{"id":28289,"date":"2016-05-04T09:27:39","date_gmt":"2016-05-04T12:27:39","guid":{"rendered":"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/?p=28289"},"modified":"2016-05-04T09:27:39","modified_gmt":"2016-05-04T12:27:39","slug":"o-que-ficou-para-tras-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/o-que-ficou-para-tras-2\/","title":{"rendered":"O que ficou para tr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\"><em>Tr\u00eas idosas relembram a juventude e contam os sonhos que, devido a \u00e9poca em que viviam, n\u00e3o puderam ser realizados<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\"><span style=\"color: #888888;\"><strong>Bruna Castelo Branco e Dudu Assun\u00e7\u00e3o | Foto destaque:\u00a0Dudu Assun\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">Antes de come\u00e7ar as aulas, a professora Delzu\u00edta Castro observava as crian\u00e7as sentadas em quatro fileiras na sala, fazia a chamada, apanhava o giz e come\u00e7ava a escrever palavras aleat\u00f3rias no quadro negro. Eram aleat\u00f3rias porque a professora, na verdade, era uma menina pequena, o quadro era a parede do quarto improvisada e as alunas eram bonecas que ajudavam a ilustrar um sonho de inf\u00e2ncia nos anos 30 e 40 na cidade de Maragojipe, no interior da Bahia. Mas o sonho da crian\u00e7a n\u00e3o sobreviveu \u00e0 fase adulta. E se hoje pudesse acordar sem o peso de seus quase 87 anos, Dona Bela &#8211; como \u00e9 chamada Delzu\u00edta &#8211; n\u00e3o tem a menor d\u00favida: \u201cEu faria tudo diferente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">No tempo em que Dona Bela era jovem, principalmente em cidades pequenas do interior do estado, as mulheres n\u00e3o tinham muitas op\u00e7\u00f5es quando planejavam o futuro: brincar de boneca, depois aprender a cozinhar, estudar o quanto der e, finalmente, arranjar um casamento &#8211; ou ter um casamento arranjado. \u201cEra tudo diferente de como \u00e9 hoje\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">O sonho de ser professora prim\u00e1ria, Dona Bela nunca contou nem para a fam\u00edlia. Mas, quando foi ficando adolescente, decidiu se desvencilhar da ilus\u00e3o e encarar a vida que se apresentava como a \u00fanica que poderia ter. \u201cO tempo foi passando e o meu sonho morreu. Perdi a ilus\u00e3o\u201d. Por qu\u00ea?. \u201cAh, era dif\u00edcil. N\u00e3o \u00e9 como hoje\u2026 Em Maragogipe s\u00f3 tinha escola at\u00e9 o prim\u00e1rio, para terminar de estudar, tinha que vir para Salvador. A gente n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es\u201d. Mesmo com os problemas financeiros da fam\u00edlia, os homens que quiseram continuar com os estudos conseguiram. \u00c0s duas mulheres, entre os quatro irm\u00e3os, restou o trabalho dom\u00e9stico como possibilidade depois do casamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">Hoje, Dona Bela conta aliviada que seus filhos tiveram uma vida melhor do que a dela. Conseguiram estudar e ter uma profiss\u00e3o. Com orgulho, pega o porta-retrato com a foto do mais velho, no dia da formatura, e exibe: \u201cEle estudou matem\u00e1tica\u201d. Se satisfaz enquanto conta a vida do filho professor, que experimenta a felicidade que Dona Bela nunca teve para si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\"><strong>Em nome do pai<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_28506\" style=\"width: 2058px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dona-Maude.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-28506\" class=\"size-full wp-image-28506 \" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dona-Maude.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1356\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dona-Maude.jpg 2048w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dona-Maude-300x198.jpg 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dona-Maude-1024x678.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-28506\" class=\"wp-caption-text\">Dona Maude relembra seus sonhos | Foto: Bruna Castelo Branco<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">Qualquer pessoa que chegar \u00e0 casa de Dona Maude por volta das 17h vai ter que esperar ela terminar de rezar o ter\u00e7o. \u201cRezo todo dia \u00e0s 4h30 da manh\u00e3 e \u00e0s 5 da tarde. A\u00ed se eu falar com algu\u00e9m, atrapalha\u201d. Preces terminadas, comenta: \u201c\u00e9 para ajudar todos os meus filhos e netos. Falo o nome de cada um. N\u00e3o tive um marido bom, mas pelo menos tive meus filhos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">Ao relembrar os seus longos 77 anos de vida, Haid\u00e9e Maude Mascarenhas, nascida na cidade de Caldas de Cip\u00f3, diz com certeza que nunca realizou um sonho sequer. A come\u00e7ar pela adolesc\u00eancia, quando a sua maior divers\u00e3o era espiar por uma fresta da janela &#8211; escondida do irm\u00e3o &#8211; os jovens se divertindo do lado de fora. \u201cEu n\u00e3o podia fazer nada que eu queria. N\u00e3o podia sair s\u00f3, n\u00e3o podia ter uma amiga, ir \u00e0 praia. Ele dizia que eu n\u00e3o ia e pronto. Mam\u00e3e n\u00e3o tinha voz em casa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">Entre as maiores vontades da jovem Maude, estava a de trabalhar. Nada espec\u00edfico, diz, s\u00f3 o necess\u00e1rio para ganhar algum