelo governo Bolsonaro, que a equipe de transição é a mais numerosa desde a instituição da lei.

“Os grupos de trabalho da transição tinham como objetivo levantar informações sobre a situação de cada uma das áreas do Governo Federal, sistematizar isso em dois relatórios, que foram entregues à Coordenação Geral da Transição para serem apresentados ao presidente da República e aos ministros de cada uma das áreas. Então, nós , do Grupo de Trabalho de Comunicação Social, trabalhamos intensamente buscando informações a respeito das ações de comunicação social do Governo Federal. Isso significa desde as ações de publicidade e propaganda realizadas pelo atual governo, pelas empresas estatais, assim como também informações sobre o funcionamento da comunicação pública”, explicou o diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, Flávio Gonçalves.

Elisângela Araújo é natural de Valente, no interior da Bahia, foi presidenta da Federação Nacional Dos Trabalhadores da Agricultura Familiar, atua na secretaria agrária nacional do PT e foi escolhida para ser relatora política do GT de desenvolvimento Agrário na transição. 

“Para a Bahia é importante a nossa participação na transição porque temos muita experiência importante  que contribui para formulação das políticas para o segmento. A Bahia é o maior estado do Brasil em números de agricultores e unidades produtivas. São mais de 500 mil famílias. Tem importância na construção de políticas e na defesa mais investimento para o estado”, ressalta ela.

O perfil diverso selecionado para o governo de transição reflete a estratégia adotada por Lula para as escolhas no novo governo. As alianças criadas nas eleições e as que serão ampliadas durante o governo também aparecem nas decisões do governo Lula. 

“O que Lula faz agora é ampliar ainda mais as suas alianças, buscar incorporar partidos que não lhe deram apoio na eleição, alguns dos quais estiveram inclusive no campo da oposição. A equipe de transição passa a refletir essa grande composição política em torno de uma frente democrática, entretanto ela não se limita aos acordos políticos. Os grupos de transição contam com, além de políticos importantes, experientes  e figuras conhecidas, personagens técnicos das diversas áreas conhecidas no Brasil e eu acho que essa mensagem que vem sendo passada é que de algum modo vai haver muito cuidado no trato das questões”, explica Zacarias

O historiador compara ainda a transição do governo Lula com a transição de Jerônimo Rodrigues, na Bahia. Para ele, o governador terá mais facilidades do que o presidente. 

“Ao contrário do que acontece na transição para Lula, que não houve nenhuma transparência, o governo da Bahia era um governo normal, um governo republicano. A transição ainda é de um grupo político que teve o Jerônimo como um seu auxiliar, como secretário, então o governo que está saindo por dentro porque foi parte da equipe e conhece mais a educação do que ninguém. Então obviamente que as facilidades são muito maiores. Jerônimo não vai repetir o governo de Rui Costa e suponho que ele tenha cuidado nos temas que Rui Costa teve uma avaliação negativa”, opina ele.

Desestruturação na area de Comunicação

O GT de Comunicação Social apresentou um diagnóstico realizado acerca do cenário deixado por Jair Bolsonaro, com uma grande preocupação para a desinformação propagada neste período. Flávio Gonçalves considera ainda que a desestruturação na área da comunicação chama atenção para possíveis casos de má utilização de recursos públicos que serão encaminhados para investigação. 

“Um dos principais diagnósticos do grupo é que o Governo Federal trabalhou efetivamente para desinformar a população e isso nós podemos afirmar pelas declarações do presidente, dos ministros e pelas iniciativas de comunicação que divulgaram informações não verdadeiras em diversos momentos nesses últimos anos. Houve uma desestruturação do Governo Federal na área,  a exemplo da diminuição do número de funcionários, dos órgãos, de uma organização da área de comunicação de um modo geral que não é suficiente para funcionar. Então, nós estamos falando também de um processo de utilização de recursos públicos, que vai precisar ser visto com muita atenção e muito cuidado a partir do dia primeiro de janeiro, da verificação da utilização desse recursos públicos para avaliar eventuais ações que possam apontar necessidade de investigações”, declara Flávio Gonçalves.

