{"id":34503,"date":"2017-12-23T14:49:00","date_gmt":"2017-12-23T17:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/?p=34503"},"modified":"2017-12-23T14:49:00","modified_gmt":"2017-12-23T17:49:00","slug":"a-formacao-do-cineasta-baiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/a-formacao-do-cineasta-baiano\/","title":{"rendered":"A forma\u00e7\u00e3o do cineasta baiano"},"content":{"rendered":"<p><em>Novos cineastas contam com cursos que ajudam a qualificar a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica baiana<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Chico Liberato, Tuna Espinheira, Luiz Paulino dos Santos, Olney S\u00e3o Paulo, Geraldo Sarno e, obviamente, Glauber Rocha. Voc\u00ea certamente conhece ou ao menos j\u00e1 ouviu falar desses nomes. Praticamente autodidatas na arte cinematogr\u00e1fica, estes cineastas baianos foram alguns dos respons\u00e1veis por levar a Bahia ao patamar de destaque no cinema nacional &#8211; entre as d\u00e9cadas de 50 e 70. Neste contexto se insere o Cinema Novo, um dos movimentos cinematogr\u00e1ficos brasileiro de maior express\u00e3o, \u00a0que surgiu como oposi\u00e7\u00e3o \u00a0ao cinema tradicional brasileiro da \u00e9poca, de estilo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">hollywoodiano<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, e que trouxe a tem\u00e1tica brasileira (e principalmente nordestina) para as telas.<\/span><\/p>\n<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"irc_mi\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/pt\/6\/61\/Deus_Diabo_Terra_Sol.jpg\" alt=\"Resultado de imagem\" width=\"200\" height=\"305\" \/><p class=\"wp-caption-text\">&#8220;Deus e o Diabo na Terra do Sol&#8221; \u00e9 o filme mais conhecido de Glauber Rocha<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, \u00e9 ineg\u00e1vel a influ\u00eancia na cria\u00e7\u00e3o de um DNA do cinema baiano, &#8220;independente e ousado quanto \u00e0 sua perspectiva de inser\u00e7\u00e3o social sempre comprometido com a tomada de consci\u00eancia do homem brasileiro e revelador das facetas originais e inesperadas do Nordeste&#8221;, como diz o professor Jos\u00e9 Marinho em seu livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Um discreto olhar &#8211; Seis cineastas baianos <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(2014). Esta marca, formada em seu pr\u00f3prio nascimento, nunca fora perdida e at\u00e9 hoje, mesmo longe dos holofotes, resiste &#8211; juntamente com o pr\u00f3prio cinema baiano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os tempos passaram, o fazer cinematogr\u00e1fico se reinventou com as novas tecnologias e durante todo esse tempo, a Bahia n\u00e3o brilha mais como antes. Vimos Recife ocupar o posto de cinema alternativo e emergente, \u00e0 margem do grande eixo Rio-S\u00e3o Paulo, com nomes como Hilton Lacerda (Baixio das Bestas, 2006), Cl\u00e1udio Assis (Big Jato, 2015), L\u00edrio Ferreira (Baile Perfumado, 1996) e, principalmente, Kleber Mendon\u00e7a Filho (Aquarius, 2016). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas nem tudo \u00e9 l\u00e1stima. Se h\u00e1 algo a se comemorar \u00e9 que, cada vez mais, o cinema \u00e9 estudado em sala de aula. Al\u00e9m do conhecimento pr\u00e1tico, a revis\u00e3o \u00e9tica da profiss\u00e3o, os elementos te\u00f3ricos e o ensino hist\u00f3rico do cinema s\u00e3o aprendidos antes da m\u00e3o na massa. E o que isso significa e quais suas implica\u00e7\u00f5es \u00e9 o que vamos descobrir.<\/span><\/p>\n<h4><b>O cinema que se estuda<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O cinema \u00e9 uma arte originada de um artefato tecnol\u00f3gico. Seu nascimento e sua consolida\u00e7\u00e3o passam por profissionais que aprenderam na pr\u00e1tica, no olho e no tato, a mexer com a c\u00e2mera. Um s\u00e9culo depois, nos deparamos novamente com esta realidade: assim como os irm\u00e3os Lumi\u00e8re tinham o cinemat\u00f3grafo e, a partir dele, gravavam os registros de seu cotidiano, hoje, qualquer um dotado de um aparelho com c\u00e2mera \u00e9 capaz de gravar seu v\u00eddeo e postar na internet. Ainda \u00e9 poss\u00edvel fazer cinema com &#8220;uma c\u00e2mera na m\u00e3o e uma ideia na cabe\u00e7a&#8221;, como dizia\u00a0Glauber Rocha. A quest\u00e3o \u00e9 que cinema \u00e9 esse?