Vírus: Compreenda tudo sobre a ‘simples’ partícula que se tornou o centro das atenções após estouro da pandemia

Leonardo Almeida e Maria Eduarda Gomes - 06/07/2022

Nos últimos dois anos foi quase unanimidade a pauta principal dos noticiários: o coronavírus. Muito se falou sobre a doença, infecções e vacinas. Mas, afinal, o que é um vírus? Como funciona uma virose? Como erradicar uma doença infecciosa?

Os vírus são microrganismos que não podem ser visualizados nem mesmo no microscópio óptico. Não possuem células, não sendo nem mesmo considerados por muitos pesquisadores como seres vivos. São chamados de parasitas intracelulares obrigatórios, uma vez que só conseguem reproduzir-se no interior de uma célula.


“O vírus é uma partícula de DNA protegida por meio de uma cápsula. É somente isso. É equivalente ao núcleo de uma célula, que tem uma membrana e, dentro dela, possui a fita de informação genética daquele organismo. É diferente de uma bactéria, que é uma célula completa. Ela possui outros dispositivos que permitem uma sobrevivência maior fora de outros organismos vivos”, explica o professor titular de Epidemiologia no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar de Almeida Filho, em entrevista ao ID126.

A “simples” estrutura de um vírus. Reprodução/InfoEnem
Naomar explica a estrutura de uma partícula viral e fala das diferenças entre vírus e bactérias

As doenças ocasionadas por algum tipo de vírus são chamadas de viroses. Essa infecção pode ser das mais diversas, porém, os sintomas, muitas vezes, acabam sendo bastante parecidos, o que dificulta a identificação do patógeno (agente causador de doenças). 

À medida que um vírus se espalha, podem surgir modificações genéticas chamadas de mutação ou cepas. Ao contrário do que pensa o senso comum, um vírus não desenvolve uma mutação ou resistência a um remédio propositalmente, explica a professora do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Cláudia Santana. Segundo a bióloga, um vírus sofre mutações independentemente de medicação ou não.

“A mutação é uma mudança não proposital no DNA ou no RNA do vírus. Na verdade, é um erro na multiplicação viral. Ela pode ser neutra, maléfica ou benéfica para a sobrevivência dele”, esclarece. 

Segundo Cláudia Santana, uma mutação pode, inclusive, o tornar mais fraco a antivirais. “O problema é que, quando temos muitos infectados, temos inúmeras mutações, o que deixa mais difícil o tratamento contra esses agentes patológicos”, alerta.

Confira o processo do surgimento de uma variante/mutante viral:

Vídeo: Reprodução/DW Brasil

Coronavírus

Os coronavírus (CoV) são uma família de vírus que podem causar diversas condições, como resfriados ou doenças mais graves, como a síndrome respiratória aguda grave (Sars-CoV).  O novo coronavírus (Covid-19) é uma variante da família CoV, que foi detectado após um surto em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. 

A primeira contaminação pelo novo coronavírus no Brasil ocorreu no final de fevereiro de 2020. O comunicado de transmissão comunitária foi feito pelo Ministério da Saúde em março, no mês em que foi registrada a primeira morte pela doença no país. De lá para cá, foram 669 mil óbitos confirmados, segundo dados da pasta. Até o fechamento desta matéria, o Brasil somava mais de 31 milhões de casos de Covid-19 registrados. Esse número corresponde a cerca de 15% da população brasileira. 

Foto: Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Reprodução/Bio-Manguinhos/Fiocruz

Durante os dois anos, em Salvador, tivemos cerca de três grandes ondas de contaminação. A estudante de Medicina, Ana Cruz, foi triplamente infectada com o vírus. “Peguei, pela primeira vez, logo no início de 2020. Os sintomas eram de gripe, com muita tosse”, disse.

Após alguns meses, em 2021, a variante delta começou a circular na cidade. Ela foi identificada pela primeira vez na Índia em outubro de 2020, no estado de Maharashtra, e é da linhagem B.1.617.2 do vírus da Covid-19. Ana conta que também foi infectada por esta cepa. “Tive sintomas mais leves dessa vez. Como já estava fazendo atendimento médico na faculdade, acredito que tenha contraído lá”, afirma a estudante. Os sintomas poderiam ser facilmente confundidos com uma gripe. Febre, dor de cabeça, coriza e dor de garganta foram as principais queixas dos pacientes infectados pela delta. 

Entre o final de 2021 e início de 2022, uma nova variante foi detectada no Brasil. A ômicron foi considerada a mais transmissível da Covid-19, mas também a que possuía a menor gravidade. A perda de paladar, de olfato e tosse seca foram deixados de lado como sintomas dessa nova cepa. 

