{"id":39849,"date":"2022-12-14T10:24:47","date_gmt":"2022-12-14T13:24:47","guid":{"rendered":"https:\/\/id126ufba.com.br\/?p=39849"},"modified":"2022-12-26T15:14:32","modified_gmt":"2022-12-26T18:14:32","slug":"catalisadoras-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/catalisadoras-do-futuro\/","title":{"rendered":"Catalisadoras do futuro"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-group is-vertical is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-1 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"484\" src=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/lide-1-1024x484.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-40508\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/lide-1-1024x484.png 1024w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/lide-1-300x142.png 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/lide-1-768x363.png 768w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/lide-1.png 1275w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>\u201cMenina brinca de boneca e menino brinca de carrinho\u201d, quantas vezes j\u00e1 n\u00e3o ouvimos essa fala enquanto cresc\u00edamos? Ela acaba por representar um imagin\u00e1rio social que gira em torno da forma que as no\u00e7\u00f5es de g\u00eanero estruturam nossa sociedade. O entendimento do que \u00e9 coisa de menino e coisa de menina, se relaciona diretamente \u00e0s atribui\u00e7\u00f5es sociais do que s\u00e3o deveres femininos e masculinos. \u00c0s mulheres s\u00e3o designadas as fun\u00e7\u00f5es relacionadas ao cuidado, associando o fazer feminino a uma certa no\u00e7\u00e3o de maternidade, enquanto ao homem \u00e9 designado o papel do respons\u00e1vel pelo desenvolvimento social e progresso econ\u00f4mico. Como consequ\u00eancia, no ensino superior, h\u00e1 a reprodu\u00e7\u00e3o dessas desigualdades na distribui\u00e7\u00e3o de g\u00eanero entre as diferentes \u00e1reas do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Somando maioria nos cursos de ensino superior, a presen\u00e7a feminina n\u00e3o \u00e9 acompanhada nas \u00e1reas de STEM. Segundo dados do Mapa do Ensino Superior de 2020, realizado pelo Instituto Semesp, apesar delas representarem 57% das matr\u00edculas em cursos de ensino superior no Brasil, a distribui\u00e7\u00e3o dessas matr\u00edculas pelas \u00e1reas de conhecimento \u00e9 bastante desigual. A presen\u00e7a maci\u00e7a de mulheres \u00e9 vista em cursos que s\u00e3o entendidos como voltados para ensino, sa\u00fade e cuidado, como Pedagogia (92,5%), Servi\u00e7o Social (89.9%), Nutri\u00e7\u00e3o (84,1%), Enfermagem (83,8%), Psicologia (79,9%) e Fisioterapia (78,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em um recorte local mais espec\u00edfico, essa realidade se mant\u00e9m quando analisamos o contexto da Universidade Federal da Bahia, por exemplo. O Instituto de F\u00edsica \u00e9 um dos que possui maior dist\u00e2ncia percentual entre homens e mulheres docentes na \u00e1rea de pesquisa no ano de 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o sexo masculino soma 82,6% do total, as mulheres representam menos de 20%. Por outro lado, o Instituto de Qu\u00edmica disp\u00f5e de n\u00fameros menos discrepantes para a mesma categoria, j\u00e1 que as docentes representam 46% do total. Tentamos obter dados relacionados \u00e0 UNEB, por\u00e9m, n\u00e3o houve resposta \u00e0s nossas solicita\u00e7\u00f5es at\u00e9 o fechamento desta reportagem para que pud\u00e9ssemos reunir dados satisfat\u00f3rios e atualizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-genially wp-block-embed-genially\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" title=\"WOMEN PRESENTATION\" frameborder='0' width='1200' height='675' src='https:\/\/view.genially.com\/63990c300f383e00127b2605#?secret=Ho7CH0jpJH' data-secret='Ho7CH0jpJH' scrolling='yes'><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:30px\"><strong>Ingresso de mulheres nas Exatas ocorre a partir dos anos 60<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do Brasil possuir institui\u00e7\u00e3o