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os celulares e as plataformas digitais democratizaram, de certa forma, o fazer cinematogr\u00e1fico. Por\u00e9m, n\u00e3o s\u00f3 o cinema, mas a sociedade tamb\u00e9m evoluiu e requer um pensamento cr\u00edtico de toda e qualquer atividade. Logo, renovar o cinema \u00e9 pensar, refletir, criticar, estudar o cinema. Algo que o pr\u00f3prio Glauber fez e que a nova gera\u00e7\u00e3o de cineastas est\u00e1 fazendo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Criado em 2001, o curso de cinema e v\u00eddeo da Faculdade de Tecnologia e Ci\u00eancias (FTC), sediado em Salvador, surgiu como pioneiro no Norte-Nordeste. &#8220;\u00c9 um curso bem generalista&#8221;, como explica J\u00falia Centuri\u00e3o, coordenadora do curso. &#8220;Foi algo muito comentado na \u00e9poca, porque as produtoras buscavam profissionais com qualifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 da experi\u00eancia do dia-a-dia. No curso, n\u00f3s tamb\u00e9m nos preocupamos em demonstrar a viv\u00eancia da pr\u00e1tica, do cotidiano&#8221;, completa. Segundo a professora, o diferencial da academia \u00e9 aliar pr\u00e1tica com a parte te\u00f3rica.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A oferta de cursos de n\u00edvel superior ainda \u00e9 escassa em Salvador, e na Bahia, como um todo. Al\u00e9m da FTC, apenas tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es oferecem a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica: a Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), sediada em Cachoeira, \u00e9 vista como destaque pela forma como a regi\u00e3o lida com a arte; a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que possui uma \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o em cinema, dentro do seu Bacharelado Interdisciplinar de Artes; e a Unijorge, que, de acordo com a coordenadora do curso Patr\u00edcia Moraes, ainda n\u00e3o abriu a mat\u00e9ria pois n\u00e3o teve turmas fechadas.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<h4><b>O outro caminho<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para suprir essa car\u00eancia, cursos particulares ou de extens\u00e3o s\u00e3o promovidos, regularmente durante o ano. &#8220;Hoje, al\u00e9m das faculdades, tem uma diversidade de cursos. Pessoas que d\u00e3o cursos espec\u00edficos, como de roteiro, aulas de fotografia, aulas de c\u00e2mera. Usam do artif\u00edcio do audiovisual para a educa\u00e7\u00e3o do cinema&#8221;, explica J\u00falia. Dentre estes, se destaca o CLIC (Curso Livre de Cinema). Criado em junho de 2016, o projeto j\u00e1 teve tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es, todas com recordes de inscri\u00e7\u00f5es &#8211; que contam sempre com 30 vagas, sendo dez destas ofertadas como bolsa integral para alunos e funcion\u00e1rio da UFBA.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_34516\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-34516\" class=\"wp-image-34516 size-full\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Filmes-CLIC-1.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"320\" \/><p id=\"caption-attachment-34516\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Transi\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;#SigaVioleta&#8221; e &#8220;Frutos da Lua&#8221; foram os filmes produzidos e exibidos na terceira edi\u00e7\u00e3o do CLIC<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uri Menezes, professor e coordenador do CLIC, conta que &#8220;o curso surgiu de um encontro na \u00c1rea de Concentra\u00e7\u00e3o em Cinema e Audiovisual do BI de Artes da UFBA entre alunos do curso e alguns artistas de diversas \u00e1reas que se encontraram no espa\u00e7o do cinema e do audiovisual&#8221;. Para Uri, foi o sentimento da necessidade de atividades pr\u00e1ticas que possibilitem uma experi\u00eancia maior, complementar \u00e0 gradua\u00e7\u00e3o ou preparat\u00f3rio para quem desejasse entrar nesse meio, que levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do CLIC. Ele conta que o curso tanto serve como uma introdu\u00e7\u00e3o, como uma conclus\u00e3o destes profissionais. &#8220;Mas, de fato, \u00e9 uma extens\u00e3o&#8221;, diz.