{"id":33818,"date":"2017-08-02T19:33:16","date_gmt":"2017-08-02T22:33:16","guid":{"rendered":"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/?p=33818"},"modified":"2018-04-25T17:01:32","modified_gmt":"2018-04-25T20:01:32","slug":"especial-zika-virus-dois-anos-depois-do-surto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/especial-zika-virus-dois-anos-depois-do-surto\/","title":{"rendered":"ESPECIAL: Zika v\u00edrus, dois anos depois do surto"},"content":{"rendered":"<p><em>Quase dois anos depois do in\u00edcio do surto de zika v\u00edrus no Brasil e do nascimento de milhares de beb\u00eas com microcefalia em decorr\u00eancia da doen\u00e7a, o ID 126 foi buscar saber de m\u00e3es de crian\u00e7as com a anomalia e pesquisadores os principais desafios enfrentados por eles. Algumas m\u00e3es est\u00e3o criando seus filhos sem seus pais ou companheiros. J\u00e1 os cientistas est\u00e3o lutando para dar andamento as suas pesquisas mesmo com os cortes do governo no setor de C&amp;T.<\/em><\/p>\n<p><strong>Mulheres criam sozinhas filhos com microcefalia<\/strong><\/p>\n<p><em>Sem ajuda de companheiros, m\u00e3es precisam enfrentar solitariamente desafios de ter crian\u00e7as com a anomalia \u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<h6>Bruno Luiz e Matheus Caldas<\/h6>\n<div id=\"attachment_33819\" style=\"width: 368px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/especial-zika-virus-dois-anos-depois-do-surto\/ensaio-caldas_-12\/\" rel=\"attachment wp-att-33819\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33819\" class=\" wp-image-33819\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-12.jpg\" alt=\"\" width=\"358\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-12.jpg 2048w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-12-300x201.jpg 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-12-768x514.jpg 768w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-12-1024x686.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-33819\" class=\"wp-caption-text\">Espa\u00e7o de intera\u00e7\u00e3o da ONG Abra\u00e7o que apoia crian\u00e7as com microcefalia (Foto: Matheus Bispo)<\/p><\/div>\n<p>Quando descobriu que o filho tinha microcefalia, Maiane de Ara\u00fajo Souza, de 25 anos, sofreu um duro golpe. Como qualquer outra m\u00e3e, ela tinha imaginado ter um filho saud\u00e1vel e projetou para Davi o futuro que a maioria delas costuma desenhar para seus beb\u00eas. Pensava no filho jogando futebol com os amigos no campinho da rua, aprendendo a ler, indo \u00e0 festas e se tornando um adulto independente. Mas, ao receber o diagn\u00f3stico Maiane se deu conta de que precisaria rever seus planos. A partir daquele momento, ela se tornaria a porta de entrada de Davi para o mundo. \u201cSenti como se o mundo tivesse se acabado em cima de mim\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos novos desafios que enfrentaria com a crian\u00e7a, a m\u00e3e de Davi precisou lidar com o fato de que o pai do beb\u00ea desistiu de ser pai. Ap\u00f3s os resultados dos exames que atestaram a microcefalia do beb\u00ea, o pai dele, que vivia junto com ela h\u00e1 mais de um ano, voltou para casa, arrumou as malas e viajou para fora do estado. Disse que n\u00e3o queria ter um filho naquela condi\u00e7\u00e3o. M\u00e3e tamb\u00e9m do Gabriel, apenas um ano mais velho que Davi, fruto de outro relacionamento, Maiane se viu desamparada. Como n\u00e3o bastasse ter\u00a0abandonado a fam\u00edlia, o homem \u2013 ele n\u00e3o teve o nome divulgado &#8211; voltou para Serrinha, cidade do interior baiano onde eles vivem, e exigiu um exame de DNA para comprovar a paternidade de crian\u00e7a. O teste confirmou que ele \u00e9 pai de Davi.