de Ensino Superior desde 1808, com a cria\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio M\u00e9dico-Cir\u00fargico da Bahia (atual Faculdade de Medicina da UFBA), foi s\u00f3 a partir de 1879 que mulheres passaram a ter o direito de ingressar em faculdades no pa\u00eds. Por\u00e9m, o mesmo decreto que permitia o ingresso delas no ensino superior tamb\u00e9m refor\u00e7ou discrimina\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de exig\u00eancias somente para elas, como separa\u00e7\u00e3o de lugares espec\u00edficos para mulheres nas salas de aula, restri\u00e7\u00e3o de idade e matr\u00edcula apenas com autoriza\u00e7\u00e3o do pai ou marido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo diante de tantas restri\u00e7\u00f5es e obst\u00e1culos, nessa \u00e9poca surgem as primeiras acad\u00eamicas brasileiras. Nesse quesito, a Faculdade de Medicina da Bahia foi cen\u00e1rio de pioneirismo por ter entre seus formandos de 1887 a estudante Rita Lobato Velho Lopes, primeira mulher com gradua\u00e7\u00e3o no ensino superior brasileiro. J\u00e1 em 1909, a faculdade gradua Maria Od\u00edlia Teixeira, primeira m\u00e9dica negra do Brasil e, posteriormente, primeira professora negra na UFBA. No entanto, ainda com a formatura das primeiras mulheres nas faculdades, o ingresso e perman\u00eancia delas nas institui\u00e7\u00f5es era bastante raro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Salvador, a mudan\u00e7a desse cen\u00e1rio passa a ocorrer d\u00e9cadas depois, com a cria\u00e7\u00e3o da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras da Bahia, em 1942. Em seus estudos, Regis Glauciane Souza, pesquisadora em Ci\u00eancia, G\u00eanero e Educa\u00e7\u00e3o pelo PPGNEIM\/UFBA, aponta a cria\u00e7\u00e3o da faculdade como um marco hist\u00f3rico da entrada das mulheres na universidade. Por\u00e9m, a desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de g\u00eanero pelos diferentes cursos permanecia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisadora, o ingresso mais expressivo de mulheres nas \u00e1reas das Exatas se daria por volta da d\u00e9cada de 1960, devido \u00e0s mudan\u00e7as trazidas com a reforma universit\u00e1ria, que possibilitaram a amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0s universidades, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de novas faculdades, como Instituto de Matem\u00e1tica e F\u00edsica da Universidade da Bahia (atual Instituto de Matem\u00e1tica e Estat\u00edstica &#8211; IME\/UFBA). Ali\u00e1s, a cria\u00e7\u00e3o desse instituto se deve inclusive a duas professoras pioneiras da UFBA: Martha Maria de Souza Dantas e Arlete Cerqueira Lima, demonstrando mais uma vez a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o feminina em pap\u00e9is de destaque. As duas professoras enfrentaram as barreiras de g\u00eanero da \u00e9poca e deram o pontap\u00e9 inicial no movimento que impulsionou a \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nas Exatas no estado da Bahia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-wp-embed is-provider-genially wp-block-embed-genially\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n <iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" title=\"Linha do Tempo: Mulheres na STEM em Salvador\" frameborder='0' width='1050' height='1251' src='https:\/\/view.genially.com\/63903e708d566e001289ad67#?secret=UCmhvjqsRs' data-secret='UCmhvjqsRs' scrolling='yes'><\/iframe> \n<\/div><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Contudo, as conquistas de mulheres na \u00e1rea do ensino e pesquisa nas STEM n\u00e3o ocorreram de forma linear, sendo atravessadas por momentos de avan\u00e7os e retrocessos ao longo do tempo. O curso de Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o da UFBA, por exemplo, que nasceu como Bacharelado em Processamento de Dados no IME\/UFBA, em 1968, era inicialmente composto por um n\u00famero expressivo de mulheres, que inclusive eram maioria no pr\u00f3prio instituto. Por\u00e9m, em meados da d\u00e9cada de 1990, as turmas do bacharelado passaram a ter uma not\u00f3ria redu\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a feminina. Vale ressaltar que o fen\u00f4meno n\u00e3o \u00e9 algo limitado ao contexto da UFBA, mas \u00e9 percebido nas \u00e1reas de ensino, pesquisa e mercado de trabalho ao longo da hist\u00f3ria do Brasil e do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:30px\"><strong>Onde est\u00e3o as mulheres <strong>nas STEM?