{"id":10747,"date":"2013-04-06T11:59:50","date_gmt":"2013-04-06T14:59:50","guid":{"rendered":"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/?p=10747"},"modified":"2013-04-08T12:11:01","modified_gmt":"2013-04-08T15:11:01","slug":"nao-se-tem-dinheiro-para-valorizar-o-jornalismo-investigativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/nao-se-tem-dinheiro-para-valorizar-o-jornalismo-investigativo\/","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o se tem dinheiro para valorizar o jornalismo investigativo\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00c9 o que afirma Guilherme Alpendre, diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)<\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #888888;\">Raisa Andrade e Tun\u00edsia Cores<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Guilherme Alpendre, esteve na Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da UFBA, onde realizou palestra sobre jornalismo investigativo no Brasil e explicou como tem sido a atua\u00e7\u00e3o da entidade, desde a sua cria\u00e7\u00e3o, em 2002. Em entrevista ao\u00a0<strong><em>Impress\u00e3o Digital 126<\/em><\/strong>, Guilherme aborda as principais caracter\u00edsticas do jornalismo investigativo, as quest\u00f5es \u00e9ticas, a sede de furo jornal\u00edstico, assim como os desafios de exercer a profiss\u00e3o em um pa\u00eds como o Brasil, considerado pelo Comit\u00ea para a Prote\u00e7\u00e3o dos Jornalistas (CPJ) como o quarto mais violento do mundo.<\/p>\n<div id=\"attachment_10748\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/GuilhermeAlpendre.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10748\" class=\"size-medium wp-image-10748\" title=\"Palestra com Guilherme Alpendre (Abraji), no audit\u00f3rio da Facom \" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/GuilhermeAlpendre-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/GuilhermeAlpendre-300x199.jpg 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/GuilhermeAlpendre.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10748\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Lucas Seixas | Labfoto<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Impress\u00e3o Digital 126 <\/em><\/strong><strong>\u2013 <\/strong><strong>Concordando que a for\u00e7a motriz do bom jornalismo \u00e9 uma apura\u00e7\u00e3o aplicada \u2013 afirma\u00e7\u00e3o referendada pelo ex-diretor da Abraji, Marcelo Beraba, em <a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/2012\/05\/14\/a-pratica-jornalistica-vive-sempre-no-fio-da-navalha-fotos-na-galeria\/\" target=\"_blank\">entrevista\u00a0ao <em>ID 126<\/em> <\/a>\u2013 nenhum jornalismo estaria livre de ser investigativo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GUILHERME ALPENDRE &#8211; <\/strong>Isso \u00e9 uma discuss\u00e3o bastante grande. Tem uma corrente que diz que \u201cjornalismo investigativo\u201d seria um pleonasmo tal qual \u201csubir em cima\u201d ou \u201cdescer pra baixo\u201d. No entanto, temos que entender que esse termo vem do ingl\u00eas <em>investigative reporter<\/em> e que, em l\u00ednguas como essa, a palavra investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma tanto para apura\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica quanto para uma pesquisa cient\u00edfica. A ideia do jornalismo investigativo, como eu vejo, se aproxima \u00e0 pesquisa cient\u00edfica, tanto na profundidade de um tema quanto na metodologia de apura\u00e7\u00e3o, de coleta de informa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, sim, todo jornalismo deve ser investigativo. Mas aquele que \u00e9 conhecido como jornalismo investigativo \u00e9 o que se aprofunda em determinado tema com inten\u00e7\u00e3o de esgot\u00e1-lo, de cobri-lo inteiramente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>ID 126 <\/em><\/strong><strong>\u2013 <\/strong><strong>Em algum momento essa apura\u00e7\u00e3o aprofundada esbarra com o c\u00f3digo deontol\u00f3gico da profiss\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GA &#8211; <\/strong>Ela n\u00e3o deve