{"id":35646,"date":"2018-10-10T10:05:07","date_gmt":"2018-10-10T13:05:07","guid":{"rendered":"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/?p=35646"},"modified":"2018-11-12T02:50:45","modified_gmt":"2018-11-12T05:50:45","slug":"um-novo-comeco-longe-de-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/um-novo-comeco-longe-de-casa\/","title":{"rendered":"Um novo come\u00e7o longe de casa"},"content":{"rendered":"\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><br><em>\u201cDinheiro. Emprego. Faxinar. Sem marido\u201d<\/em>\n\n<\/pre>\n\n\n\n<p>Era s\u00e1bado de manh\u00e3 e duas mulheres vindas do Haiti batiam de porta em porta em uma rua da cidade de Santo Amaro da Imperatriz, distante 25 quil\u00f4metros de Florian\u00f3polis, Santa Catarina. N\u00e3o falavam quase nada de portugu\u00eas, mas repetiam estas palavras em busca de ajuda financeira ou um servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa cena j\u00e1 faz parte do cotidiano do sul do Brasil, onde refugiados do Haiti e de alguns pa\u00edses africanos tentam uma nova vida em busca de oportunidades. Segundo <a href=\"http:\/\/dapp.fgv.br\/haitianos-no-brasil-hipoteses-sobre-distribuicao-espacial-dos-imigrantes-pelo-territorio-brasileiro\/\">um estudo da FGV<\/a>, a onda migrat\u00f3ria haitiana teve in\u00edcio em 2010, logo ap\u00f3s um grande abalo s\u00edsmico ocorrido em 12 de janeiro daquele ano.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/images.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-35732\" width=\"94\" height=\"94\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A principal raz\u00e3o da escolha do Brasil pelos haitianos se deve a presen\u00e7a da Miss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Estabiliza\u00e7\u00e3o do Haiti (MINUSTAH) no pa\u00eds desde 2004,\u00a0 liderada pelo Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Diz o &nbsp;Art. 1\u00ba, da Lei 9474\/97 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal brasileira: \u201c<em>Ser\u00e1 reconhecido como refugiado todo indiv\u00edduo que devido a fundados temores de persegui\u00e7\u00e3o por motivos de ra\u00e7a, religi\u00e3o, nacionalidade, grupo social ou opini\u00f5es pol\u00edticas encontre-se fora de seu pa\u00eds de nacionalidade e n\u00e3o possa ou n\u00e3o queira acolher-se \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de tal pa\u00eds<\/em>\u201d. O motivo principal da fuga de haitianos e africanos para o Brasil \u00e9 a pobreza e as prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas, n\u00e3o se encaixando nos ditames desta lei. Assim, esse processo migrat\u00f3rio se estabelece num limbo, onde governantes e ONG\u2019s assumem parcialmente uma rede de apoio, j\u00e1 que n\u00e3o existe a condi\u00e7\u00e3o oficial de refugiado.<br><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1039\" height=\"644\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Captura-de-tela-2018-10-13-19.32.05.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-35739\"\/><figcaption>Fonte: Departamento de Pol\u00edcia Federal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Crise haitiana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2010, em raz\u00e3o do terremoto ocorrido em janeiro do mesmo ano, o Haiti passou a ter milhares de haitianos desabrigados e desamparados. 43.871 Haitianos tiveram sua situa\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria regularizada por meio de Despacho Conjunto do CONARE (Comit\u00ea Nacional para os Refugiados), do CNIg (Conselho Nacional de Imigra\u00e7\u00e3o) e do Departamento de Migra\u00e7\u00f5es, e suas solicita\u00e7\u00f5es de ref\u00fagio foram arquivadas. 