<\/p>\n<p>Maiane conta que levou um certo tempo para se reerguer e ter for\u00e7as para cuidar sozinha do filho. \u201cNo in\u00edcio, eu pensei em n\u00e3o sair de casa e nem do quarto\u201d, relata. A guinada aconteceu quando a crian\u00e7a ficou entre a vida e a morte ap\u00f3s ter uma severa hemorragia. Por isso, o beb\u00ea passou tr\u00eas meses internado no Hospital Estadual da Crian\u00e7a (HEC), em Feira de Santana. Depois, descobriu-se que, al\u00e9m da microcefalia, o menino tinha tamb\u00e9m uma alergia \u00e0 prote\u00edna do leite, o que estava provocando os sangramentos. \u201cFoi dif\u00edcil olhar para o lado e ver que s\u00f3 estava eu e o Davi. Eu ia chorar s\u00f3 pra mim e Deus, n\u00e3o tinha ningu\u00e9m pra ouvir\u201d, lamenta.<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a o depoimento de Maiane Souza, m\u00e3e de Davi<\/strong><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-33818-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Depoimento-de-Maiane.mp3?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Depoimento-de-Maiane.mp3\">http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Depoimento-de-Maiane.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para criar Davi, hoje com 1 ano e 7 meses, a jovem deixou tudo de lado. Saiu do emprego como recepcionista de uma escola e passou a se dedicar totalmente aos filhos. Atualmente, ela custeia o tratamento da crian\u00e7a com apenas um sal\u00e1rio m\u00ednimo que recebe como benef\u00edcio do governo federal. \u00a0Por conta da dificuldade financeira, Maiane iniciou uma campanha para arrecadar fundos e investir em cuidados o Davi. Ela precisa pagar um exame para descobrir se o filho possui outras alergias alimentares, j\u00e1 que os sangramentos continuam. O procedimento custa R$ 1.050, segundo ela, e precisa ser feito com certa urg\u00eancia. S\u00e3o necess\u00e1rios tamb\u00e9m R$ 950 para a compra de uma bota ortop\u00e9dica que possa ajudar na locomo\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a. Al\u00e9m disso, a fam\u00edlia tenta arrecadar mais quase R$ 2 mil para que Davi possa fazer um tratamento no pulm\u00e3o. <strong>Para contribuir com a campanha, basta depositar qualquer quantia na seguinte conta do Banco do Brasil: ag\u00eancia &#8211; 1646-2; conta &#8211; 10.636-4; opera\u00e7\u00e3o 51, em nome de Maiane Ara\u00fajo Souza.<\/strong><\/p>\n<p>Maiane comemora o desenvolvimento do filho. \u201cHoje ele t\u00e1 \u00f3timo, j\u00e1 se comunica. Voc\u00ea pergunta e ele entende. No momento, n\u00e3o d\u00e1 pra perceber se ele tem algum tipo de defici\u00eancia. Ele se desenvolveu bastante\u2019, exalta. M\u00e3e e beb\u00ea se deslocam para Salvador tr\u00eas vezes na semana para fazer o tratamento. Eles participam da ONG Abra\u00e7o \u00e0 Microcefalia, iniciativa que re\u00fane centenas de m\u00e3es de crian\u00e7as com microcefalia no estado e fornece a elas tratamento gratuito.<\/p>\n<p>Sobre o pai de Davi, ela conta que, ap\u00f3s um tempo, ele ensaiou uma aproxima\u00e7\u00e3o com o filho. Mas, Maiane diz preferir que ele continue longe. \u201cN\u00e3o tenho interesse nessa aproxima\u00e7\u00e3o. Eu acho que meu filho se sente melhor assim. Quando ele mais precisou, o pai foi o primeiro a rejeitar\u201d, sentencia.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Valdice Almeida Santos, 39 anos, \u00e9 um pouco diferente. Seu filho, o pequeno Jo\u00e3o Victor, com 1 ano e 8 meses, est\u00e1 sendo criado com aux\u00edlio do pai. Os dois se separaram h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas e, segundo Valdice, o t\u00e9rmino do relacionamento n\u00e3o foi provocado pela condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade da crian\u00e7a. Valdice, assim como Maiane, deixou tudo para tr\u00e1s para se dedicar exclusivamente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do beb\u00ea.