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Mangá: um incentivo para a leitura infantil

- 14/08/2013

As revistas em quadrinhos da cultura japonesa ganharam seu lugar nas cabeceiras de camas brasileiras

Victor Pinto e Yasmin do Vale

Não é novidade que os livros estão perdendo cada vez mais espaço para o audivisual no imaginário e no cotidiano das crianças. Mas os jovens que fazem parte da comunidade Otaku Brasileira, que reúne os amantes da cultura pop japonesa, estão certos do poder que o mangá teria para trazer o público infantil de volta à literatura. Mangás são as revistas em quadrinhos made in Japan que, segundo dados da revista Mundo Etranho, movimentam U$$ 4 bi e tem seus maiores mercados estrangeiros nos EUA, França e Alemanha.

A estudante de Ciências Biológicas, Tatiane Dias, 21 anos, conta que incentiva a prima de 10 anos, Lais Carmo, a ler mangás. “É divertido e, na fase em que ela se encontra, exercita a criatividade e a leitura. Comecei lendo, mas agora ela que lê pra mim”, diz. Para Tatiane, os mangás são uma espécie de escape da realidade.

Já Alberto Junior, 17 anos, estudante de Engenharia da Computação conta que foi o próprio sobrinho de 7 anos, Pedro Lucas, que se juntou a ele para ler. “Ele teve a iniciativa de saber o que se passava nas histórias, passei a incentivá-lo sempre a ler comigo. Fiz para treinar a sua leitura, afinal eram histórias pequenas e nada muito complicado para uma criança dessa idade”.

Para o estudante de Letras, Lucas Portela, 22 anos, a forma lúdica e o texto claro ajudam a criança a desenvolver gosto pelas publicações. “Aqui no Brasil, muitas crianças começam a leitura através das revistinhas em quadrinho tradicionais, mas o mangá não foge do mesmo estilo, na parte literária. As editoras, inclusive, começam a investir neste ramo transformando literatura em desenho”.

ComércioQuem está fora das comunidades otaku também já consegue perceber o avanço da cultura pop japonesa e passam a ser mais um ponto no mapa de incentivo à leitura, como Isaul Sampaio, que é dono da banca de revistas Manuela, situada no bairro Cidade Jardim. “Eu nunca li mangá, mas meu filho de 8 anos adora. Se deixar, ele quer ler todos os títulos que eu vendo aqui na banca! Eu e minha esposa incentivamos, ler sempre é bom, mas tomamos cuidado com a classificação indicativa do mangá, pois alguns são muito violentos e tem conteúdos mais pesados, impróprio para menores”.

Isaul também diz que tem crescido o número de jovens, geralmente de 18 a 25 anos, que procuram por mangás em sua banca. Em média, são vendidos de 25 a 30 quadrinhos por mês. “Eu recebia poucos títulos para vender, uns dois ou três, mas de uns dois anos para cá venho recebendo mais e a procura foi aumentando também”, afirma o pequeno empresário que vende títulos bem conhecidos, como Naruto, e Dragon Ball.

Este é um reflexo do aumento de publicações de mangás no Brasil por parte das editoras, principalmente os que são sucesso de vendas no Japão e conhecidos mundialmente. “Acho ótimo por um lado, pois torna mais fácil o acesso e aquisição. Mas ruim por outro, produções brasileiras ficam cada vez mais enfurnadas nas bancas, o que talvez se dê pela falta de incentivo e inovação das produções”, pondera Tatiane.

História – Segundo a revista Mundo Estranho, o termo mangá surgiu em 1814, mas a forma de desenho e de encadernação das revistas, conhecidas atualmente, vem do trabalho de Osamu Tezuka, com Shin Takarajima (“A Nova Ilha do Tesouro”), de 1947. As publicações de Tezuka, conhecido como Deus-Mangá, definiu as características da literatura, como expressões faciais exageradas, elementos metalinguísticos. No Brasil, o primeiro mangá publicado foi Lobo Solitário, em 1988.

Forma de Leitura – Ao contrário dos gibis e comics, os mangás são originalmente publicados na forma oriental de leitura – o que para nós é a última página, no Japão é o inicio da história. Essa e outras particularidades podem causar certa estranheza em quem se aventura pela primeira vez nas páginas dos quadrinhos japoneses. Se esse é o seu caso, leitor, confira o vídeo abaixo que foi preparado pela equipe do Impressão Digital 126 para lhe guiar em sua leitura, sayõnara!

 

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