esbarrar com o c\u00f3digo deontol\u00f3gico da profiss\u00e3o. \u00a0Um jornalista que se depare com uma situa\u00e7\u00e3o, por exemplo, de conseguir uma informa\u00e7\u00e3o que foi obtida de maneira n\u00e3o leg\u00edtima, pode decidir se vai public\u00e1-la ou n\u00e3o, avaliando se \u00e9 de interesse p\u00fablico. Mas o jornalista, na sua apura\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deve ultrapassar os limites da deontologia e nem mesmo da lei. \u00a0N\u00e3o deve promover uma fraude pra obter material para sua pr\u00f3pria apura\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>ID 126 <\/em><\/strong><strong>\u2013 C<\/strong><strong>omo exatamente o jornalista que teve acesso a informa\u00e7\u00f5es obtidas com c\u00e2meras escondidas e outros m\u00e9todos pouco ortodoxos deve utilizar esse material respeitando a \u00e9tica jornal\u00edstica?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GA \u2013 <\/strong>O professor Manoel Carlos Chaparro, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), fala bastante sobre o uso do jornalismo por alguns atores para atingir seus objetivos. Vou explicar: pensa no 11 de setembro de 2001. A repercuss\u00e3o que o 11 de setembro obteve foi muito maior do que a que teria em 1930. Quem produziu um atentado \u2013 que primeiro fez um avi\u00e3o bater contra um pr\u00e9dio e esperou 20 minutos, meia hora, para bater no segundo pr\u00e9dio \u2013 pensou tal estrat\u00e9gia para criar um fato jornal\u00edstico que repercutisse. O jornalista \u2013 e o jornalismo, a m\u00eddia \u2013 nesse caso, foi usado como uma ferramenta para atingir o objetivo final, o qual era a repercuss\u00e3o. Outro exemplo \u00e9 pensar no caso de lutas de minorias. Deficientes f\u00edsicos costumam fazer protestos em que eles v\u00e3o tentar pegar um \u00f4nibus numa rodovi\u00e1ria. Ent\u00e3o, ele telefona para uma rede de TV e vende a pauta \u2013 \u201colha, eu sou deficiente f\u00edsico e a rodovi\u00e1ria dessa cidade n\u00e3o tem nenhuma acessibilidade. Eu vou l\u00e1 fazer o caminho todo sozinho e queria que voc\u00eas me acompanhassem para ver o absurdo que \u00e9\u201d.\u00a0 O fato de ele pegar o \u00f4nibus n\u00e3o tem nenhuma repercuss\u00e3o, mas h\u00e1 o uso da imprensa para que esse fato tenha dimens\u00e3o e exer\u00e7a um poder transformador no mundo. Cabe ao jornalista tamb\u00e9m ter a frieza de entender que, ao receber um dossi\u00ea pronto ou algum material de uma fonte, essa fonte tem interesse. E esses jogos de interesses t\u00eam que estar claros. Talvez algum jornalista tenha a mesma inten\u00e7\u00e3o que a pessoa que vendeu a informa\u00e7\u00e3o. Talvez o jornalista seja ing\u00eanuo ou n\u00e3o queira apurar por conta pr\u00f3pria o que j\u00e1 foi previamente apurado (isso acontece muito com investiga\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal, Minist\u00e9rio P\u00fablico \u2013 o jornalista recebe a informa\u00e7\u00e3o apurada e n\u00e3o faz uma investiga\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria). Muitas entidades internacionais consideram como jornalismo investigativo s\u00f3 aquela reportagem com apura\u00e7\u00e3o feita pelo pr\u00f3prio jornalista. Ent\u00e3o, n\u00e3o seria jornalismo investigativo, por exemplo, acompanhar uma opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal ou receber um relat\u00f3rio do MPF sobre um esquema de fraudes de postos de gasolina e publicar aquilo como\u00a0 uma reportagem investigativa.\u00a0 Isso fere a deontologia se o cara age de ma f\u00e9, se o jornalista recebe um dossi\u00ea e entende que aquilo tem uma coisa e reitera, endossa aquela informa\u00e7\u00e3o como sendo verdadeira, sem qualquer apura\u00e7\u00e3o, ele est\u00e1 sendo um mau jornalista, antes de ferir qualquer deontologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>ID 126<\/em><\/strong><strong> &#8211; <\/strong><strong>Na se\u00e7\u00e3o do site chamada de &#8220;Opini\u00e3o <\/strong><strong>Abraji&#8221; h\u00e1 uma lista de pequenos artigos com manifesta\u00e7\u00f5es da associa\u00e7\u00e3o diante de alguns fatos e tem\u00e1ticas &#8211; notas de rep\u00fadio \u00e0 censura, press\u00f5es em investiga\u00e7\u00f5es e afins. Qual o n\u00edvel de influ\u00eancia que o jornalismo, tantas vezes dito &#8220;quarto poder&#8221;, pode ter na resolu\u00e7\u00e3o de tais quest\u00f5es atualmente?