{"id":33426,"date":"2017-07-05T09:15:31","date_gmt":"2017-07-05T12:15:31","guid":{"rendered":"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/?p=33426"},"modified":"2017-07-03T16:38:21","modified_gmt":"2017-07-03T19:38:21","slug":"filmes-baianos-ainda-sofrem-com-pouca-distribuicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/filmes-baianos-ainda-sofrem-com-pouca-distribuicao\/","title":{"rendered":"Filmes baianos ainda sofrem com pouca distribui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Festivais e internet s\u00e3o alternativas para realizadores<\/em><\/p>\n<h6><span style=\"color: #808080;\">Saulo Miguez e Tiago Almeida<\/span><\/h6>\n<div id=\"attachment_33429\" style=\"width: 219px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33429\" class=\" wp-image-33429\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/calebe-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"209\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/calebe-300x300.jpg 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/calebe-150x150.jpg 150w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/calebe-768x768.jpg 768w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/calebe.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 209px) 100vw, 209px\" \/><p id=\"caption-attachment-33429\" class=\"wp-caption-text\">O baiano Calebe Lopes teve seu filme exibido no Festival de Cannes este ano. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Aos 21 anos e em seu sexto curta-metragem, o jovem diretor de cinema Calebe Lopes realizou um feito almejado por muitos cineastas: teve o seu filme exibido no badalado Festival de Cannes. \u201cUm Dia \u00e9 da Vida, Outro \u00e9 da Morte\u201d esteve entre os selecionados da mostra short film corner, uma categoria n\u00e3o competitiva que reuniu produ\u00e7\u00f5es de todo o mundo.<\/p>\n<p>\u201cMandamos o filme e ele foi aceito. Devem ter sido inscritos uns 4 ou 5 mil filmes no corner, desses eles selecionaram 1800 que ganharam essa janela de exibi\u00e7\u00e3o nessa mostra de mercado\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Os desafios para exibir a pel\u00edcula em uma das telas mais disputadas do mundo, no entanto, n\u00e3o foram menores do que os que Lopes e outros realizadores baianos v\u00eam enfrentando para projetarem seus frames do lado de c\u00e1 do Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Lopes reconhece os avan\u00e7os dos \u00faltimos anos, por\u00e9m, conta que ainda s\u00e3o muitas as barreiras impostas aos filmes baianos nas salas locais sobretudo para os curtas-metragens. \u201cEmbora exista a Lei do Curta, que obriga a passar um curta antes de cada longa, ela n\u00e3o \u00e9 cumprida. Ent\u00e3o n\u00e3o existe um sistema de distribui\u00e7\u00e3o para esses filmes\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Lei do Curta<br \/>\n<\/strong>A Lei do Curta regula a exibi\u00e7\u00e3o de filmes brasileiros de curta-metragem nas salas de cinema do pa\u00eds. Ela possui como base o artigo 13 da Lei Federal 6.281, de 9 de dezembro de 1975, que diz que &#8220;nos programas de que constar filme estrangeiro de longa-metragem, ser\u00e1 estabelecida a inclus\u00e3o de filme nacional de curta-metragem, de natureza cultural, t\u00e9cnica, cient\u00edfica ou informativa, al\u00e9m de exibi\u00e7\u00e3o de jornal cinematogr\u00e1fico, segundo normas a serem expedidas pelo \u00f3rg\u00e3o a ser criado na forma do artigo 2\u00ba&#8221;. \u00a0Confira a Lei na \u00edntegra neste <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/1970-1979\/l6281.htm\">link<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>Segundo Lopes, a distribui\u00e7\u00e3o dessas produ\u00e7\u00f5es est\u00e1 fadada a rotas alternativas \u00e0s comerciais, como festivais, os canais fechados de TV e a internet. \u201cNo festival, \u00e9 onde ir\u00e1 acontecer a reflex\u00e3o sobre os filmes e o contato entre cineastas, cin\u00e9filos e p\u00fablico geral. Os canais de TV a cabo d\u00e3o uma sobrevida ao filme depois que ele passa em tudo o que \u00e9 festival. E por fim, h\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de liberar o filme na internet, temos exemplos de bons resultados de obras postadas no Youtube e no Vimeo que conquistaram n\u00fameros excelentes\u201d.<\/p>\n<p>Lopes ainda completa ao dizer que a cr\u00edtica ao engessamento na distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 assunto recorrente nas rodas de conversas entre cineastas. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o quer fazer filme para ganhar festival, pr\u00eamio ou dinheiro, e sim para que ele seja visto pelo maior n\u00famero de pessoas. Ent\u00e3o, eu ainda acho que faltam maneiras de se exibir os filmes fora de mostras e eventos\u201d.