<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KhWJ7giPxyk\" width=\"853\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Valdice \u00e9 mais uma entre as milhares de mulheres brasileiras que tiveram o v\u00edrus da zika durante a gravidez e, depois, viram seus filhos nascerem com microcefalia. Ela atestou ter tido a doen\u00e7a durante os dois meses de gesta\u00e7\u00e3o. Com dois meses de nascido, um exame de imagem mostrou calcifica\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro de Jo\u00e3o Victor. Uma tomografia posterior atestou que aquilo era causa da microcefalia. Valdice, entretanto, conta ter recebido o diagn\u00f3stico de forma serena. \u201cEu n\u00e3o me desesperei em momento algum, apenas pedi for\u00e7a a Deus e tive f\u00e9. Encaro ele como uma crian\u00e7a normal. Eu j\u00e1 sabia que isso poderia acontecer porque eu tive zika\u201d, narra.<\/p>\n<p>M\u00e3e de outros tr\u00eas filhos, ela precisa dar uma aten\u00e7\u00e3o especial a Jo\u00e3o. Leva o filho para realizar tratamento em v\u00e1rios locais da cidade. Um deles tamb\u00e9m \u00e9 a ONG Abra\u00e7o \u00e0 Microcefalia, local que frequenta h\u00e1 mais de um ano. L\u00e1, a crian\u00e7a recebe acompanhamento com uma fonoaudi\u00f3loga, al\u00e9m do carinho das volunt\u00e1rias. \u201cA ONG me ajudou muito. Nas reuni\u00f5es coletivas, a gente conversa bastante, troca muita experi\u00eancia, aprende bastante\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Para a m\u00e3e, uma preocupa\u00e7\u00e3o futura \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o do filho e preconceitos que ele pode sofrer por conta do estigma criado pela anomalia. \u201cEu pretendo colocar ele em uma escola especial que tem na cidade e tamb\u00e9m estar ao lado dele para combater essas situa\u00e7\u00f5es\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\t\t<style type=\"text\/css\">\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 50%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-33818 gallery-columns-2 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/especial-zika-virus-dois-anos-depois-do-surto\/ensaio-caldas_-25\/'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-25-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-33820\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-33820'>\n\t\t\t\tValdice Santos cria seu filho Jo\u00e3o Victor, que nasceu com microcefalia, sem a ajuda do pai (Fotos: Matheus Bispo)\n\t\t\t\t<\/dd><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/especial-zika-virus-dois-anos-depois-do-surto\/ensaio-caldas_-65\/'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-65-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-33821\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-33821'>\n\t\t\t\tA crian\u00e7a recebe atendimento da ONG Abra\u00e7o\n\t\t\t\t<\/dd><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p><strong>De m\u00e3os dadas com m\u00e3es e filhos<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_33826\" style=\"width: 2058px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/especial-zika-virus-dois-anos-depois-do-surto\/ensaio-caldas_-7\/\" rel=\"attachment wp-att-33826\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33826\" class=\"size-full wp-image-33826\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-7.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1371\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-7.jpg 2048w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-7-300x201.jpg 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-7-768x514.jpg 768w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-7-1024x686.