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GA \u2013 <\/strong>O jornalismo tem uma for\u00e7a total de poder transformador, principalmente para atores que entendem bem a linguagem\u00a0 jornal\u00edstica e sabem us\u00e1-la a seu favor e a favor das suas opini\u00f5es. Ele [o poder] aumenta \u00e0 medida que uma quantidade maior de pessoas tem acesso ao jornalismo. A maneira como aprendemos\u00a0 o jornalismo hoje \u00e9 bem interessante. Eu brinco que antes eu confiava no que vinha na p\u00e1gina do jornal; hoje\u00a0 eu confio no meu <em>feed<\/em> do <em>Facebook<\/em>.\u00a0 Eu tenho v\u00e1rios amigos em quem confio e cujo posicionamento eu concordo ou discordo. Eu vou curtindo esses amigos de forma que a minha <em>timeline<\/em> seja uma listagem de indica\u00e7\u00f5es de leitura. Essa maneira multieditorial de ler o jornalismo \u00e9 muito interessante: voc\u00ea seleciona seus interesses pelas pessoas e vai trocando informa\u00e7\u00e3o, compartilhando, isso tudo \u00e9 muito novo.\u00a0 Embora falem em crise no jornalismo &#8211; uma crise em empresas jornal\u00edsticas, de formatos, de arrecada\u00e7\u00e3o \u2013 o jornalismo como ideia, como conceito, est\u00e1 fort\u00edssimo e com um poder de transforma\u00e7\u00e3o muito grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>ID 126<\/em><\/strong><strong> &#8211; <\/strong><strong>Ainda sobre o tema, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) costuma emitir opini\u00f5es ou tentar mesmo interferir na resolu\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es mais delicadas, em que a estabilidade social estaria em jogo, como em casos de improbidade administrativa ou mesmo nas lutas de minorias. A <\/strong><strong>Abraji tem alguma aspira\u00e7\u00e3o nesse sentido?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GA &#8211; <\/strong>N\u00e3o, a Abraji foi fundada por um grupo de jornalistas que visavam melhorar o jornalismo no Brasil por meio de garantias de seguran\u00e7a ao jornalista, de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e de treinamento para os profissionais. Esses tr\u00eas pilares de atua\u00e7\u00e3o da Abraji norteiam as opini\u00f5es de Associa\u00e7\u00e3o e nunca vai emitir\u00e1 opini\u00e3o sobre quest\u00f5es n\u00e3o relacionadas a esses tr\u00eas assuntos. Al\u00e9m disso, a Abraji \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o que tem associados e diretores, e s\u00e3o esses diretores quem decidem. Sempre que a Abraji emite uma nota, a diretoria \u00e9 consultada e se a essa n\u00e3o chega a um consenso, a Abraji simplesmente diz que n\u00e3o tem uma opini\u00e3o sobre o tema. \u00c9 o caso, por exemplo, da obrigatoriedade do diploma em jornalismo. \u00c9 isso, a Abraji se fortalece naquilo que une os jornalistas e busca n\u00e3o entrar no m\u00e9rito de quest\u00f5es que os desunam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>ID 126<\/em><\/strong><strong> \u2013 <\/strong><strong>A Abraji surgiu em 2002, na mesma \u00e9poca da morte do jornalista Tim Lopes. Em que ponto a exist\u00eancia da associa\u00e7\u00e3o chama aten\u00e7\u00e3o para o risco imposto \u00e0 vida do jornalista em um pa\u00eds considerado o quarto mais violento, segundo relat\u00f3rio do Comit\u00ea para a Prote\u00e7\u00e3o do Jornalista (CPJ), divulgado em janeiro?