{"id":3425,"date":"2011-11-21T23:52:44","date_gmt":"2011-11-21T23:52:44","guid":{"rendered":"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/?p=3425"},"modified":"2011-11-23T14:07:00","modified_gmt":"2011-11-23T14:07:00","slug":"%e2%80%9co-problema-e-que-nao-existe-leitor%e2%80%9d-diz-jose-inacio-vieira-de-melo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/%e2%80%9co-problema-e-que-nao-existe-leitor%e2%80%9d-diz-jose-inacio-vieira-de-melo\/","title":{"rendered":"\u201cO problema \u00e9 que n\u00e3o existe leitor\u201d, diz Jos\u00e9 In\u00e1cio Vieira de Melo"},"content":{"rendered":"<p><em>Em entrevista, o poeta faz um panorama da poesia baiana<\/em><\/p>\n<p><em>Por Carol Gomes e Vitor Villar<\/em><\/p>\n<p>Jos\u00e9 In\u00e1cio Viera de Melo se intitula como alagoano da Bahia. \u00c9 jornalista formado na Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da UFBA, produtor cultural, editor da <em>Iararana<\/em>, revista de arte, cr\u00edtica e literatura. Tamb\u00e9m coordena e \u00e9 curador de v\u00e1rios projetos liter\u00e1rios, especificamente de poesia, como o projeto Uma Prosa Sobre Versos, no munic\u00edpio de Marac\u00e1s, e Poesia na Boca da Noite (de 2004 a 2008), no restaurante Grande Sert\u00e3o, em  Salvador. Algumas das suas obras s\u00e3o<em> Roseiral<\/em> (Escrituras Editora, 2010) e <em>A terceira Romaria<\/em> (Aboio Livre Edi\u00e7\u00f5es, 2005). Neste bate-papo, conversamos sobre poesia e sobre a Flica, claro.<\/p>\n<p><strong><em>Impress\u00e3o Digital 126 &#8211; <\/em><\/strong><strong>Quais s\u00e3o as maiores dificuldades para produzir um evento liter\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 In\u00e1cio Viera de Melo <em> &#8211; <\/em><\/strong>Todas as dificuldades que voc\u00ea imaginar. Em primeiro lugar, a cultura nunca \u00e9 prioridade nem nos munic\u00edpios, nem no estado.\u00a0 Sempre quando voc\u00ea fala em cultura, tem mil e uma coisas na frente. Voc\u00ea tem que correr muito atr\u00e1s, tem que ter muito jogo de cintura e fazer parcerias. Eu s\u00f3 fa\u00e7o evento quando eu posso pagar o escritor com dignidade: passagem, hospedagem, alimenta\u00e7\u00e3o e um cach\u00ea. No meu caso, eu n\u00e3o busco apenas parcerias com o estado, eu tamb\u00e9m busco parceria com os comerciantes pra poder realizar.<\/p>\n<p><strong><em>Impress\u00e3o Digital 126 \u00a0&#8211; <\/em><\/strong><strong>Voc\u00eas contam com alguma parceria para realizar o projeto Uma Prosa sobre Versos em Marac\u00e1s?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JIVM <em> &#8211; <\/em><\/strong>Claro, contamos com a parceria da prefeitura de Marac\u00e1s. O projeto \u00e9 realizado todo m\u00eas em Marac\u00e1s e em outra cidade do Vale do Jiquiri\u00e7\u00e1. E a\u00ed acontece em Marac\u00e1s e Planaltino, ou Marac\u00e1s e Jequi\u00e9, sempre Marac\u00e1s e outra cidade. N\u00f3s vamos \u00e0s cidades, mostramos ao prefeito, alguns nem nos recebem, n\u00e3o d\u00e3o a m\u00ednima, mas alguns se sensibilizam e querem saber do que se trata e assim fazemos essa parceria. Somente com esses apoios, conseguimos um valor que d\u00ea pra cobrir as despesas do nosso convidado.<\/p>\n<p><strong><em>Impress\u00e3o Digital 126<\/em><\/strong><strong> <em> &#8211; <\/em>Voc\u00ea acha que \u00e9 caro sustentar a cultura? <\/strong><\/p>\n<p><strong>JIVM <em> &#8211; <\/em><\/strong>N\u00e3o, n\u00e3o acho. Eu acho que a vontade de investir \u00e9 que \u00e9 escassa. Em um projeto desse (Uma Prosa sobre Versos), que acontece mensalmente, eu n\u00e3o acho que seja caro gastar R$ 3mil. Ainda mais com o retorno que tem. N\u00f3s reunimos uma plateia de 400 a 600 pessoas em cada munic\u00edpio. Voc\u00ea sabe a repercuss\u00e3o que um projeto desses tem dentro da comunidade? A cidade de Marac\u00e1s tem um grupo de recital, chamado Grupo Concriz, que \u00e9 refer\u00eancia dentro do estado como um todo. E \u00e9 fant\u00e1stico. Todos os autores que passam por l\u00e1 ficam emocionados. Tem que ter vontade, ir atr\u00e1s, buscar e acreditar que vai acontecer. Eu nunca me coloco no lugar de coitadinho, com o discurso de que \u00e9 dif\u00edcil publicar um livro. N\u00e3o \u00e9 nada dif\u00edcil, a coisa mais f\u00e1cil que tem \u00e9 publicar um livro, com R$ 4 mil a R$ 5 mil voc\u00ea publica um livro. \u00c9 f\u00e1cil demais. E o problema n\u00e3o \u00e9 distribui\u00e7\u00e3o, o problema \u00e9 que n\u00e3o existe leitor.