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-33826\" class=\"wp-caption-text\">Na ONG, crian\u00e7as recebem tratamento de fonoaudiologia e fazem terapia ocupacional (Foto: Matheus Bispo)<\/p><\/div>\n<p>Receber o diagn\u00f3stico de que o filho tem microcefalia pode ser desesperador para muitas m\u00e3es. Se elas se sentem desnorteadas, a ci\u00eancia tamb\u00e9m ainda tenta mostrar mais detalhadamente as rela\u00e7\u00f5es entre o v\u00edrus da zika e a microcefalia. E, enquanto os pesquisadores e especialistas tentam estudar a fundo as consequ\u00eancias que a condi\u00e7\u00e3o traz \u00e0s crian\u00e7as e suas fam\u00edlias, em Salvador, a ONG Abra\u00e7o se disp\u00f5e a auxiliar m\u00e3es como Maiane e Valdice de forma solid\u00e1ria. Mais que isso. Elas se juntam a outras 170 fam\u00edlias e, literalmente, veem seus filhos abra\u00e7ados por volunt\u00e1rios. No entanto, tocar o projeto demanda uma luta di\u00e1ria por parte da dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Administradora do Abra\u00e7o, Joana Passos conta que existem dificuldades para atender todas essas fam\u00edlias. Uma delas \u00e9 a falta de capacidade f\u00edsica do espa\u00e7o, situado em uma \u00e1rea cedida pela Associa\u00e7\u00e3o das Senhoras de Caridade, no bairro da Sa\u00fade, para o acolhimento. Al\u00e9m disso, cada vez mais o grupo \u00e9 requisitado por fam\u00edlias que t\u00eam crian\u00e7as com microcefalia. \u201cTem um lista de espera enorme, que a gente n\u00e3o consegue atender\u201d, conta.<\/p>\n<p>Embora admita os obst\u00e1culos, Joana entende a import\u00e2ncia do projeto para as fam\u00edlias, formadas, em sua maioria, por pessoas de baixa renda, que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es para custear o caro tratamento das crian\u00e7as. \u201cS\u00e3o fam\u00edlias que n\u00e3o t\u00eam renda ou recebem apenas um sal\u00e1rio m\u00ednimo. Muitas precisaram parar de trabalhar para cuidar dos filhos. Entre 70% e 80% das pessoas s\u00f3 t\u00eam essa renda\u201d, explica.<\/p>\n<p>A ONG \u00e9 mais que um projeto para ajudar outras pessoas. A filha da administradora tamb\u00e9m foi diagnosticada com microcefalia. Ela lembra que, ao descobrir a m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, ficou \u201cdesesperada\u201d com a not\u00edcia \u201cinesperada\u201d. Contudo, s\u00e3o nos encontros realizados pelo Abra\u00e7o que ela encontra tamb\u00e9m o apoio necess\u00e1rio para lidar com as dificuldades trazidas pela condi\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a. \u201cA troca entre as m\u00e3es da ONG \u00e9 o que me fortalece\u201d, ressalta.<\/p>\n<div id=\"attachment_33827\" style=\"width: 385px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/especial-zika-virus-dois-anos-depois-do-surto\/ensaio-caldas_-9\/\" rel=\"attachment wp-att-33827\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33827\" class=\"wp-image-33827 \" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-9-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-9-300x201.jpg 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-9-768x514.jpg 768w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-9-1024x686.jpg 1024w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ENSAIO-CALDAS_-9.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-33827\" class=\"wp-caption-text\">Quanto mais cedo as crian\u00e7as com microcefalia recebem est\u00edmulos, mais se desenvolver\u00e3o\u00a0(Foto: Matheus Bispo)<\/p><\/div>\n<p>E, para abra\u00e7ar essas pessoas, o projeto tenta estabelecer um trabalho com neuropediatras, fonoaudi\u00f3logos, terapeutas ocupacionais e profissionais de reabilita\u00e7\u00e3o \u2013 estes s\u00e3o os \u00fanicos contratados; o restante \u00e9 volunt\u00e1rio. Uma delas, a terapeuta ocupacional Verena Ballalai tenta fazer os pais enxergarem o potencial desenvolvimento dos filhos. \u201cA gente tenta conseguir fazer com que eles enxerguem o que elas conseguem fazer e comemorar as pequenas conquistas\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Segundo a