<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-5 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>De acordo com o levantamento de dados feito para esta reportagem, foi poss\u00edvel identificar, al\u00e9m da baixa presen\u00e7a de mulheres nas \u00e1reas da STEM, uma distribui\u00e7\u00e3o desigual tanto entre os cursos da \u00e1rea, mas tamb\u00e9m entre a ocupa\u00e7\u00e3o dessas mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Entre as bolsistas da UFBA, a porcentagem de pesquisadoras \u00e9 maior no Instituto de Qu\u00edmica: 56,25%, e segue sendo menor no Instituto de F\u00edsica: 30,3%, seguindo a tend\u00eancia j\u00e1 analisada entre o n\u00famero de docentes nessas \u00e1reas. Qu\u00edmica tamb\u00e9m \u00e9 o curso com maior n\u00famero de estudantes de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (IC).<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-top is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-embed alignleft is-type-wp-embed is-provider-flourish wp-block-embed-flourish\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/11950728\/embed#?secret=piuPRurfhp\" data-secret=\"piuPRurfhp\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" height=\"575\" width=\"500\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"549\" src=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-40509\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-1.png 1024w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-1-300x161.png 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-1-768x412.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Segundo Taneska Cal, doutoranda do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Ensino, Hist\u00f3ria e Filosofia das Ci\u00eancias (PPGEFHC\/UFBA), que desenvolveu estudos sobre hist\u00f3ria da mulher negra nas ci\u00eancias, essa desigualdade na participa\u00e7\u00e3o feminina na \u00e1rea da F\u00edsica \u00e9 hist\u00f3rica, sendo o atual cen\u00e1rio um reflexo da proibi\u00e7\u00e3o da mulher a certos espa\u00e7os, assim como a divis\u00e3o sexual do trabalho. \u201cNa hist\u00f3ria da F\u00edsica, teve uma \u00e9poca em que as mulheres eram proibidas de entrar nas universidades. Enquanto que na Qu\u00edmica, mesmo com a proibi\u00e7\u00e3o, em alguns espa\u00e7os de laborat\u00f3rio era permitida a presen\u00e7a de mulheres, que era o espa\u00e7o de cuidado com a vidraria, com as rotinas de limpeza. A mulher sempre ficava vinculada ao cuidado e \u00e0 limpeza e a responder \u00e0s perguntas que seus orientadores destinavam\u201d, explica Cal.<\/p>\n\n\n\n<p>A docente pesquisadora do Instituto de F\u00edsica da UFBA, Katemari Rosa, co-autora do livro <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Descolonizando-Saberes-10-639-Ensino-Ci%C3%AAncias\/dp\/8578615603\">Descolonizando Saberes<\/a>, publicado em 2018, tamb\u00e9m aponta o fator hist\u00f3rico como uma quest\u00e3o importante para compreender as desigualdades presentes na F\u00edsica, tanto com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s disparidades de g\u00eanero, mas tamb\u00e9m \u00e9tnico-raciais, j\u00e1 que ainda h\u00e1 a reprodu\u00e7\u00e3o de mitos que v\u00eam sendo disseminados desde a \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia moderna, como a ideia da superioridade do homem, branco e europeu. Nesse per\u00edodo, o ideal euroc\u00eantrico e androc\u00eantrico permeavam a produ\u00e7\u00e3o de saberes, assim como a pr\u00f3pria vis\u00e3o de mundo, que seria imposta a outros povos durante o per\u00edodo da coloniza\u00e7\u00e3o e refor\u00e7ariam a monocultura europeia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Katemari_UFBA_sobre-suas-experiencias-na-academia.