dinheirinho e ficar independente. \u201cAt\u00e9 vender uns docinhos na rua eu queria. Eu via as pessoas vendendo e achava uma coisa t\u00e3o alegre\u201d. Mas o irm\u00e3o mais velho nunca deixou. Ele passou a administrar as finan\u00e7as da casa depois que o pai abandonou a fam\u00edlia e foi morar em outra cidade. Assim, controlava os passos da m\u00e3e, das duas irm\u00e3s e, posteriormente, da noiva. \u201cEla tinha um emprego nos Correios. Quando eles casaram, ele a obrigou a pedir demiss\u00e3o. Ela foi com os olhos cheios de l\u00e1grimas. Nunca esque\u00e7o\u201d, diz Maude, enquanto conta que seu novo sonho passou a ser sair de casa. Mas, na \u00e9poca, a fam\u00edlia pressionou, pois uma mo\u00e7a, diziam, s\u00f3 poderia sair de casa depois do casamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">No final das contas, ela trocou o irm\u00e3o pelo noivo. Se casou. Continuou impedida de trabalhar e, assim, permaneceu dependente. \u201cEssa \u00e9 a pior humilha\u00e7\u00e3o que uma pessoa pode passar\u201d. Desde o casamento, vive praticamente brigada com o marido e, h\u00e1 mais de 20 anos, dorme sozinha, em um quarto separado. \u201cMas, para mim, era a \u00fanica sa\u00edda. N\u00e3o tinha jeito\u201d. Hoje, continua a rezar. \u201cRezo para que Jesus amole\u00e7a o cora\u00e7\u00e3o dele e ele se torne pelo menos um pai melhor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\"><strong>O filho que n\u00e3o nasceu<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_28297\" style=\"width: 2058px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/15122014-DSC_8912.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-28297\" class=\"size-full wp-image-28297 \" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/15122014-DSC_8912.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1356\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/15122014-DSC_8912.jpg 2048w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/15122014-DSC_8912-300x198.jpg 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/15122014-DSC_8912-1024x678.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-28297\" class=\"wp-caption-text\">Cec\u00edlia de Jesus, 84, brincando de boneca | Foto: Bruna Castelo Branco<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">Cec\u00edlia de Jesus, que completa 84 anos em julho, ainda n\u00e3o deixou de brincar de boneca. Na verdade, criou o h\u00e1bito j\u00e1 na vida adulta, porque na inf\u00e2ncia, quando vivia na cidade de Concei\u00e7\u00e3o da Feira, precisava trabalhar nas planta\u00e7\u00f5es da ro\u00e7a para sobreviver. \u201cEu n\u00e3o tinha dinheiro nem para comprar uma roupinha. Quando podia, fazia meus pr\u00f3prios brinquedos\u201d. Ela foi doada pelos pais biol\u00f3gicos e n\u00e3o tem lembran\u00e7as nada boas dos dias com a fam\u00edlia adotiva. Entre muitas horas de trabalho na inf\u00e2ncia e surras frequentes, s\u00f3 conseguia pensar em sair dali. N\u00e3o era sonho, era necessidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">Na juventude, Cec\u00edlia buscou ent\u00e3o alcan\u00e7ar dois objetivos: encontrar outro lar e, mais tarde, ter filhos. Aos 15 anos, conseguiu fugir da casa no interior e, de carona em carona com desconhecidos, veio parar em Salvador, \u201cmas o trabalho nunca parou\u201d. Trabalhou como bab\u00e1, empregada dom\u00e9stica e camareira, quando sofreu uma tentativa de estupro pelo filho do patr\u00e3o da pousada enquanto arrumava um dos quartos. \u201cFui embora de l\u00e1, porque se eu ficasse\u2026\u201d. N\u00e3o completa a frase. Fica nervosa com as lembran\u00e7as. \u201cPara voc\u00ea ver como s\u00e3o as coisas\u201d. Em alguns momentos, n\u00e3o evita chorar ao contar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">Alguns meses depois de largar o emprego, Cec\u00edlia acabou se casando. Como era comum na \u00e9poca, o marido n\u00e3o quis que ela continuasse trabalhando fora de casa. J\u00e1 com tantas marcas de trabalhos na inf\u00e2ncia, imaginou que poderia pelo menos viver para cuidar do filho que queria ter, para tentar encontrar nele algum conforto e a realiza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o conseguiu para si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">Cec\u00edlia engravidou. Quando a barriga estava come\u00e7ando a crescer, um acidente caseiro a fez murchar definitivamente. \u201cNunca soube se seria menino ou menina\u201d. Tempos depois, o marido morreu e, sem dinheiro nem trabalho, a jovem Cec\u00edlia n\u00e3o tinha como se sustentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" dir=\"ltr\">Hoje, velhinha, mas com cabelos que nunca ficaram brancos, vive em um asilo em Lauro de Freitas. No quarto, as dezenas de bonecas que passaram longe da sua inf\u00e2ncia a fazem companhia. \u201cJ\u00e1 quero ir logo. Est\u00e1 na hora\u201d, diz sobre a vida. Pretende deixar as bonecas para crian\u00e7as que n\u00e3o t\u00eam com o que brincar. \u201cAqui, elas foram as filhas que eu n\u00e3o tive, da vida que eu n\u00e3o tive\u201d, conta, enquanto se lembra de um tempo que espera que n\u00e3o volte nunca mais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo da vida, muitos sonhos acabam sendo enterrados e esquecidos em um canto qualquer da mem\u00f3ria. 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