<\/p>\n<p><strong><em>Impress\u00e3o Digital 126 &#8211; <\/em><\/strong><strong>E essa singularidade do leitor e p\u00fablico de Marac\u00e1s, como foi descoberta? <\/strong><\/p>\n<p><strong>JIVM <em>&#8211; <\/em><\/strong>N\u00e3o teve nenhuma descoberta. Um grupo de pessoas trabalhou na forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico. S\u00e3o 30 jovens recitando, entre crian\u00e7as e adolescentes. Esses jovens t\u00eam pai e m\u00e3e, tem irm\u00e3o, s\u00f3 a fam\u00edlia desse pessoal j\u00e1 re\u00fane quase cem pessoas, um vai falando para o outro. Chegou um momento que o Grupo Concriz teve que fechar porque j\u00e1 tinha 60 pessoas querendo participar e eu n\u00e3o tinha demanda para treinar esse pessoal. E ver uma crian\u00e7a de 6 anos recitando um poema dif\u00edcil, cada s\u00edlaba na sua devida extens\u00e3o, pra chegar ao seu ouvido e entrar no seu sentimento, isso \u00e9 um trabalho de forma\u00e7\u00e3o. O problema da poesia no Brasil \u2013 n\u00e3o pense que \u00e9 diferente no Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo ou em qualquer outra cidade &#8211; est\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o. Tem que pegar a crian\u00e7a e ler com ela, tem que dar condi\u00e7\u00e3o ao professor para que ele tenha tempo de ler poesia e passar aquele gosto ao aluno. A quest\u00e3o \u00e9 melhorar essa situa\u00e7\u00e3o dos professores e fazer um trabalho de base em crian\u00e7as. N\u00e3o adianta eu te dizer que, a partir de hoje, voc\u00ea vai ler poesia. Voc\u00ea n\u00e3o vai ler. Mas se os seus pais e a escola tivessem lhe educado para isso, poderia ser que n\u00f3s tiv\u00e9ssemos um leitor de literatura e, sobretudo de poesia, que \u00e9 a arte mais sofisticada e colocada de lado completamente.<\/p>\n<p><strong><em>Impress\u00e3o Digital 126<\/em><\/strong><strong> <em>&#8211; <\/em>Voc\u00ea j\u00e1 \u00e9 um poeta consagrado, mas certamente houve um momento em que teve que buscar seu espa\u00e7o. Como as festas liter\u00e1rias podem ajudar para o surgimento de novos poetas e no amadurecimento de outros? <\/strong><\/p>\n<p><strong>JIVM <em>&#8211; <\/em><\/strong>Dificilmente uma festa como a Flica, uma festa liter\u00e1ria, d\u00e1 espa\u00e7o para um jovem como Darlon Silva na sua programa\u00e7\u00e3o oficial. Para poder estar l\u00e1 na programa\u00e7\u00e3o oficial, tem que ter estrada. Eu j\u00e1 participei de v\u00e1rias festas e de v\u00e1rios outros eventos liter\u00e1rios e nunca vi isso. Um sujeito normalmente quando \u00e9 convidado para um evento como esse \u00e9 porque j\u00e1 tem certo reconhecimento. Mas as festas querem mostrar para a plateia autores que o p\u00fablico quer ver, que eles j\u00e1 conhe\u00e7am.<\/p>\n<p><strong><em>Impress\u00e3o Digital 126 &#8211; <\/em><\/strong><strong>Como \u00e9 o processo de um poeta na divulga\u00e7\u00e3o do seu \u00a0trabalho? <\/strong><\/p>\n<p><strong>JIVM <em>&#8211; <\/em><\/strong>Tenho um tr\u00e2nsito muito grande entre os poetas do Brasil, de todas as gera\u00e7\u00f5es e que est\u00e3o vivos. S\u00e3o poetas de 90, de 50 e de 30 anos. Quando algum poeta quer fazer um lan\u00e7amento aqui na Bahia, eles procuram a mim. Eu sou jornalista, sou um cara que trabalha bem essa coisa de divulga\u00e7\u00e3o, muitos at\u00e9 me chamam de marqueteiro, dizem \u201cah, ele faz carreira!\u201d. Fa\u00e7o mesmo. Eu divulgando assiduamente meu trabalho j\u00e1 \u00e9 uma luta de louco, imagine se eu ficar me achando g\u00eanio e esperando que venham dizer que sou iluminado? N\u00e3o existe isso. Tem que acreditar e ir atr\u00e1s. Exibo mesmo o meu trabalho e se poss\u00edvel me exibo junto com ele. Quem vai dizer se presta ou n\u00e3o \u00e9 a plateia, sem a qual minha poesia n\u00e3o tem sentido enquanto livro, porque eu n\u00e3o fa\u00e7o poesia pensando em ningu\u00e9m, fa\u00e7o poesia por uma necessidade minha. Mas a partir do momento que eu publico um livro, eu j\u00e1 estou querendo outra coisa, eu estou querendo que algu\u00e9m leia.