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">&#8211;<\/p>\n\n\n\n<p>Como esses mitos enraizados desde o per\u00edodo colonial contribu\u00edram para a constru\u00e7\u00e3o de mecanismos de exclus\u00e3o e opress\u00e3o nos espa\u00e7os acad\u00eamicos, desde o in\u00edcio dos anos 2000, universidades v\u00eam adotando pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas, como por exemplo as cotas sociais, para conseguir mais diversidade nesses espa\u00e7os. Contudo, apesar da relev\u00e2ncia dessas a\u00e7\u00f5es, as pesquisadoras ressaltam \u00a0que elas por si s\u00f3 n\u00e3o solucionam o problema. \u201cAs a\u00e7\u00f5es afirmativas s\u00e3o as v\u00e1lvulas que permitem a entrada desses corpos enquanto a\u00a0 gente n\u00e3o derruba a barragem\u201d, afirma Taneska Cal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:30px\"><strong>Sistemas de barragem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em <a href=\"https:\/\/repositorio.ufba.br\/handle\/ri\/35131?locale=en\">sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado<\/a> sobre a presen\u00e7a de mulheres negras nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Instituto de F\u00edsica da UFBA, Tanesca Cal explica que os obst\u00e1culos estruturais e institucionalizados que controlam o fluxo de grupos sub-representados em determinados espa\u00e7os acad\u00eamicos tamb\u00e9m podem ser explicados atrav\u00e9s da alegoria da barragem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"549\" src=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-1-copia-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-40511\" srcset=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-1-copia-2.png 1024w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-1-copia-2-300x161.png 300w, https:\/\/id126ufba.com.br\/memoria\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-1-copia-2-768x412.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-6 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>De acordo com a doutoranda, que trabalha h\u00e1 15 anos lecionando disciplinas de Qu\u00edmica e F\u00edsica para turmas do ensino b\u00e1sico, \u00e9 comum que mulheres tenham mais facilidade para adentrar nas licenciaturas, n\u00e3o apenas pela associa\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o com atributos da maternidade, mas tamb\u00e9m porque h\u00e1 setores da doc\u00eancia no Brasil que s\u00e3o desprestigiados, n\u00e3o atraindo a presen\u00e7a masculina. Sendo assim, os sistemas de barragem, ao mesmo tempo que as impedem de ingressar em outras \u00e1reas, tamb\u00e9m as impulsionam para espa\u00e7os com pouco poder e valoriza\u00e7\u00e3o social. \u201cSe a gente est\u00e1 falando da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, voc\u00ea tem a presen\u00e7a maior de mulheres. \u00c9 um espa\u00e7o que \u00e9 desprivilegiado, desumanizado e culpabilizado. Agora, se voc\u00ea fala no ambiente de forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, de pesquisadores, de coordena\u00e7\u00e3o de equipes, das ag\u00eancias de financiamento, voc\u00ea est\u00e1 vendo um espa\u00e7o masculinizado, que \u00e9 um espa\u00e7o de poder\u201d.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Tanesca Cal, doutoranda do PPEHFC, fala sobre desigualdades no acesso ao Ensino Superior\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O93pajLvJXw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resist\u00eancia e supera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Lynn Alves, docente pesquisadora da \u00e1rea de Jogos Digitais e Educa\u00e7\u00e3o no IHAC\/ UFBA, afirma que seu ingresso na universidade tamb\u00e9m ocorreu a partir do seu impulsionamento para a atua\u00e7\u00e3o na doc\u00eancia, mesmo que inicialmente a contra gosto.