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O azul e o verde do Subúrbio Ferroviário

Alana Bittencourt, Daniel Brito e Filipe Oliveira - 17/10/2018

Com praias e reservas, a região é uma boa opção para o lazer

Conhecido pela linha ferroviária que liga o bairro da Calçada, na Cidade Baixa, ao bairro de Paripe, o Subúrbio de Salvador tem características que surpreendem visitantes e até mesmo os moradores mais desavisados. Litoral com belas praias, grande reserva de mata atlântica e espaços culturais são alguns dos encantos pouco explorados. Ao mapear a área, trazemos lugares que, apesar de não fazerem parte do roteiro turístico tradicional, merecem ser visitados.

Litoral extenso e paradisíaco

A Suburbana é uma  região privilegiada com um litoral surpreendente, apesar do número de praias poluídas. Grande parte dos bairros é banhada pela Baía de Todos os Santos e está à beira-mar: Lobato, São João do Cabrito, Plataforma, Itacaranha, Escada, Praia Grande, Periperi, Coutos, Paripe e São Tomé.

 

Para quem deseja tomar um banho de mar e relaxar, seja no fim de semana ou até mesmo em dias úteis, as praias de Tubarão, localidade de Paripe, e São Tomé, são as mais indicadas por estarem, quase o tempo todo, próprias para banho. O diferencial fica por conta da calmaria das águas: com ondas fracas, o banho torna-se mais seguro, principalmente para crianças e pessoas que não têm tanta experiência no mar.

A pessoas permanecem na praia de Tubarão mesmo em dia nublado (Foto: Filipe Oliveira)

Os locais se destacam por atraírem tanto moradores do entorno quanto de bairros mais afastados. É o caso da camareira Jussara Silva, moradora da Liberdade, bairro distante 16,4 km da praia de Tubarão.

“As crianças podem tomar banho tranquilamente, pois as águas são bem sossegadas”.

Conta ela, que costuma frequentar o local acompanhada do filho e do marido.

Para Roberto Gomes, morador de Paripe, frequentar uma praia perto de casa sempre é mais cômodo. No entanto, o lixo encontrado na areia se torna um grande incômodo .

“Deveria haver lixeiras para que as pessoas deixassem de jogar o lixo tanto na área quanto na água, além de campanhas de conscientização”. 

 

4 km mais à frente, São Tomé também revela-se como um paraíso. Com a orla revitalizada recentemente, os moradores e visitantes podem apreciar a paisagem seja andando de bicicleta ou a pé. O comércio também se destaca: há uma grande variedade de restaurantes e lanchonetes, a maioria localizada em locais estratégicos, para satisfazer diferentes tipo de paladares e bolsos.

Banhistas aproveitam o meio da tarde para tomar um sol e curtir a água (Foto: Filipe Oliveira)

Na região, é possível atravessar para Ilha de Maré que também faz parte do Subúrbio e é conhecida pelas suas águas transparentes, suas principais praias são: Itamoabo, das Neves, Praia Grande, de Santana e do Botelho ou Oratório de Maré. A travessia que dura 20 minutos, pode ser feita durante todo o dia.

Ao lado de São Tomé, separado apenas por um muro, está a Praia de Inema, famosa por ter sido, até 2016, o refúgio dos presidentes da república no início de cada ano. O subúrbio já foi frequentado por Fernando Henrique Cardoso, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Na localidade, há, além de hospedagem, um cineteatro e uma capela. Porém, civis não podem usufruir das belezas naturais deste local, pois o terreno é uma vila militar da Marinha, com acesso restrito.

 

Voltando 11 km, o mar de Plataforma surpreende. As águas que banham o local encantam visitantes e moradores, que compõem o ambiente junto com as ruínas da antiga fábrica São Braz e os coqueiros da estação de trem Almeida Brandão. Um dos destaques principais fica por conta da travessia de barco para a Ribeira, bairro vizinho situado ao norte da Baía de Todos os Santos.

Vista aérea do trecho da travessia Lobato-Plataforma (Foto: Filipe Oliveira/Santiago Drones)

Preservação de uma história

 

O Parque São Bartolomeu abriga a maior reserva de Mata Atlântica em área urbana no Brasil – com árvores e pedras do bioma original, totalmente preservadas. Cachoeiras, manguezais e uma barragem compõem o cenário da biodiversidade do parque, dividido entre os bairros de Pirajá, Rio Sena e Ilha Amarela.


Pessoas se reúnem em frente a cachoeira de Oxumaré, no Parque São Bartolomeu (Foto: Daniel Brito)

Inaugurado há 40 anos, em 1978, o local abrange uma área de 75 hectares que, por muitos anos, sofreu com o abandono e já foi até mesmo cenário de vários episódios da violência urbana. Após diversas reivindicações da comunidade da região, o parque foi revitalizado em 2014. pela Companhia de Desenvolvimento do Estado da Bahia (Conder).

É território ocupado, é espaço garantido

No passado mais recente, o parque abrigava uma estação de tratamento de água que abastecia oito bairros do Subúrbio. Hoje, a estação se encontra abandonada e parte dos mananciais da Bacia do Cobre estão poluídos, e, por isso, algumas cachoeiras estão impróprias para banho. 

Barragem do Cobre, localizada na parte alta do Parque, no bairro de Pirajá (Foto: Daniel Brito)

Com o objetivo de tornar a história do parque mais popular, coordenadores culturais organizam atividades pontuais e exploratórias no espaço, a exemplo de trilhas ecológicas, atividades culturais, ambientais e educacionais.

 

Cosme Miranda, coordenador geral do parque, aponta que o local não apenas recebe atividades promovidas pela administração do local, mas também pode ser utilizado pelos moradores para produzirem seus próprios eventos.

“O espaço é aberto para a comunidade que pode realizar eventos de qualquer natureza. Aos sábados à tarde, por exemplo, igrejas evangélicas utilizam o centro para realizar reuniões”, conta.

 

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