<\/p>\n<p><strong><em>Impress\u00e3o Digital 126- <\/em><\/strong><strong>E no sentido da exibi\u00e7\u00e3o, voc\u00ea acha que uma festa como a Flica pode criar novos leitores? Qual \u00e9 a for\u00e7a da festa para criar novos leitores?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JIVM <em>&#8211; <\/em><\/strong>Claro, a for\u00e7a da festa \u00e9 aproximar o autor do p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong><em>Impress\u00e3o Digital 126 &#8211; <\/em><\/strong><strong>E no caso de quem nunca entrou em contato com a obra do autor? <\/strong><\/p>\n<p><strong>JIVM <em>&#8211; <\/em><\/strong>A partir do momento que voc\u00ea l\u00ea um poema e uma pessoa na plateia pega o microfone e diz o que aquela mulher disse [durante a mesa em quem Jos\u00e9 In\u00e1cio Viera de Melo participou, uma mo\u00e7a na plateia pegou o microfone e fez muitos elogios ao poeta], voc\u00ea conquistou um leitor. Foi a for\u00e7a da minha poesia e da minha apresenta\u00e7\u00e3o. Essa minha presen\u00e7a enquanto autor, e o meu livro que est\u00e1 ali ao lado, v\u00e3o fazer com que a pessoa na plateia, ao me ouvir ou ler algo do meu trabalho, compre o livro. Quem veio tem consci\u00eancia de que veio para um evento liter\u00e1rio, onde o que h\u00e1 s\u00e3o escritores e livros. De alguma maneira, s\u00e3o pessoas que t\u00eam interesse.<\/p>\n<p><strong><em>Impress\u00e3o Digital 126 &#8211; <\/em><\/strong><strong>Algumas pessoas podem ir para uma festa liter\u00e1ria porque gostam de prosa e n\u00e3o se interessam tanto pela poesia. No caso, uma festa como a Flica pode influenciar leitores a gostarem de poesia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JIVM <em>&#8211; <\/em><\/strong>Influencia. Essa foi a \u00fanica mesa de poesia de toda a Flica, a \u00fanica. Eu j\u00e1 tinha conversado com Aur\u00e9lio (<em>Schommer<\/em>, curador da Flica), e ele percebeu. Eu disse a ele que acho que h\u00e1 um desequil\u00edbrio muito grande a\u00ed. A poesia baiana tem muitos nomes que est\u00e3o bem mais adiante do que eu, enquanto trajet\u00f3ria. Eu n\u00e3o estou me valorando aqui, mas existem poetas da gera\u00e7\u00e3o 60 que est\u00e3o a\u00ed e s\u00e3o nomes consagrados nacionalmente. Mas de qualquer maneira esta Festa \u00e9 tudo de bom. Qual foi a outra festa liter\u00e1ria que teve na Bahia at\u00e9 hoje? \u00c9 a primeira. Tem a bienal que \u00e9 um formato completamente desgastado, \u00e9 um evento para promover grandes editoras, os autores fazem palestra no Caf\u00e9 Liter\u00e1rio, de espa\u00e7o nobre e, na maioria das vezes, n\u00e3o tem os livros desses autores. Aqui n\u00e3o, passamos 40 minutos autografando livros.<\/p>\n<p>Leia:<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/2011\/11\/21\/primeira-edicao-da-flica-apresenta-pros-e-contras-mas-saldo-e-positivo\/\">Primeira edi\u00e7\u00e3o da Flica apresenta pr\u00f3s e contras, mas saldo \u00e9 positivo<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/2011\/11\/21\/primeira-festa-literaria-da-bahia-atraiu-aproximadamente-quatro-mil-participantes\/\">Primeira festa liter\u00e1ria da Bahia recebe mais de 4 mil participantes<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/2011\/11\/21\/alguns-problemas-marcam-a-primeira-edicao-da-flica\/\">Alguns problemas marcam a primeira edi\u00e7\u00e3o da Flica<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/2011\/11\/21\/cronica-do-jornalista-davi-boaventura\/\">Cr\u00f4nica: Estrada da Perdi\u00e7\u00e3o \u2013 Di\u00e1rio Incompleto da Flica<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Galeria de fotos<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista, o poeta faz um panorama da poesia baiana Por Carol Gomes e Vitor Villar Jos\u00e9 In\u00e1cio Viera de Melo se intitula como alagoano da Bahia. \u00c9 jornalista formado na Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da UFBA, produtor cultural, editor da Iararana, revista de arte, cr\u00edtica e literatura. 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