Ana Cruz conta que passou três dias com diarreia e letargia, e só depois começou a corizar e apresentar inflamação na garganta. Foi quando desconfiou da Covid. “Estava com uma viagem marcada, nunca pensei que pudesse estar pela terceira vez de Covid-19. Por via das dúvidas, depois da garganta começar a inflamar, fiz um teste e o resultado foi positivo”. 

Apesar do alto índice de contaminação, existem também aqueles que nunca foram diagnosticados com a doença. É o caso da professora da rede municipal Suzana Duarte que, mesmo tendo realizado alguns testes, nunca recebeu resultado positivo. “Eu acredito que os cuidados que tive ao longo da pandemia me deixaram mais protegida. Passei dois anos praticamente isolada. Fazia compras online e quase não saía de casa”, pondera.

O professor de Epidemiologia Naomar Almeida corrobora a teoria de Suzana. “A contaminação por Covid-19 não é um elemento de sorte, é um elemento de exposição. Para você se contaminar, precisa entrar em contato, compartilhar um ambiente com alguém que está produzindo sintomas”, explica. “Alguém com o isolamento bem feito não se expõe, então, dificilmente teria acesso ao vírus”. 

Suzana conta que demorou para aderir às flexibilizações das medidas de segurança, mas que já está sendo mais permissiva. “Hoje saio para shoppings, shows, casa de amigos. Mas, sempre que estou em lugares com grande concentração de pessoas, uso máscara e álcool em gel”, disse a professora. 
Apesar de uma ter tido reinfecção e a outra nunca ter contraído a doença, o que Suzana e Ana têm em comum é a adesão ao esquema vacinal contra a Covid-19.

Ainda em 2020, imunizantes começaram a ser estudados em todo o mundo, em uma tentativa de mitigar a letalidade do vírus em escala mundial. No começo do ano seguinte, começaram as campanhas de vacinação em todo o mundo.

Imunização 

O professor Naomar Almeida explica que, normalmente, as vacinas funcionam como um “reforço à imunidade”, mas, em relação à Covid-19, os imunizantes detêm um papel diferente do convencional, sendo mais eficazes na prevenção de casos mais graves.

“O efeito imunológico de algumas dessas vacinas rapidamente se dissipa, daí ela precisa da dose de reforço. Por exemplo, o imunizante para febre amarela, você fica coberto entre 5 e 10 anos, enquanto para Covid essa cobertura possui duração de cinco meses, necessitando de uma renovação. Como em toda vacina, a proteção não é 100% eficaz, essa cobertura é variável pelo tipo de vacina e pelo sistema imunológico da pessoa”, afirmou Naomar.

Em Salvador, 97% da população já foi imunizada com duas doses e 67% com a terceira dose de reforço, de acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). 

Entre os não vacinados, existem variadas justificativas para evitar os imunizantes: a negação da eficácia das vacinas; razões políticas; medo dos efeitos colaterais, entre outras.

Christiane Lídice, 57, é natural do Piauí, mas reside em Salvador há mais de 20 anos. Ela conta que não tomou a vacina contra a Covid-19, pois perdeu a filha por causa dos efeitos colaterais do imunizante.

“Minha filha de 15 anos morreu de AVC hemorrágico pouco tempo depois de tomar a primeira dose da Astrazeneca. Sei que um dos efeitos colaterais é a coagulação sanguínea e isso deve ter colaborado para esta tragédia, é só olhar como os casos de AVC aumentaram. Não irei me vacinar e ninguém poderá me obrigar. Qual é a garantia de que isso não irá acontecer comigo?”, questiona Lídice.

Um estudo publicado no British Medical Journal acompanhou 29 milhões de vacinados e dois milhões de internados por Covid e calculou que a incidência foi de sete casos de um tipo específico de derrame e, a trombose do seio venoso central, a cada dez milhões de vacinados.

Além disso, um estudo publicado no Jama Neurology em 2021, com 214 portadores da doença, mostrou que até 36% dos infectados pelo coronavírus tiveram algum tipo de problema no cérebro, uma incidência maior que a da vacina. Ou seja, a população não vacinada tem uma maior probabilidade de desenvolver adversidades cerebrais, caso sejam contaminados com Covid-19, do que as pessoas com esquema vacinal completo. Entre os problemas constatados estão alterações sensoriais, derrames e confusões mentais.

No Brasil, também não houve aumento de casos de AVC desde o início da campanha de vacinação. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), ferramenta vinculada ao Ministério da Saúde, em média, dez mil pessoas morrem por AVC Cerebral anualmente no país, número que se manteve estável entre 2018 e 2021. 

Mortes por AVC Cerebral no Brasil desde 2017

É válido lembrar que o governo do estado da Bahia liberou a vacinação para a população acima de 50 anos no dia 15 de junho de 2021, enquanto os maiores de 15 anos só foram liberados no dia 13 de setembro.