profissional, quanto mais cedo as crian\u00e7as receberem est\u00edmulos, mais se desenvolver\u00e3o. Por isso, a terapeuta tenta conscientizar os pais para que o tratamento tamb\u00e9m continue em casa, al\u00e9m do espa\u00e7o do projeto. \u201cN\u00f3s tiramos o foco do que ela n\u00e3o pode, do n\u00e3o consegue fazer e o foco \u00e9 o que ela d\u00e1 conta, o que ela consegue fazer com ajuda, com algum tipo de interven\u00e7\u00e3o, de est\u00edmulo\u201d, argumenta. Para Joana Passos, o desafio agora \u00e9 pensar como vai ser o futuro dessas crian\u00e7as, que, aos poucos, crescem e, com isso, enfrentam novos desafios. \u201cO principal agora \u00e9 entrar na escola. As pessoas n\u00e3o entendem a condi\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. Nossa luta agora \u00e9 essa\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>Brasil pode viver novo surto de zika e microcefalia<\/strong><\/p>\n<p>Em abril de 2015, pesquisadores da UFBA descobriram que o v\u00edrus da zika, que assolava a Bahia, era transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo causador da Dengue e da Febre Chikungunya. Em novembro, o governo federal decretou emerg\u00eancia na sa\u00fade por causa do aumento no n\u00famero de casos de microcefalia. S\u00f3 em 2016, foram confirmados 2.366 casos da anomalia, segundo dados do Minist\u00e9rio. A m\u00e9dia anual era de 164 entre 2000 e 2014.<\/p>\n<p>Em 2017, at\u00e9 maio, foram registrados novos 230 casos da malforma\u00e7\u00e3o cong\u00eanita no Brasil. Contudo, apesar de um per\u00edodo em que as preocupa\u00e7\u00f5es estavam voltadas ao assunto, houve um arrefecimento das discuss\u00f5es e uma diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de casos, o que levou o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a decretar o fim da emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Para o virologista G\u00fabio Soares, um dos pesquisadores baianos que descobriu o v\u00edrus, a seca no Nordeste, regi\u00e3o com maior n\u00famero de casos de zika e da microcefalia, contribuiu para deixar a situa\u00e7\u00e3o menos grave. Com a falta de \u00e1gua, o mosquito Aedes se reproduz com menos facilidade.<\/p>\n<p>Mas, a volta da chuva pode ser o gatilho para desencadear uma nova epidemia. Al\u00e9m disso, o especialista aponta o empobrecimento da popula\u00e7\u00e3o como outro fator. Condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de moradia, como falta de saneamento b\u00e1sico, favorecem o aparecimento do vetor \u201cUma ONG internacional j\u00e1 colocou uma nota dizendo que o Brasil vai enfrentar uma nova onda de um surto grande de zika v\u00edrus. Isso \u00e9 realmente poss\u00edvel. Se voc\u00ea observar, as favelas cresceram muito no Rio de Janeiro, por exemplo. E a doen\u00e7a ainda n\u00e3o desapareceu. Realmente, h\u00e1 poucos casos. Mas esses poucos casos mant\u00eam o v\u00edrus circulando na popula\u00e7\u00e3o\u201d, ponderou.<\/p>\n<p><strong>Pesquisas evoluem, mas enfrentam barreiras no Brasil<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_33829\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/especial-zika-virus-dois-anos-depois-do-surto\/img-20170802-wa0006\/\" rel=\"attachment wp-att-33829\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33829\" class=\"size-medium wp-image-33829\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/IMG-20170802-WA0006-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/IMG-20170802-WA0006-300x169.jpg 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/IMG-20170802-WA0006-768x432.jpg 768w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/IMG-20170802-WA0006-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/IMG-20170802-WA0006.