\u201cEu n\u00e3o queria fazer Pedagogia, nem queria ser professora, mas minha m\u00e3e dizia que filho de pobre tem que ser professor, ent\u00e3o \u00e9 assim que come\u00e7a a minha vida acad\u00eamica. Primeiro fiz magist\u00e9rio e, durante o est\u00e1gio do magist\u00e9rio, me identifiquei com o ensino. Fui fazer Pedagogia, onde me apaixonei pelo curso e descobri l\u00e1 a possibilidade do di\u00e1logo com diferentes \u00e1reas\u201d.<br><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora tamb\u00e9m relata que foi a partir das discuss\u00f5es na sua \u00e9poca de mestranda sobre a rela\u00e7\u00e3o entre Inform\u00e1tica e Educa\u00e7\u00e3o, no final da d\u00e9cada de 1990, que ela teve a oportunidade de ingressar na \u00e1rea de Tecnologia e Jogos Digitais, tornando-se inclusive uma das pioneiras nesses estudos no estado da Bahia. No entanto, Alves pontua que, apesar de ter se estabelecido na \u00e1rea e conseguir reconhecimento e visibilidade para o seu trabalho, o ramo de jogos digitais ainda possui pouca representatividade feminina na pesquisa, principalmente na atua\u00e7\u00e3o de desenvolvimento, o que contrasta com o atual cen\u00e1rio da \u00e1rea no Brasil. Segundo relat\u00f3rio da <a href=\"https:\/\/xdsummit.com\/\">External Development Summit<\/a>, o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses de destaque em desenvolvimento de jogos, recebendo altos investimentos no setor. Al\u00e9m disso, segundo <a href=\"https:\/\/newzoo.com\/insights\/articles\/insights-into-latin-americas-3-5-billion-mobile-games-market-players-payers-revenues-esports-market-dynamics\">pesquisa da Newzoo em parceria com o Google<\/a>, a ind\u00fastria de jogos brasileira \u00e9 l\u00edder entre os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, obtendo apenas em 2021 um faturamento de R$11 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Lynn-Alves_UFBA_Sobre-a-presenca-de-mulheres-na-area-de-games-1.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de haver maior tend\u00eancia para mulheres ingressarem nos cursos voltados para a doc\u00eancia, ainda assim as mulheres que optam seguir por este caminho continuam enfrentando os mecanismos de exclus\u00e3o dos sistemas de barragem, especialmente nas \u00e1reas das Exatas. Maria L\u00edvia Coutinho, docente pesquisadora da UNEB, conta que apesar de sempre ter tido paix\u00e3o pela Matem\u00e1tica e interesse por ser professora, seu ingresso na \u00e1rea foi desafiador desde o per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o em Eletr\u00f4nica no IFBA, quando havia uma maioria masculina na turma e que inclusive desacreditava no potencial feminino para a Matem\u00e1tica. Posteriormente, ela tamb\u00e9m encontrou desafios quando optou por cursar a licenciatura, j\u00e1 que al\u00e9m de ser vista como uma profiss\u00e3o desprestigiada, ainda carrega os estigmas envolvendo a mulher nas Exatas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<div style=\"width: 100%;\"><div style=\"position: relative; padding-bottom: 56.25%; padding-top: 0; height: 0;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tipos de barragens comuns\" style=\"position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;\" src=\"https:\/\/view.genial.ly\/6398899abc03ed0013bfc661\" type=\"text\/html\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" scrolling=\"yes\" allownetworking=\"all\" width=\"1200\" height=\"675\" frameborder=\"0\"><\/iframe> <\/div> <\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, Maria L\u00edvia, que atualmente leciona no Curso de Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o da UNEB, reconhece que apesar do atual cen\u00e1rio de mulheres na STEM ainda n\u00e3o ser t\u00e3o diverso e inclusivo como deveria, ela percebe uma mudan\u00e7a nos \u00faltimos anos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 postura de enfrentamento das mulheres frente aos obst\u00e1culos surgidos em suas trajet\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora do Instituto de Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o da UFBA, Fab\u00edola Greve, tamb\u00e9m tem indentificado essa mudan\u00e7a de comportamento, principalmente entre as novas gera\u00e7\u00f5es diante das situa\u00e7\u00f5es de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o. Em entrevista para o <strong><em>ID 126<\/em><\/strong>, a pesquisadora relata que as estudantes de Computa\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o aceitam certas atitudes e costumam se posicionar perante essas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Maria-livia_uneb_sobre-o-curso-de-sistema-de-informacao-1.mp4\"><\/video><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/id126ufba.