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GA \u2013 <\/strong>Sempre que acontece alguma viola\u00e7\u00e3o contra o jornalista, a Abraji emite uma nota que \u00e9 divulgada para todos os jornais do Brasil. A gente traduz essa nota para o ingl\u00eas e manda tamb\u00e9m para organiza\u00e7\u00f5es internacionais \u2013 para o Comit\u00ea para a Prote\u00e7\u00e3o aos Jornalistas (CPJ); para uma rede internacional de defesa \u00e0 liberdade de express\u00e3o, a Ifex; um instituto ingl\u00eas chamado <em>International News SafetyInstitute<\/em> (Insi) \u2013 essas tr\u00eas entidades internacionais repercutem mundialmente essa viola\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de express\u00e3o. Com alguma frequ\u00eancia, uma dessas entidades ou as tr\u00eas escrevem of\u00edcios ao governo brasileiro pedindo explica\u00e7\u00f5es no plano internacional sobre aquele caso espec\u00edfico. Isso faz com que o jornalista em Caic\u00f3, no interior do Rio Grande do Norte, ele \u00e9 amea\u00e7ado e est\u00e1 sozinho, de repetente tem uma carta internacional para o Governo Federal que aciona a Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica do Rio Grande do Norte, o secret\u00e1rio manda um delegado da capital para l\u00e1 \u2013 porque pode ser que numa cidade pequena toda uma rede de camaradagem impe\u00e7a a investiga\u00e7\u00e3o \u2013 ent\u00e3o essa repercuss\u00e3o ajuda a dar prote\u00e7\u00e3o ao jornalista. Isso acontece de maneira muito suficiente quando voc\u00ea tem uma amea\u00e7a, no caso de um jornalista que \u00e9 assassinado, infelizmente, tudo que a gente possa fazer \u00e9 cobrar uma investiga\u00e7\u00e3o, uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>ID 126<\/em><\/strong><strong> \u2013 <\/strong><strong>Esse ranking de viol\u00eancia contra o jornalista montado pelo CPJ equipara o pa\u00eds com regi\u00f5es com realidades essencialmente mais in\u00f3spitas que a nossa, com guerrilhas, governos ditatoriais. O que faz o Brasil ocupar posi\u00e7\u00f5es t\u00e3o alarmantes?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GA &#8211; <\/strong>Primeiro a gente tem que levar em considera\u00e7\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o de cada pa\u00eds, tem que comparar com tamanho de popula\u00e7\u00e3o.\u00a0 Al\u00e9m disso, muito dos jornalistas que s\u00e3o assassinados no Brasil tem atividades paralelas, s\u00e3o jornalistas que tamb\u00e9m s\u00e3o presidentes de sindicatos dos mototaxistas, tem um ca\u00e7a-n\u00edquel, \u00e9 um blogueiro envenenado contra uma prefeitura, essas s\u00e3o hist\u00f3rias ver\u00eddicas. Nada justifica, claro, que voc\u00ea agrida ou mate algu\u00e9m, mas voc\u00ea precisa separar muito bem o que \u00e9 uma agress\u00e3o por causa do trabalho jornal\u00edstico e isso est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil de se definir. Recentemente, no Mato Grosso do Sul, um jornalista foi assassinado na porta de casa. Esse jornalista era ex-policial militar que andava de motocicleta armado e com colete \u00e0 prova de balas. Ent\u00e3o, ser\u00e1 que foi o blog dele que motivou esse ataque ou ser\u00e1 que ele desenvolvia outras atividades ou mantinha outras rela\u00e7\u00f5es por ser um ex-policial? Isso \u00e9 muito dif\u00edcil de desvendar numa investiga\u00e7\u00e3o. Eu sou muito cr\u00edtico com esses rankings internacionais. Claro, s\u00e3o n\u00fameros compilados internacionalmente, inclusive com a ajuda da Abraji: n\u00f3s mandamos nossa opini\u00e3o e a entidade decide se o caso entra a contagem ou n\u00e3o. O CPJ contou quatro ocorr\u00eancias, o Rep\u00f3rteres sem Fronteiras contou cinco e o Insi, oito. O Insi tem uma pol\u00edtica um pouquinho diferente. Se voc\u00ea est\u00e1 num carro indo para uma cobertura e o carro capota, voc\u00ea \u00e9 um jornalista que morreu no exerc\u00edcio de sua profiss\u00e3o. Aconteceu um acidente no Rio Grande do Sul, era at\u00e9 uma a\u00e7\u00e3o question\u00e1vel. Um carro da policia foi fazer uma opera\u00e7\u00e3o e atr\u00e1s seguia um comboio de carros de jornalistas e um caminh\u00e3o de laranja perdeu o controle e colidiu com um desses carros matando tr\u00eas jornalistas e, para o Insi, isso \u00e9 uma equipe de reportagem que morreu no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o. Para eles, \u00e9 um absurdo que no Brasil n\u00e3o haja um treinamento especifico para motoristas de jornalismo. O Insi est\u00e1 na Inglaterra, que tem a BBC, a maior rede p\u00fablica de jornalismo do mundo, que manda jornalistas para a