<\/span><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" style=\"border: none; overflow: hidden;\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FCursoLivreDeCinema%2Fvideos%2F1993931787488551%2F&amp;show_text=0&amp;width=560\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se de um lado h\u00e1 quem defenda esses cursos de extens\u00e3o, por conta da curta dura\u00e7\u00e3o e de ser mais acess\u00edvel financeiramente, por outro lado, h\u00e1 quem tenha certa preocupa\u00e7\u00e3o com a crescente apari\u00e7\u00e3o deles no mercado de educa\u00e7\u00e3o. &#8220;Estes cursos s\u00e3o voltados apenas para a pr\u00e1tica. E a parte acad\u00eamica, a parte te\u00f3rica, a hist\u00f3ria, a \u00e9tica da profiss\u00e3o? S\u00e3o elementos importantes para voc\u00ea desenvolver as t\u00e9cnicas de forma diferenciada. A faculdade te d\u00e1 essa base. Voc\u00ea passa por uma s\u00e9rie de disciplinas que deixam conte\u00fados que ser\u00e3o aplicados na pr\u00e1tica. Voc\u00ea adquire o conceito, aprende a diferenciar os estilos&#8221;, afirma J\u00falia Centuri\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h4><b>Cinema para quem?<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seja acad\u00eamico ou de extens\u00e3o, longa ou curta dura\u00e7\u00e3o, p\u00fablico ou particular, quem faz a aula continua sendo o aluno. E muitos reclamam, inclusive, disto. Alunos e ex-alunos, como \u00cdcaro Ximenes, estudante da terceira turma do CLIC, chamam a aten\u00e7\u00e3o para os altos custos de quem almeja estudar cinema, tornando-o, assim, inacess\u00edvel. \u201c\u00c9 meio complicado, a come\u00e7ar pelos os valores dos equipamentos. Ou seja, uma pessoa pobre n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de viver apenas disso\u201d, protesta. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo J\u00falia Centuri\u00e3o, esta quest\u00e3o vem melhorando. \u201cAt\u00e9 porque fazer cinema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fazer um filme. Hoje o audiovisual te permite um alcance maior. Antigamente quem fazia cinema eram operadores de c\u00e2mera, profissionais do mercado de televis\u00e3o que buscavam a qualifica\u00e7\u00e3o. Hoje voc\u00ea j\u00e1 tem amantes do cinema, pessoas que querem seguir carreira no cinema\u201d, conta. \u00c9 o caso de \u00cdcaro, que diz ter entrado no curso pelo seu interesse em fotografia. A prop\u00f3sito, ele diz querer seguir esse caminho \u201calternativo\u201d do audiovisual. \u201cExistem muitos editais, d\u00e1 para abrir uma produtora, trabalhar com v\u00eddeo e ganhar um dinheiro bom\u201d, revela\u201d. Por\u00e9m ele alerta, \u201c\u00e9 um mercado pouco aberto e requer um investimento alto que nem sempre traz retorno\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Rafael Rauedys tamb\u00e9m partiu de um gosto particular: a m\u00fasica. Formado pela UFRB, ele diz que aprendeu mais nos c\u00edrculos e nos meios alternativos \u00e0 academia do que dentro dela. \u201cA forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica me trouxe um diferencial, porque neste processo de estar inserido no curso, junto com a t\u00e9cnica e na perspectiva de abordagem, transformei minha percep\u00e7\u00e3o art\u00edstica\u201d, diz.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O discurso se repete com M\u00e1rcio Liolly. \u201cFoi em uma sele\u00e7\u00e3o de elenco para um curta que acabei conhecendo o curso de Cinema e V\u00eddeo da FTC, onde me formei e hoje leciono algumas disciplinas\u201d, conta. Ele acredita que a academia possibilita um conhecimento t\u00e9cnico e te\u00f3rico sobre cinema. \u201cNo curso tive a oportunidade de conhecer \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o onde acabei me identificando Como a dire\u00e7\u00e3o de arte e o terror\u201d. Ele produz filmes\u00a0do g\u00eanero (como o exibido acima) no canal Caixa do Medo, no Youtube.