<\/p>\n<p>Sobre exibir \u201cUm Dia \u00e9 da Vida, Outro \u00e9 da Morte\u201d na Bahia, at\u00e9 o momento tudo o que h\u00e1 s\u00e3o planos. \u201cJ\u00e1 mandamos para festivais daqui e estamos organizando uma exibi\u00e7\u00e3o na Walter da Silveira, mas ainda sem data\u201d. Assim que rolar a confirma\u00e7\u00e3o, iremos divulgar na p\u00e1gina do Facebook\u201d. Assista abaixo ao trailer do filme &#8220;Um Dia \u00e9 da Vida, Outro \u00e9 da Morte&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Um Dia \u00e9 Da Vida, o Outro da Morte - TRAILER\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6ADpgY-scFk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Falta tempo ($)<br \/>\n<\/strong>Egresso do Bacharelado Interdisciplinar com concentra\u00e7\u00e3o em Cinema e Audiovisual da Ufba, Rog\u00e9rio Villaronga, 28, acabou de lan\u00e7ar o seu primeiro longa-metragem, o document\u00e1rio <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ionZz-Fn2DM&amp;authuser=0\">\u201cAmor, a raz\u00e3o\u201d<\/a>, que participou da 12\u00aa Mostra de Cinema documental de Ipatinga-Minas Gerais, o Cinedocumenta. Ele conta que o tempo de dura\u00e7\u00e3o do filme \u00e9 grande obst\u00e1culo para que ele seja exibido em uma sess\u00e3o convencional\/comercial.<\/p>\n<p>\u201cA maior dificuldade \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao tempo do meu filme que tem 50 minutos. Algumas salas pedem um m\u00ednimo de 60 minutos, ou ent\u00e3o \u00e9 disponibilizado um hor\u00e1rio que tem pouco p\u00fablico, geralmente \u00e0s 13h\u201d.<\/p>\n<p>Outra dificuldade apontada s\u00e3o os valores cobrados pelas salas, que chegam a R$ 1.600 por semana, o que acaba inviabilizando a sess\u00e3o, sobretudo pela inexist\u00eancia de pol\u00edticas de incentivo a filmes independentes ou editais espec\u00edficos para isso.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o deixar a pel\u00edcula avinagrar, Villaronga planeja buscar os festivais. \u201c\u00c9 o espa\u00e7o que os realizadores t\u00eam para exibir e interagir com outros filmes. Os festivais s\u00e3o onde os filmes independentes s\u00e3o vistos e onde entram em contato com um primeiro p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p><strong>Disputa de espa\u00e7o<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_33427\" style=\"width: 226px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33427\" class=\"wp-image-33427 \" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/IMG-20170618-WA0004-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"216\" height=\"144\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/IMG-20170618-WA0004-300x200.jpg 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/IMG-20170618-WA0004-768x512.jpg 768w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/IMG-20170618-WA0004-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/IMG-20170618-WA0004.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><p id=\"caption-attachment-33427\" class=\"wp-caption-text\"><em>George Bispo planeja exibir seu document\u00e1rio no cinema. (Foto: Tiago Concei\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>O mestre em Cultura e Sociedade, George Bispo,31, acaba de realizar seu primeiro filme, o document\u00e1rio \u201cAlab\u00eas\u201d e, com dinheiro do pr\u00f3prio bolso, pretende exibir sua obra em uma Sala convencional de cinema. Bispo acredita que apesar das dificuldades \u00e9 importante que as produ\u00e7\u00f5es locais, sobretudo as independentes, disputem espa\u00e7o com os filmes dos grandes est\u00fadios.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea n\u00e3o\u00a0v\u00ea nos cinemas por a\u00ed um filme abordando essa tem\u00e1tica, ent\u00e3o, a id\u00e9ia \u00e9 levar para o terreiro, mas tamb\u00e9m levar para um espa\u00e7o consagrado como o cinema. Mais para frente pretendo lan\u00e7ar em festivais, fazer circular\u201d.\u00a0 O diretor conta que ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o nas telonas o filme ser\u00e1 transformado em DVD, que ser\u00e1 distribu\u00eddo em escolas e bibliotecas p\u00fablicas e comunit\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cAlab\u00eas\u201d \u00e9 um document\u00e1rio que trata dos homens que dentro do candombl\u00e9 t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de cantar e tocar instrumentos musicais para chamar os orix\u00e1s para a terra e para incorpora\u00e7\u00e3o. O projeto nasceu dentro de um terreiro de candombl\u00e9 atrav\u00e9s de conversas com esses homens que narravam as suas hist\u00f3rias e rela\u00e7\u00f5es com a tradi\u00e7\u00e3o oral dentro da religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Satisfeito com o resultado final da produ\u00e7\u00e3o, o jovem cineasta quer mais. Em breve, ele pretende rodar mais dois document\u00e1rios e fechar uma trilogia sobre o candombl\u00e9. O cap\u00edtulo dois dever\u00e1 retratar as iabac\u00eas, mulheres que tem a fun\u00e7\u00e3o de cozinhar para o Deus da religi\u00e3o. \u201cJ\u00e1 estou em fase de pesquisa e em breve vou escrever o roteiro\u201d. O fechamento da trilogia ainda n\u00e3o est\u00e1 definido.