O GT apontou também as principais demandas para o próximo governo na comunicação, após ouvir diversas entidades e instituições da sociedade.

“Olha, sobre a demanda do próximo governo na comunicação, nós recebemos documentos de entidades das mais diversas áreas, desde a universidade, academia, também dos profissionais da área de comunicação. No geral, essas instituições solicitam estruturação de políticas públicas que garantam diversidade no cenário da no Brasil, que fortaleçam a comunicação pública no Brasil, que tenham conteúdos, que combatam as desinformação e as fake news. Então, tudo isso foi foram algumas das demandas apresentadas, a questão do conteúdo regional, da valorização do conteúdo de gênero, a questão racial também e étnica. Os ministérios dos órgãos do governo a partir dessa desses relatórios vão ter a oportunidade de ler e tomar decisões recebendo essas contribuições da sociedade. Nós fizemos diversas reuniões e recebemos muitos documentos também da sociedade que eh espera que esse governo federal tenha uma outra relação inclusive com os próprios profissionais, uma relação mais respeitosa, diferente do que foi apresentado nesses últimos anos de muita agressividade, desrespeito, censura, enfim perseguição a profissionais da imprensa” explica o voluntário. 

Nomeados 

– Leone Andrade: Ciência, Tecnologia e Inovação

Doutor em Engenharia Aeronáutica e Mecânica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (1994). Especialista em In Plant Training Programme for Welding Engineers pela Paton Electric Welding Institute – KIEV (1993). Graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal da Bahia (1991).

Atualmente é diretor de Tecnologia e Inovação e reitor do Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (SENAI CIMATEC). Tem experiência na área de engenharia mecânica, com ênfase em Processos de Fabricação, Gestão de Ensino Superior e Pesquisa e principalmente em Gestão de Tecnologia e Inovação.

Flávio Gonçalves. Fonte: Reprodução

-Flávio Silva Gonçalves: Comunicação

 Mestre em políticas de comunicação. Diretor-geral do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia. Já trabalhou no gabinete da diretoria-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Célia Hissae. Fonte: Reprodução

– Célia Hissae Watanabe: no Desenvolvimento Agrário

Mestre em gestão de políticas públicas, pesquisadora em desenvolvimento rural sustentável.

Graduação em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz (1997), mestre em Gestão de Políticas Públicas pela Fundação Joaquim Nabuco (2005), especialista em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010) e em Gestão de Políticas de Gênero, Raça e Etnia, pela Universidade Federal da Bahia, Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (2014) Acumula experiência em educação popular, com ênfase em formação sindical, formação de educadores e formação em gestão de políticas públicas (conselheiros estaduais e municipais).

– Elisângela Araújo: Desenvolvimento Agrário

Atua no movimento sindical da CUT, foi dirigente da executiva nacional da CUT por 4 mandatos,  presidenta da Federação nacional dos trabalhadores da Agricultura familiar 

e natural de Valente, território do sisal. Iniciou na militância no movimento sindical em São Domingos. Atualmente é suplente de deputada federal e secretária agrária nacional do PT. É uma liderança política do rural no grupo de transição,  relatora política do GT de Desenvolvimento Agrário.

Jonas Paulo. Fonte: Reprodução

– Jonas Paulo Neres: Desenvolvimento Regional

É sociólogo, foi presidente do PT Bahia e coordenador-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do estado da Bahia.

Deyvid Bacelar. Fonte: Reprodução

– Deyvid Bacelar: Minas e Energia

Coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne 13 sindicatos da categoria no país, vai integrar o grupo de trabalho (GT) de Minas e Energia da equipe técnica responsável pela transição do governo Jair Bolsonaro para o governo Lula.

Petroleiro, graduado em Administração, com especializações em Gestão de Pessoas e Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS), Bacelar foi representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás entre 2015 e 2016.

– Ailton Cardozo: Transparência, Integridade e Controle

Advogado e Procurador do Estado na Procuradoria Geral do Estado da Bahia. Ailton Cardozo faz parte do grupo transparência, integridade e controle. 