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-33829\" class=\"wp-caption-text\">G\u00fabio Soares alerta para poss\u00edvel novo surto de zika e microcefalia no pa\u00eds (Foto: Matheus Caldas)<\/p><\/div>\n<p>Nacional e internacionalmente, as pesquisas para demonstrar a rela\u00e7\u00e3o entre zika e microcefalia est\u00e3o avan\u00e7ando. Um estudo feito pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), publicado na renomada revista Nature, confirmou a correla\u00e7\u00e3o. Fora do pa\u00eds, uma pesquisa do Instituto Polit\u00e9cnico Rensselaer, nos Estados Unidos, mostrou que o v\u00edrus da zika \u00e9 capaz de romper a placenta e destruir\u00a0as c\u00e9lulas do c\u00e9rebro em forma\u00e7\u00e3o, provocando anomalias cong\u00eanitas. O pr\u00f3prio G\u00fabio Soares, virologista da UFBA, e um grupo de pesquisadores, junto a figuras do hospital italiano CBTC, fez um experimento que infectou c\u00e9lulas precursoras nervosas. O v\u00edrus atacou essas c\u00e9lulas, as destruiu e causou les\u00f5es. O grupo integrado pelo virologista trabalha atualmente para produzir ferramentas contra a zika.<\/p>\n<p>No entanto, dar continuidade a estes estudos tem sido tarefa \u00e1rdua no pa\u00eds. Soares reclama que as universidades federais t\u00eam sofrido com o corte de verbas e, por isso, o dinheiro liberado para as pesquisas com zika \u00e9 pouco. Al\u00e9m deste problema, falta \u00e0s institui\u00e7\u00f5es uma melhor estrutura para realiza\u00e7\u00e3o dos trabalhos. O virologista relata que o Instituto de Ci\u00eancias da Sa\u00fade da UFBA fica em um pr\u00e9dio de 50 anos, sobrecarregado por abrigar tr\u00eas cursos em um espa\u00e7o que n\u00e3o foi ampliado nos \u00faltimos anos. \u201cO ICS tem sua rede el\u00e9trica de 50 anos atr\u00e1s e n\u00e3o h\u00e1 um gerador. Por exemplo, tenho kits e enzimas car\u00edssimas, de mais de R$ 10 mil a\u00ed no freezer. Se faltar energia por mais de quatro horas, vai descongelar o freezer e vou perder porque n\u00e3o tenho um gerador\u201d, lamenta.<\/p>\n<blockquote>\n<h3>&#8220;N\u00e3o adianta construir pra\u00e7as p\u00fablicas bonitas nos bairros afastados, enquanto os indiv\u00edduos n\u00e3o t\u00eam \u00e1gua da Embasa num tanque coberto\u201d, critica\u00a0G\u00fabio Soares, virologista da UFBA<\/h3>\n<\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m da falta de recursos para as universidades, a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica tem sido prejudicada pelo diminui\u00e7\u00e3o nos repasses, segundo Soares. E ele alerta que isto pode levar ao aparecimento de novas epidemias, como \u00e9 o caso da febre amarela. Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, de dezembro do ano passado at\u00e9 maio de 2017, 240 pessoas morreram por causa da doen\u00e7a. O n\u00famero \u00e9 o maior desde 1980, quando a pasta passou a disponibilizar dados da s\u00e9rie hist\u00f3rica. \u201cA febre amarela \u00e9 uma prova cabal que uma falta de investimento leva a surtos de doen\u00e7as que pareciam desaparecidas na popula\u00e7\u00e3o\u201d, assinala.<\/p>\n<p>Quanto ao combate ao mosquito Aedes, o pesquisador ataca as autoridades p\u00fablicas da sa\u00fade e diz que as a\u00e7\u00f5es precisam ser mais efetivas nos bairros mais pobres. \u201cVemos muita propaganda na m\u00eddia. Tem que mandar mais agentes de sa\u00fade, mais pessoas nesses bairros, fazer uma limpeza de lixo, pelo menos uma vez por m\u00eas, bastante grande, com caminh\u00f5es, tirando todo o lixo e n\u00e3o deixando absolutamente nada para o mosquito. N\u00e3o adianta construir pra\u00e7as p\u00fablicas bonitas nos bairros afastados, enquanto os indiv\u00edduos n\u00e3o t\u00eam \u00e1gua da Embasa num tanque coberto\u201d, critica.