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Fabiola-Greve_UFBA_Fala-sobre-as-novas-geracoes-1.mp4\"><\/video><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:30px\"><strong>Poucas mulheres, por\u00e9m pesquisadoras de refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo diante da baixa presen\u00e7a feminina nos cursos da STEM, universidades p\u00fablicas como UFBA e UNEB vivem um per\u00edodo no qual, al\u00e9m de encontrar representatividade feminina na lideran\u00e7a de projetos e pesquisas, \u00e9 poss\u00edvel identificar trabalhos de destaque nessas \u00e1reas, promovendo impacto e desenvolvimento em n\u00edvel regional, nacional e internacional. A pesquisadora Lynn Alves, por exemplo, se tornou uma das maiores refer\u00eancias na \u00e1rea de Jogos Digitais e Educa\u00e7\u00e3o. Ela, que hoje lidera o grupo da UFBA pertencente \u00e0 Rede de Pesquisa Comunidades Virtuais, tem trabalhos voltados para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento a partir de tecnologias multimidi\u00e1ticas, desenvolvimento de jogos digitais pedag\u00f3gicos e a desmistifica\u00e7\u00e3o sobre os jogos eletr\u00f4nicos. Al\u00e9m disso, a pesquisadora j\u00e1 tem no curr\u00edculo mais de 300 produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, sendo citada inclusive mais de tr\u00eas mil vezes em refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas, segundo o Google Scholar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra grande refer\u00eancia tamb\u00e9m na \u00e1rea de Tecnologia \u00e9 a pesquisadora Fab\u00edola Greve, que atualmente \u00e9 um dos principais nomes brasileiros nos estudos sobre <em>Blockchain<\/em>, tecnologia que vem revolucionando n\u00e3o s\u00f3 o setor financeiro, mas outros ramos, como seguran\u00e7a e privacidade. Greve, que coordena as pesquisas no <a href=\"http:\/\/wiki.dcc.ufba.br\/Gaudi\/\">Gaudi &#8211; UFBA (Grupo de Algoritmos e Computa\u00e7\u00e3o Distribu\u00edda)<\/a>, tamb\u00e9m tem desenvolvido trabalhos em outras \u00e1reas promissoras e estrat\u00e9gicas para os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos nos \u00faltimos anos, como Algoritmos e Sistemas Distribu\u00eddos, Toler\u00e2ncia a Falhas, Computa\u00e7\u00e3o em Nuvem e N\u00e9voa e <em>IoT<\/em> (Internet das Coisas). J\u00e1 no campo da Mecatr\u00f4nica, a pesquisadora da UNEB, Ana Patr\u00edcia Mascarenhas, que atua em Engenharia de Software, Intelig\u00eancia Artificial e Rob\u00f3tica, tem entre seus trabalhos, a contribui\u00e7\u00e3o para pesquisa que visa auxiliar pessoas cadeirantes a realizarem suas atividades di\u00e1rias de preven\u00e7\u00e3o das les\u00f5es por press\u00e3o, a partir da intera\u00e7\u00e3o com um cen\u00e1rio que mescla redes sociais e jogos. Mascarenhas tamb\u00e9m desenvolve trabalhos no <a href=\"https:\/\/www.acso.uneb.br\/acso\/index.php?n=Main.HomePage\">Centro de Pesquisa em Arquitetura de Computadores, Sistemas Inteligentes e Rob\u00f3tica (ACSO \/ UNEB)<\/a>, que tem como um dos objetivos a difus\u00e3o da rob\u00f3tica aut\u00f4noma via projetos de extens\u00e3o. Atualmente, o ACSO\/UNEB coleciona 38 premia\u00e7\u00f5es como finalista em campeonatos nacionais e internacionais, tendo ficado em primeira coloca\u00e7\u00e3o pelo menos 15 vezes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, a cientista de dados da Escola Polit\u00e9cnica da UFBA, Karla Esquerre, lidera o grupo de pesquisa <a href=\"https:\/\/gamma.ufba.br\/#section-2\">Gamma\/UFBA<\/a>. Dentre as atividades realizadas, o grupo promove estudos e a\u00e7\u00f5es em Educa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica e computacional em n\u00edvel de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, gradua\u00e7\u00e3o, ensino m\u00e9dio e fundamental, apoiando tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o de professores de escolas p\u00fablicas para o ensino de ci\u00eancia de dados e intelig\u00eancia artificial, com foco no reconhecimento e solu\u00e7\u00e3o dos problemas da sociedade. Uma extens\u00e3o dessas a\u00e7\u00f5es foi a cria\u00e7\u00e3o do projeto Ci\u00eancia de Dados na Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica (CDnaEP), que j\u00e1 atendeu 250 estudantes da rede p\u00fablica de Salvador <em>(veja mais detalhes no box no final da reportagem)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra pesquisadora que tamb\u00e9m tem trabalhos com escolas p\u00fablicas de Salvador \u00e9 Maria L\u00edvia Coutinho. Atualmente, ela integra a equipe do <a href=\"https:\/\/klab.geotec.uneb.br\/\">Projeto HQ &#8211; K-Lab<\/a>, que desde 2020 realiza pesquisas direcionadas para o desenvolvimento de recursos pedag\u00f3gicos no contexto das hist\u00f3rias em quadrinhos para aplica\u00e7\u00e3o nas salas de aula da Rede P\u00fablica de Educa\u00e7\u00e3o. O projeto est\u00e1 vinculado ao <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/geotecuneb\">Grupo de Geotecnologias, Educa\u00e7\u00e3o e Contemporaneidade &#8211; (GEOTEC\/UNEB)<\/a>, que atua em pesquisa e extens\u00e3o para difus\u00e3o de Ci\u00eancia e Tecnologia nas escolas p\u00fablicas da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e9bora Abdalla, professora doutora do Instituto de Computa\u00e7\u00e3o da UFBA, coordena o <a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wit\/article\/view\/3418\/3380\">Meninas Digitais<\/a>, projeto que prop\u00f5e fomentar a aproxima\u00e7\u00e3o de alunas do Ensino M\u00e9dio\/Tecnol\u00f3gico ou nos anos finais do Ensino Fundamental, com a \u00e1rea de Inform\u00e1tica, Computa\u00e7\u00e3o e das Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TIC), com o intuito de encorajar a participa\u00e7\u00e3o delas na \u00e1rea. Outra personalidade proeminente \u00e9 a professora Katemari Rosa, uma das respons\u00e1veis pelo <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/grupodiccina\/\">Grupo de Pesquisa Diversidade e Criticidade nas Ci\u00eancias Naturais (DICCINA)<\/a>, em conjunto com a pesquisadora do Instituto de Qu\u00edmica, B\u00e1rbara Carine, que pretendem promover pesquisas sobre o ensino de Ci\u00eancias a partir de uma perspectiva anti-opressora e decolonial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">_<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:30px\"><strong>Por mais diversidade nas STEM<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante da falta de equidade e pluralidade percebida nas STEM, as pesquisadoras que conseguiram ingressar nessas \u00e1reas e alcan\u00e7ar cargos de lideran\u00e7a t\u00eam buscado transformar esse cen\u00e1rio realizando diversos projetos e a\u00e7\u00f5es, tanto para a amplia\u00e7\u00e3o da discuss\u00e3o acerca do assunto, como para buscar solu\u00e7\u00f5es para o problema.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"width: 100%;\"><div style=\"position: relative; padding-bottom: 51.56%; padding-top: 0; height: 0;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Projetos da STEM\" style=\"position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;\" src=\"https:\/\/view.genial.ly\/63969b5aa83199001073dcf3\" type=\"text\/html\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" scrolling=\"yes\" allownetworking=\"all\" width=\"1920\" height=\"990\" frameborder=\"0\"><\/iframe> <\/div> <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presen\u00e7a feminina nas \u00e1reas de Stem movimenta pesquisas nas universidades p\u00fablicas de Salvador<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40507,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"aioseo_notices":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - 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