– Margareth Menezes: Cultura 

Nomeada ministra da cultura do governo Lula, Margareth nasceu em 1962, na Cidade Baixa, em Salvador, e completou 60 anos em 2022. Nas seis décadas, ela colecionou 23 turnês internacionais, 15 álbuns e quatro indicações ao Grammy.

Cantora, compositora, atriz e empresária, ela soma 35 anos de carreira artística, é fundadora do movimento Afropop Brasileiro, embaixadora do Folclore e da Cultura Popular do Brasil pela IOV/UNESCO e umas das personalidades negras mais influentes do mundo reconhecidas pela Mipad 100, da ONU, em 2021.

Além da carreira artística, em 2008, Margareth criou uma Organização Não Governamental (ONG) chamada Associação Fábrica Cultural, organização social que atua nos eixos de Cultura, Educação e Sustentabilidade.

A Fábrica Cultural passou a abrigar o Mercado Iaô, que desde 2014, leva música, artes visuais, gastronomia, além de mais de 100 artesãos e empreendedores criativos, contando sempre com shows de Margareth.

Juca Ferreira. Fonte: Divulgação

– Juca Ferreira: Cultura

O sociólogo Juca Ferreira nasceu em 1949, também na capital baiana. Ele foi secretário-executivo do Ministério da Cultura entre os anos de 2003 e 2008, e ministro da Cultura do Brasil de 2008 a 2011, e de 2015 a agosto de 2016. De 2013 a 2014, foi secretário de Cultura do município de São Paulo.

Juca Ferreira estudou Línguas Latinas na Universidade de Estocolmo, na Suécia, e Ciências Sociais na Universidade Paris 1, em Sorbonne, na França, onde se formou.

Além disso, foi líder estudantil e presidiu a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) no ano de 1968 e atuou na resistência ao regime militar. Neste período, ele foi exilado e viveu nove anos no Chile, Suécia e França, retornando ao Brasil em 1979, após a Anistia.

O sociólogo também participou da criação de projetos voltados para crianças e adolescentes em situação de risco social, meio ambiente e religiões de matriz africana. Em 2011, coordenou pela Secretaria-Geral Ibero-Americana, a realização do Ano Internacional dos Afrodescendentes.

Paulo Nacif. Fonte: Divulgação

– Paulo Gabriel Nacif: Educação

Engenheiro agrônomo com mestrado e doutorado em Solos pela Universidade Federal de Viçosa, Paulo Nacif é natural da cidade de Coaraci, no sul da Bahia. Foi secretário de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação entre os anos de 2015 e 2016, e diretor de Meio Ambiente da Prefeitura do Município de Itabuna, no sul da Bahia, entre 1993 e 1995.

Já atuou como reitor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) entre os anos de 2006 e 2015, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

O engenheiro participou do Observatório Nacional de Inclusão e Diversidade na Educação (DIVERSIFICA) e desenvolveu estudos nas áreas de “Inclusão e Diversidade na Educação” e Meio Ambiente”.

Yuri Silva. Fonte: Divulgação

– Yuri Silva: Igualdade Racial

Coordenador nacional do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Coordenador de Direitos Humanos do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE). Integra o GT Igualdade Racial.

Antônio Brito. Fonte: Câmara dos deputados

– Antônio Brito: Conselho Político

Deputado federal pelo PSD da Bahia e líder do PSD na Câmara dos deputados, Antônio Brito faz parte do grupo do conselho político na transição. É filho do vereador Edvaldo Brito, formado em Administração e atuou nas áreas social e da saúde. Seu primeiro mandato como deputado federal em 2011 e hoje é presidente da Comissão de Seguridade Social e Família.

Rafael Lucchesi. Fonte: Reprodução

– Rafael Lucchesi: Indústria e Comércio

Ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo Wagner, economista formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Desde 2011 é diretor-geral do SENAI e diretor-superintendente do SESI. É também integrante do Conselho Nacional de Educação desde maio de 2016.

Foi diretor de Operações da CNI (2007-2010), participou do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (CONSECTI). Nesse período foi membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia – CCT.