\u00a0<\/span><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/q-xVNOkWd7M\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h4><b>O que se ver\u00e1<\/b><\/h4>\n<div style=\"width: 184px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"irc_mi\" style=\"margin-top: 0px;\" src=\"http:\/\/t2.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcQSPGtyDUAuw68jnF-m9GZYiGUpdDIKx3YP-UCV9vLpf-3tm8Tb\" alt=\"P\u00f4ster do filme Caf\u00e9 com canela\" width=\"174\" height=\"251\" \/><p class=\"wp-caption-text\">O longa &#8220;Caf\u00e9 com Canela&#8221;, produ\u00e7\u00e3o baiana de alunos formados na UFRB, foi premiado nacionalmente<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No final das contas, o retorno e o impacto dessa nova forma de fazer cinema (ou fazer pessoas que o fazem) \u00e9 o ponto a ser analisado. O discurso un\u00edssono entre todos os entrevistados foi o de que o cinema baiano \u00e9 feito, hoje em dia, de forma independente, ousada, autoral &#8211; o dito \u201ccinema de guerrilha\u201d &#8211; e por uma safra de novos e jovens produtores, roteiri<\/span>stas e cineastas. Destes, quase sua totalidade \u00e9 egressa de cursos ou faculdades de cinema.<\/p>\n<p>E \u00e9 nesse mercado tomado de novas figuras que reside a inseguran\u00e7a e as perspectivas de mudan\u00e7a. Por mais fechado que seja, quem escolhe fazer cinema &#8211; ou, em geral, viver de qualquer outra arte -, escolhe viver as incertezas e os desafios de deixar seu rastro na hist\u00f3ria. &#8220;<span style=\"font-weight: 400;\">O que h\u00e1 \u00e9 uma tentativa de estar atuando, para marcar territ\u00f3rio, apresentar um conte\u00fado novo, uma nova hist\u00f3ria&#8221;, conta Rafael Rauedys.<\/span><\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que, aos poucos, os frutos v\u00e3o sendo colhidos e o mercado vai sendo agitado. Produ\u00e7\u00f5es autorais e de baixo or\u00e7amento come\u00e7am a ganhar visibilidade e passam a estar na vitrine, junto com grandes obras nacionais e internacionais. &#8220;O que vemos hoje \u00e9 um grande crescimento de produtores independentes. Hoje a internet vem possibilitando uma plataforma de divulga\u00e7\u00e3o onde vem sendo destacadas algumas obras de produtores baianos&#8221;, relata M\u00e1rcio. Nesta nova safra, alguns nomes j\u00e1 possuem destaque, como Ceci Alves (premiada com seu curta-metragem&#8221;Da Alegria, Do Mar e de Outras Coisas&#8221;), Igor Pena,\u00a0Mar\u00edlia Hughes,\u00a0Maria Carolina da Silva e Igor Souza (os dois \u00faltimos premiados com o longa &#8220;Di\u00e1rio de Classe&#8221;).<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Festival de Bras\u00edlia, ocorrido em setembro deste ano, na capital federal, a Bahia voltou a se destacar. Os diretores Ary Rosa e Glenda Nic\u00e1cio, formados no curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo (UFRB), na qual fundaram a produtora Rosza Filmes h\u00e1 seis anos, venceram tr\u00eas pr\u00eamios com o longa <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Caf\u00e9 com Canela<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. O curta-metragem Mamata, de Marcus Curvelo, que conquistou os pr\u00eamios de Melhor Ator e Mehor Montagem no Trof\u00e9u Candango &#8211; Curtas e tamb\u00e9m o Pr\u00eamio Abraccine de Melhor Filme de Curta-Metragem, tamb\u00e9m foi um representante do estado.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos cineastas contam com cursos que ajudam a qualificar a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica baiana<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":34516,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[224,383,398,394,187],"acf":[],"aioseo_notices":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A forma\u00e7\u00e3o do cineasta baiano - 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