646 haitianos conseguiram conquistar a condi\u00e7\u00e3o de refugiados oficialmente em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo <a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/onu-lanca-estudo-sobre-migracao-haitiana-para-brasil-chile-e-argentina\/\">documento das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a>, o Brasil atualmente \u00e9 o pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina com maior n\u00famero de haitianos. At\u00e9 o fim de 2016, foram autorizadas 67 mil autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia no pa\u00eds, incluindo tempor\u00e1rias e permanentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em virtude da grande demanda, o governo brasileiro concedeu aos imigrantes do pa\u00eds um visto humanit\u00e1rio, garantido pela <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2017\/lei\/L13445.htm\">Nova Lei de Migra\u00e7\u00e3o<\/a>, de 2012. Do per\u00edodo at\u00e9 abril deste ano, foram mais de <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2018-04\/governo-brasileiro-decide-conceder-visto-humanitario-haitianos\">60.000 vistos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Haiti foi apontado pela ONU em 2016 como o pa\u00eds que mais sofre cat\u00e1strofes naturais. A geografia n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel ao pa\u00eds, que se localiza numa placa tect\u00f4nica inst\u00e1vel e \u00e9 v\u00edtima de furac\u00f5es e tempestades tropicais, al\u00e9m de ser uma das principais v\u00edtimas do <em>El Ni\u00f1o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k2gVTqF_eWM?rel=0\" width=\"760\" height=\"515\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n\n\n\n<p><em>Reportagem da TV Cultura sobre situa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o terremoto no Haiti em 2010<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dificuldades e preconceito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Patr\u00edcia Bof, moradora da cidade catarinense de Ouro, de 8.000 habitantes e vizinha a Capinzal, de 20.000 habitantes, estima que h\u00e1 por volta de 1000 refugiados na regi\u00e3o onde mora, no meio-oeste catarinense, sendo aproximadamente de 500 a 600 haitianos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-03-at-22.45.52.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35948\" width=\"291\" height=\"516\"\/><figcaption>Justina Agbati, refugiada do Togo, com Patr\u00edcia Bof<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Patr\u00edcia conta que p\u00f4de conhecer alguns desses refugiados realizando o seu of\u00edcio: o de professora de l\u00edngua portuguesa. Al\u00e9m disso, ela participa da Pastoral do Imigrante, grupo coordenado pela Igreja Cat\u00f3lica local, que ajuda no acolhimento de refugiados.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora fala que al\u00e9m, da barreira imposta pela linguagem, h\u00e1 racismo e xenofobia, que tornam ainda mais dif\u00edcil a vida dos imigrantes. Em 2015 foi divulgado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WOSZu40swU8\">um v\u00eddeo<\/a>&nbsp;no qual um haitiano frentista \u00e9 hostilizado por um brasileiro, dizendo-o que ele tinha \u201csorte\u201d por conseguir um emprego frente a um pa\u00eds assolado pelo desemprego.<\/p>\n\n\n\n<p>O frentista em quest\u00e3o \u00e9 Flaubert Brutus, que, na \u00e9poca, residia no munic\u00edpio de Canoas, Rio Grande do Sul, e que pouco compreende o portugu\u00eas. No per\u00edodo, ele disse, em entrevista ao Di\u00e1rio Ga\u00facho que \u201cO Brasil tem mais discrimina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WOSZu40swU8\" width=\"760\" height=\"515\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><br><em>&#8211; N\u00e3o me senti bem. Meus amigos e fam\u00edlia no Haiti viram o v\u00eddeo no Youtube. Ele &#8220;me fez discrimina\u00e7\u00e3o&#8221;&nbsp;<\/em><\/p><cite>Flaubert Brutos, em entrevista para a R\u00e1dio Ga\u00facha<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A crise econ\u00f4mica brasileira, que se agravou em 2017, levou haitianos a sa\u00edrem do Brasil buscando o sonho de ir aos Estados Unidos. O sonho foi contido pela pol\u00edtica do presidente americano, Donald Trump. Em Tijuana, cidade mexicana que faz fronteira com os EUA ao oeste, encontram-se mais de 3.000 haitianos fugidos da crise brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/2017\/12\/1942061-esquecidos-haitianos-vagam-pelo-continente-americano.shtml\">Em entrevista a Folha<\/a>, um haitiano chamado Faustin, de 36 anos, conta que alguns se frustraram:&nbsp;&#8220;Muita gente se arrependeu de sair do Brasil&#8221;, conta. Al\u00e9m do M\u00e9xico, outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina recebem imigrantes haitianos, como o Chile, que em 2018 elegeu Sebastian Pi\u00f1era, candidato que vem tamb\u00e9m fortalecendo leis anti-imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds andino, que recebeu cerca 90.000 haitianos entre 2016 e 2017, a partir de maio deste ano, deu um ultimato de 30 dias aos refugiados: ou se regularizam, ou ser\u00e3o expulsos. Alguns j\u00e1 sa\u00edram &#8211; e j\u00e1 procuram novamente o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2012, o Brasil concede <a href=\"http:\/\/www.acnur.org\/fileadmin\/Documentos\/portugues\/Publicacoes\/2012\/Lei_947_97_e_Coletanea_de_Instrumentos_de_Protecao_Internacional_de_Refugiados_e_Apatridas.pdf?view=1\">vistos humanit\u00e1rios especiais para haitianos<\/a> poderem se instalar no pa\u00eds, mas ainda existem muitos obst\u00e1culos. A obten\u00e7\u00e3o dos vistos \u00e9 feita exclusivamente na embaixada brasileira em Porto Pr\u00edncipe, capital do Haiti.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Santa Catarina j\u00e1 existem grupos que atuam na assist\u00eancia a imigrantes e refugiados. Em Florian\u00f3polis existe o <a href=\"http:\/\/irene.ufsc.br\/nucleo-de-apoio-aos-imigrantes-e-refugiados\/\">N\u00facleo de Apoio a Imigrantes e Refugiados<\/a> (NAIR\/UFSC), que \u00e9 uma atividade de extens\u00e3o que ocorre por meio de uma parceria entre a UFSC (projeto de Extens\u00e3o desenvolvido pelo EIREN\u00c8) e a Pastoral do Imigrante Florian\u00f3polis, com o objetivo de prestar atendimento aos imigrantes que chegam \u00e0 Florian\u00f3polis. O atendimento \u00e9 realizado por estudantes de Direito e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016 o EIREN\u00c8 lan\u00e7ou uma cartilha para imigrantes e refugiados chamada &#8220;Bem-vindo a Santa Catarina&#8221;, com orienta\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas aos rec\u00e9m-chegados ou os que desejam se legalizar. S\u00e3o 100 p\u00e1ginas com informa\u00e7\u00f5es \u00fateis sobre o estado, o Brasil, leis, pontos de informa\u00e7\u00f5es e de servi\u00e7os, orienta\u00e7\u00f5es sobre a CLT, entre outras coisas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Bem-Vindo-a-Santa-Catarina-EIRENE-UFSC.pdf\">Bem Vindo a Santa Catarina &#8211; EIRENE-UFSC<\/a><a href=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Bem-Vindo-a-Santa-Catarina-EIRENE-UFSC.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download=\"Bem Vindo a Santa Catarina - EIRENE-UFSC\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"940\" height=\"788\" src=\"http:\/\/impressaodigital126.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Experiencia_migrantesSC_folder_Eirene_setembro2018.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-35753\"\/><figcaption>Evento do EIREN\u00c8<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Caso voc\u00ea n\u00e3o tenha vindo para o Brasil devido aos motivos antes mencionados, voc\u00ea ser\u00e1 considerado um imigrante e por isso ficar\u00e1 submetido ao Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815\/80). <br>Essa lei brasileira determina que para que voc\u00ea consiga um visto permanente de resid\u00eancia no Brasil (de no m\u00e1ximo cinco anos, podendo ser renovado), voc\u00ea deve ter um trabalho e residir em uma determinada regi\u00e3o do territ\u00f3rio nacional. <br>Nesse caso, voc\u00ea deve ter o contrato de trabalho ou a promessa de trabalho antes da chegada ao Brasil.<\/p><cite>Trecho da cartilha<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Sem orienta\u00e7\u00e3o, os novos haitianos que chegam ao Brasil se encontram perdidos.&nbsp;&#8220;Eles chegam sem ter nenhum informa\u00e7\u00e3o e poucos pedem ref\u00fagio&#8221;, afirmou Jo\u00e3o Chaves, coordenador de migra\u00e7\u00f5es e ref\u00fagio da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o em S\u00e3o Paulo, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/2018\/07\/apos-mudanca-de-lei-no-chile-haitianos-voltam-a-procurar-o-brasil.shtml\">em entrevista para a Folha<\/a> em julho deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o pr\u00f3prio Chaves acredita que os vistos deveriam ser concedidos no Brasil, e n\u00e3o em Porto Pr\u00edncipe apenas, para auxiliar esses haitianos que n\u00e3o sabem falar o portugu\u00eas, que precisam de dinheiro e clamam, desamparados, de porta em porta, por ajuda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u201cDinheiro. 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