Preta Ferreira. Fonte: Reprodução

– Preta Ferreira: Igualdade Racial

Janice, mais conhecida como Preta, nasceu na Bahia e se mudou para São Paulo, onde vive atualmente. Formou-se publicitária em 2012 e passou a atuar no universo da cultura. É atriz, cantora e produtora de filmes, shows e eventos. Ministra palestras e participa de eventos sobre racismo, feminismo, preconceitos, justiça social, abolicionismo e questões de moradia. Em 2019, publicou o livro Minha carne: diário de uma prisão.

Ativista pelo direito à moradia no Movimento Sem Teto do Centro (MSTC), instituição fundada por sua mãe, Carmen Silva.

Marcus Cavalcanti. Fonte: Reprodução

– Marcus Cavalcanti: infraestrutura

O engenheiro mecânico Marcus Cavalcanti é o atual secretário de Infraestrutura do governo da Bahia.

Ele também compõe a equipe de transição do governador eleito no estado, Jerônimo Rodrigues. Ele irá acumular as funções nas duas transições.

Marcus Cavalcanti também foi superintendente de transportes entre os anos de 2011 e 2012, e coordenador da UCP / PREMAR do Banco Mundial, entre 2007 e 2008.

Vilma Reis. Fonte: Divulgação

– Vilma Reis: políticas para mulheres

A socióloga baiana Vilma Reis, 3º terceira suplente da coligação da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), é uma das mulheres do grupo de transição na área de políticas para mulheres do novo governo Lula.

O trabalho e a própria vida de Vilma Reis são dedicadas a combater o racismo, incluindo em suas importantes atividades como professora, mestra e doutoranda em estudos africanos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de pesquisadora pelo Instituto Ceafro de Educação para a Igualdade Racial e de Gênero.

Viviane Ferreira. Fonte: Reprodução

– Viviane Ferreira: comunicação

Atual presidente da Spcine, empresa de cinema e audiovisual de São Paulo, a cineasta e advogada baiana Viviane Ferreira foi anunciada pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) no dia 16 de novembro. 

Eleita presidente do Comitê Brasileiro de Seleção do Oscar 2021, ativista do movimento de mulheres negras e fundadora da Odun Filmes, produtora voltada para o audiovisual identitário, ela vai integrar o grupo de técnico da comunicação.

Bela Gil. Fonte: Reprodução

-Bela Gil: Desenvolvimento Social e combate à fome

Mestre em Ciências Gastronômicas pela Universidade de Ciências Gastronómicas da Itália, Isabela Gil é apresentadora, culinarista e vice-presidente do Instituto Brasileiro Orgânico (IBO). Bela participou ativamente, em 2018, das discussões sobre um cardápio escolar sustentável  nas escolas da prefeitura de São Paulo.

Alice Portugal. Fonte: Reprodução

-Alice Portugal: educação

A deputada Alice Portugal é  formada em Farmácia-bioquímica pela Universidade Federal da Bahia. Desde 1978 é filiada ao PCdoB, Alice integra o grupo técnico da área de educação, sendo a única deputada baiana a integrar a equipe.

Otto Alencar. Fonte: Senado Federal

-Otto Alencar: Desenvolvimento regional

Filiado ao PSD, Otto Roberto Mendonça Alencar, é médico formado pela Universidade  Federal da Bahia. Otto desempenhou papel importante na CPI da Covid, onde atuou de forma enérgica, já foi vice-governador e governador do estado da Bahia.

Jaques Wagner. Fonte: Agência Senado

-Jaques Wagner: Centro de governo

O senador, embora não tenha nascido na Bahia, é filiado ao PT Bahia e já governou o estado por dois mandatos.  Jaques Wagner foi governador da Bahia de 2007 a 2014 e Ministro-Chefe da Casa Civil de 2015 a 2016. Nas eleições de 2018, foi eleito senador pela Bahia. O senador se junta à equipe de centro de governo.

Lídice da Mata. Fonte: Agência Senado

-Lídice da Mata: mulheres

Nascida no interior da Bahia, na cidade de Cachoeira, a deputada se junta ao grupo técnico de mulheres. Lídice é filiada ao PSB e foi a primeira prefeita de Salvador e primeira senadora da Bahia.

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