S\u00edria, por exemplo. Existe uma press\u00e3o muito grande de sindicatos para que todos os jornalistas que sejam enviados para a S\u00edria tenham sua seguran\u00e7a garantida, ainda que ele n\u00e3o necessariamente v\u00e1 para frente de combate. Tem uma preocupa\u00e7\u00e3o localizada que \u00e9 exportada para o mundo todo. Agora eu pergunto pra voc\u00eas: a Abraji fica em SP, um assassinato de um jornalista em Tabatinga, no Amazonas, na fronteira com o Peru e a Col\u00f4mbia, s\u00e3o quatro mil quil\u00f4metros de S\u00e3o Paulo. Falando a mesma l\u00edngua, num mesmo pa\u00eds, a Abraji tem uma dificuldade imensa de descobrir quais foram as causas desse crime. O CPJ cobre crimes no mundo inteiro. Voc\u00ea imagina o que \u00e9 para um escrit\u00f3rio descobrir o que est\u00e1 se passando em Tabatinga, no Zimb\u00e1bue, na S\u00edria, na R\u00fassia, no Azerbaij\u00e3o, na China, na Cor\u00e9ia do Norte? Eles dependem muito de ajuda local e tamb\u00e9m podem, por vezes, embora tenham crit\u00e9rios muito r\u00edgidos, incluir casos em que o jornalista n\u00e3o tenha sido assassinado por rela\u00e7\u00e3o com o seu trabalho. \u00c9 jornalista? Sim. Levou um tiro? Foi alvo de execu\u00e7\u00e3o? Sim. Ele era pol\u00eamico e tinha inimigos por causa do jornalismo? Mas foi mesmo essa motiva\u00e7\u00e3o? Na Abraji n\u00f3s nos deparamos com poucos casos em que, claramente, um jornalista que desenvolvia uma atividade jornalista, sofreu amea\u00e7as e foi morto por causa disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>ID 126<\/em><\/strong><strong> &#8211; <\/strong><strong>Al\u00e9m da viol\u00eancia \u00e0 qual os jornalistas est\u00e3o expostos, quais s\u00e3o os principais entraves para o desenvolvimento do jornalismo investigativo no Brasil<\/strong><strong>?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GA &#8211; <\/strong>Essa n\u00e3o \u00e9 a opini\u00e3o da Abraji, \u00e9 a minha opini\u00e3o e eu aponto duas dificuldades. A primeira \u00e9 a falta de forma\u00e7\u00e3o do jornalista que tem certa dificuldade em aceitar que n\u00e3o basta s\u00f3 o trabalho no dia a dia e n\u00e3o basta s\u00f3 a faculdade. \u00c9 preciso fazer cursos, participar de congressos, discutir a profiss\u00e3o, discutir t\u00e9cnicas e isso no Brasil ainda sofre resist\u00eancia. \u00c9 dif\u00edcil ter um grupo que frequente com assiduidade os semin\u00e1rios, queira aprender com a experi\u00eancia dos outros e leia livros. E esse \u00e9 um campo em que a Abraji atua bastante. O outro problema \u00e9 financeiro. Poucas empresas no Brasil t\u00eam dinheiro o suficiente para financiar uma reportagem investigativa. Ent\u00e3o, a gente tem grandes exemplos, tais como o do Thiago Herdy, que \u00e9 um dos diretores da Abraji, ganhou um pr\u00eamio Esso porque foi at\u00e9 Londres percorrer os \u00faltimos passos do Jean Charles. Ele fez um acordo com o jornal <em>O Estado de Minas<\/em> que pagou a passagem. Ele foi durante as f\u00e9rias, custeando a pr\u00f3pria estadia. Outro caso \u00e9 aquele caderno que o Leon\u00eancio Nossa produziu no jornal <em>O Estado de S. Paulo<\/em>: \u201c<a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/especiais\/as-guerras-desconhecidas-do-brasil,127791.htm\" target=\"_blank\">As guerras desconhecidas do Brasil<\/a>\u201d.\u00a0N\u00e3o \u00e9 que isso seja pouco valorizado, \u00e9 que n\u00e3o se tem dinheiro para valorizar o jornalismo investigativo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 o que afirma Guilherme Alpendre, diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) Raisa Andrade e Tun\u00edsia Cores O diretor da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Guilherme Alpendre, esteve na Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da UFBA, onde realizou palestra sobre jornalismo investigativo no Brasil e explicou como tem sido a atua\u00e7\u00e3o da entidade, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[695,12,1077,693],"acf":[],"aioseo_notices":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - 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