<\/p>\n<p>Pesquisadora do Instituto de Sa\u00fade Coletiva (ISC) da UFBA, Darci Neves dos Santos afirma que o fator socioecon\u00f4mico das fam\u00edlias \u00e9 determinante para que elas possam oferecer, ou n\u00e3o, um bom tratamento para as crian\u00e7as com microcefalia. Al\u00e9m disso, neste momento, o emocional e psicol\u00f3gico dos cuidadores precisam ser trabalhado, j\u00e1 que eles s\u00e3o tamb\u00e9m os respons\u00e1veis por dar \u00e0s crian\u00e7as o est\u00edmulo necess\u00e1rio para sua forma\u00e7\u00e3o, sobretudo no per\u00edodo entre zero e seis anos. Acompanhar estas fam\u00edlias \u00e9 objetivo da pesquisa que Darci coordena no ISC. \u201cA minha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 observar o que se passa com a pr\u00f3pria crian\u00e7a, mas tentar ver como a fam\u00edlia poder\u00e1 se instrumentar para oferecer a estimula\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria. E esta oferta de cuidado, n\u00e3o \u00e9 uma atribui\u00e7\u00e3o unicamente da fam\u00edlia\u201d, ressalta, lembrando que a rede de sa\u00fade possui papel fundamental nesta rela\u00e7\u00e3o entre cuidador e beb\u00ea. \u201cJ\u00e1 se sabe como cuidar dessas crian\u00e7as no n\u00edvel especializado de aten\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a reabilita\u00e7\u00e3o\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Na sua linha de pesquisa, Darci trabalha com a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e0 crian\u00e7a e como os fatores ao seu redor podem influenciar seu crescimento. E, como o psicol\u00f3gico dos cuidadores \u00e9 substancial neste processo, ela ressalta a necessidade de que os pais tamb\u00e9m recebam parcela de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de sa\u00fade. \u201cTemos aqui a frase \u2018cuidar de quem cuida\u2019&#8221;, ela continua, \u00a0&#8220;\u00c0s vezes a tristeza se manifesta de uma forma muito profunda e at\u00e9 deprime. Isso costuma acontecer muito com as m\u00e3es. A gente sabe que um cuidador que est\u00e1 deprimido e esva\u00eddo de energia n\u00e3o vai dar conta daquela tarefa\u201d.<\/p>\n<p>Na mesma linha do que defende Soares, a pesquisadora alerta para o papel que o Estado deveria ter nas a\u00e7\u00f5es de combate e tratamento do v\u00edrus e da microcefalia. O Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), em sua vis\u00e3o, n\u00e3o est\u00e1 preparado para cumprir o papel de aux\u00edlio aos cuidadores e crian\u00e7as. \u201cMuito pelo contr\u00e1rio: ele [SUS] vem sofrendo ataques. No meu trabalho, espero deixar uma semente. Isso j\u00e1 vai me satisfazer. Verificar at\u00e9 que ponto n\u00f3s podemos instituir essa possibilidade de cuidado, e que fique para al\u00e9m da zika\u201d, vislumbra.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZrcIFwktM9c\" width=\"853\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Zika e microcefalia em n\u00fameros<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo com uma diminui\u00e7\u00e3o da veicula\u00e7\u00e3o do tema na imprensa, o v\u00edrus do zika continua atormentando parte da Bahia. Somente em 2017, s\u00e3o 1.754 casos com suspeita da doen\u00e7a, segundo balan\u00e7o divulgado pela Secretaria de Sa\u00fade do Estado da Bahia (Sesab). Nesse levantamento, mais de um ter\u00e7o dos munic\u00edpios do estado possuem pessoas que, circunstancialmente, possam ter o v\u00edrus \u2013 em n\u00fameros, s\u00e3o 141 munic\u00edpios (33,8%).<\/p>\n<p>O que ainda deixa as autoridades em alerta s\u00e3o os n\u00fameros elevados dos casos em mulheres \u2013 o sexo feminino corresponde a 66,6% dos casos que, em 41,8% das vezes acomete pessoas entre 20 e 39 anos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/d\/embed?mid=1CaC4mV1rxEcc542FDMP_5tmHh7o\" width=\"640\" height=\"480\"><\/iframe><\/p>\n<p>Apesar dos n\u00fameros que ainda preocupam, a quantidade de casos de microcefalia diminuiu no estado este ano. Segundo dados do \u00faltimo boletim sobre a anomalia, divulgado no in\u00edcio de julho, a Bahia registrou 23 casos