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 evolu\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>A exibi\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es baianas, por sua vez, vem aos poucos se consolidando, como afirma a respons\u00e1vel pela programa\u00e7\u00e3o das Sala de Arte de Salvador, Suzana Argolo. Segundo ela, nos \u00faltimos anos, a presen\u00e7a desses filmes nas telas baianas aumentou significativamente.<\/p>\n<p>Ela relata que, al\u00e9m das produ\u00e7\u00f5es que entram na grade de programa\u00e7\u00e3o, o circuito tem trabalhado em parceria com diversos realizadores para exibir pr\u00e9-estreias e cabines de curtas, m\u00e9dias e longas-metragens.<\/p>\n<p>&#8220;Recentemente tivemos o NordesteLab aqui em Salvador e muitos realizadores da regi\u00e3o elogiaram a produ\u00e7\u00e3o baiana. Hoje, n\u00f3s j\u00e1 temos um ciclo mais bem definido de produ\u00e7\u00e3o e exibi\u00e7\u00e3o por conta desta maior abertura&#8221;.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.labaudiovisual.com.br\/nordestelab2017\/\">Nordestlab <\/a>\u00e9 um evento que busca fomentar o mercado audiovisual no nordeste baiano, o projeto promove palestras, workshops, oficinas e rodas de conversa com realizadores, produtores e interessados em audiovisual, sua ultima edi\u00e7\u00e3o foi em maio deste ano.<\/p>\n<p><strong>Facilidades para produzir<br \/>\n<\/strong>\u00c9 consenso entre os realizadores baianos que se caso as pol\u00edticas de exibi\u00e7\u00e3o acompanhassem os avan\u00e7os relacionados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, muito mais cinema local seria mostrado nas proje\u00e7\u00f5es. \u201cPara produzir eu acho que est\u00e1 sempre melhorando. Desde o advento das c\u00e2meras DSLR, das Canons mais baratinhas e lentes mais acess\u00edveis. S\u00f3 consigo enxergar coisas boas dessa democratiza\u00e7\u00e3o\u201d, comenta Calebe Lopes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da democratiza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, a gradua\u00e7\u00e3o em Cinema da Ufba foi uma capacita\u00e7\u00e3o a mais na forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica dos realizadores. O curso que surgiu em 2009 e at\u00e9 agora completou 7 turmas, j\u00e1 formou novos diretores que vem ganhando espa\u00e7o no cen\u00e1rio nacional, como Jamilie Coelho e Adriano Big, que dirigiram, respectivamente, a anima\u00e7\u00e3o \u201cOrun Aiy\u00ea\u201d e o document\u00e1rio \u201cPara Al\u00e9m dos Seios\u201d.<\/p>\n<p><strong>Segundo a Ancine, as salas brasileiras bateram recorde de bilheteria em 2016<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-33430 \" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/graficos.png\" alt=\"\" width=\"666\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/graficos.png 610w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/graficos-300x150.png 300w\" sizes=\"(max-width: 666px) 100vw, 666px\" \/><\/p>\n<p><strong>Jonas e o Circo sem Lona perde cerca de 90% do p\u00fablico na 3\u00aa semana de exibi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_33432\" style=\"width: 261px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33432\" class=\" wp-image-33432\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/dezmandamentos_2-750x380-300x152.jpg\" alt=\"\" width=\"251\" height=\"127\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/dezmandamentos_2-750x380-300x152.jpg 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/dezmandamentos_2-750x380.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 251px) 100vw, 251px\" \/><p id=\"caption-attachment-33432\" class=\"wp-caption-text\">A obra Os Dez Mandamentos &#8211; O Filme atraiu 11,3 milh\u00f5es de espectadores e liderou o ranking de melhor bilheteria nacional do ano. O filme foi a primeira obra nacional a em mais de mil salas em todo o pa\u00eds (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Enquanto o filme Os Dez Mandamentos alcan\u00e7ou mais de dez milh\u00f5es de espectadores em 2016, o document\u00e1rio baiano \u201cJonas e o Circo sem Lona\u201d, da diretora Paula Gomes, 37, que despontou este ano como uma das grandes produ\u00e7\u00f5es do cinema local perdeu 90% do seu p\u00fablico em tr\u00eas semanas.<\/p>\n<p>O\u00a0longa-metragem conquistou o pr\u00eamio do p\u00fablico de melhor document\u00e1rio no festival Cinelatino \u2013 Encontros de Toulouse, na Fran\u00e7a e \u00a0foi exibido no Festival Internacional de Document\u00e1rios de Amsterd\u00e3.<\/p>\n<p>O sucesso nos festivais, por sua vez, n\u00e3o se repetiu nas salas brasileiras. De acordo com dados do Observat\u00f3rio Brasileiro do Cinema e do Audiovisual, o filme\u00a0chegou na terceira semana sendo exibido em quatro salas em todo o pa\u00eds e somou 115 espectadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pol\u00edticas p\u00fablicas de est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de filmes evolu\u00edram, mas a distribui\u00e7\u00e3o continua sendo um problema para os cineastas baianos. 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