confirmados da malforma\u00e7\u00e3o em 2017. Veja no infogr\u00e1fico abaixo o hist\u00f3rico de casos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-34924 size-large\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/20180420_125502_0001-848x1200.png\" alt=\"\" width=\"848\" height=\"1200\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/20180420_125502_0001-848x1200.png 848w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/20180420_125502_0001-283x400.png 283w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/20180420_125502_0001-768x1086.png 768w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/20180420_125502_0001.png 1587w\" sizes=\"(max-width: 848px) 100vw, 848px\" \/><\/p>\n<p>Segundo a Secretaria Municipal de Sa\u00fade, as a\u00e7\u00f5es de combate ao Aedes, vetor da zika e da microcefalia, continuam. As medidas tomadas s\u00e3o as seguintes:<\/p>\n<ul>\n<li>Garantir equipe m\u00ednima de agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade (ACS) e de combate \u00e0s endemias (ACE) para execu\u00e7\u00e3o das atividades de vigil\u00e2ncia e controle do Aedes aegypti, conforme preconizado nas Diretrizes Nacionais para a Preven\u00e7\u00e3o e Controle de Epidemias de Dengue (2009), notas t\u00e9cnicas estaduais e diretrizes nacionais vigentes;<\/li>\n<li>Organizar campanhas de limpeza urbana para elimina\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos em \u00e1reas\u00a0espec\u00edficas onde a coleta de lixo n\u00e3o \u00e9 regular;<\/li>\n<li>Implementar medidas de controle nos locais de reprodu\u00e7\u00e3o do vetor, por meio das a\u00e7\u00f5es preconizadas nas diretrizes nacionais: elimina\u00e7\u00e3o e\/ou tratamento de dep\u00f3sitos, envolvendo ativamente os moradores e a comunidade por interm\u00e9dio de a\u00e7\u00f5es educativas;<\/li>\n<li>Identificar \u00e1reas vulner\u00e1veis para transmiss\u00e3o e priorizar locais onde h\u00e1 concentra\u00e7\u00e3o de pessoas para tratamento e elimina\u00e7\u00e3o de focos e potenciais criadouros;<\/li>\n<li>Realizar bloqueio de casos com equipamentos port\u00e1teis de Ultra Baixo Volume\u00a0(UBV) para elimina\u00e7\u00e3o dos mosquitos adultos (alados), com o intuito de interromper da transmiss\u00e3o e limitar a propaga\u00e7\u00e3o dessas arboviroses;<\/li>\n<li>Intensificar as a\u00e7\u00f5es de apoio t\u00e9cnico e supervis\u00e3o regional ao trabalho de campo,desde as visitas domiciliares para manejo de criadouros e educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade como tamb\u00e9m as atividades de UBV no bloqueio de transmiss\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>J\u00e1 na capital baiana, entre julho de 2015 e maio de 2017, foram confirmados 252 casos de microcefalia ligados ao v\u00edrus da Zika, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Sa\u00fade (SMS). Ainda h\u00e1 outras onze prov\u00e1veis pessoas que contenham contra\u00edram o v\u00edrus.<\/p>\n<p>Segundo a SMS, a prefeitura tamb\u00e9m disp\u00f5e de a\u00e7\u00f5es de combate ao transmissor e prioriza o atendimento \u00e0s gr\u00e1vidas. H\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o de repelentes contra o mosquito para gestantes cadastradas no Bolsa Fam\u00edlia e nos postos de sa\u00fade; existe tamb\u00e9m o \u2018disk gestante\u2019 para o acompanhamento e orienta\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e3es que relatam casos de beb\u00eas com microcefalia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase dois anos depois do in\u00edcio do surto de zika v\u00edrus no Brasil e do nascimento de milhares de beb\u00eas com microcefalia em decorr\u00eancia da doen\u00e7a, o ID 126 foi buscar saber de m\u00e3es de crian\u00e7as com a anomalia e pesquisadores os principais desafios enfrentados por eles. 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