Erradicada? Entenda como funciona a Varíola dos Macacos

A Varíola dos Macacos, também conhecida como “Monkeypox”, já ultrapassou mais de mil casos em 29 países fora da África, o continente com maior incidência do vírus até então. O crescimento ligou o alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre um possível “surto mundial” da doença. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou cinco casos e ainda monitora a situação de outros casos suspeitos, de acordo com informe enviado no dia 15 de junho.

Considerada erradicada desde 1980, a varíola humana, “prima” da Monkeypox, foi uma das doenças mais devastadoras que já existiram. Estima-se que quase uma em cada três pessoas contaminadas com a varíola morria. Só no século 20, ela matou estimadas 300 milhões de pessoas no mundo, ou seja, quatro milhões por ano. 

No Brasil, o certificado internacional de erradicação foi recebido em 1973, após grande campanha de vacinação. Após o fim das infecções por varíola no país, o imunizante parou de ser produzido e distribuído há mais de 40 anos.

Foto: Aplicação da vacina da varíola humana. Acervo COC/Fiocruz

Apesar de não termos a distribuição de vacinas no Brasil, a pesquisadora do Instituto Gonçalo Moniz, vinculado à Fiocruz-Bahia, Juliana Fullan, afirmou que não devemos ter uma nova pandemia, mas que é preciso cuidado. “A expectativa é de que o vírus não se espalhe tanto, porque ele não é tão rápido quanto o coronavírus, por exemplo. Temos que ficar vigilantes, mas não há necessidade de medidas adicionais e nem motivo para pânico”, explicou Fullan.

Além disso, a cientista afirmou que a Monkeypox é uma doença com uma taxa de letalidade muito menor que a varíola humana, além de uma transmissibilidade menor. “Ela é menos contagiosa e infectante, tem menos capacidade de disseminação”, completou.
Nos Estados Unidos e no Reino Unido ainda é possível se vacinar contra a varíola humana, tendo como prioridade a população de maior risco. Vale ressaltar que um dos imunizantes disponibilizados pelos países, o Jynneos, demonstrou uma eficácia de 85% contra a Monkeypox e pode ser utilizada para conter o avanço do vírus no mundo.

Foto: Reprodução/Jynneos

Em entrevista ao ID126, a superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa) da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Rivia Mary de Barros, afirmou que, apesar de ainda não ter nenhum caso confirmado, os baianos devem ficar atentos aos sintomas. 

“A qualquer momento pode acontecer um caso de Varíola dos Macacos, até porque no mundo tem crescido muito e a Bahia é um destino turístico muito forte. Pessoas de fora chegam aqui o tempo todo e temos com os países europeus uma grande comunicação”, disse.

Quando questionados sobre as medidas de prevenção para conter a chegada da Varíola dos Macacos na Bahia, a superintendente afirmou que as providências ainda estão sob análise da equipe técnica e que os especialistas ainda estão observando os efeitos da doença no Brasil.

Vale lembrar que Salvador chegou a ter um caso suspeito de Varíola dos Macacos no dia 15 de junho, mas, após testes laboratoriais do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), a possibilidade de ter sido Monkeypox foi descartada.

Origem, Sintomas e Prevenção

Pertencente ao gênero Orthopoxvirus, a Varíola dos Macacos foi descoberta em 1958, quando pesquisadores investigaram um surto infeccioso em macacos da África que estavam sendo estudados na Dinamarca. O vírus, até então desconhecido, recebeu o nome de Monkeypox Virus por ter sido encontrado em amostras desses primatas.

Posteriormente, cientistas verificaram que os macacos não participavam da dinâmica da infecção como animais reservatórios do vírus e que também eram afetados pela doença, assim como outros mamíferos. Ainda hoje não se sabe com exatidão as espécies reservatórias do vírus nem como sua circulação é mantida na natureza.

O primeiro caso humano de Monkeypox data de 1970, na República Democrática do Congo. Desde então, a infecção em humanos vem sendo relatada principalmente em países das regiões Central e Ocidental da África.

Os sintomas da doença podem incluir inchaço dos gânglios linfáticos, aparecimento de lesões na pele, febre, fraqueza, além de dores intensas de cabeça e no corpo. A letalidade é estimada entre 1% e 10%, com quadros mais graves em crianças e pessoas com imunidade reduzida, de acordo com dados da Fiocruz.

Foto: CDC/Brian W.J Mahy

A transmissão do vírus de animais para pessoas pode ocorrer através da mordida ou arranhadura de um animal infectado ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Já a contaminação entre pessoas ocorre principalmente através do contato direto, seja por meio do beijo ou abraço, ou por feridas infecciosas, crostas ou fluidos corporais. Também pode haver transmissão por secreções respiratórias durante o contato pessoal prolongado.

A melhor forma de precaução para evitar contaminações entre a população se assemelha bastante às medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19. É recomendado o uso de máscaras de proteção N95 e PFF2, além da atenção à higienização principalmente das mãos, utilizando álcool ou sabonete. 

Em relação a pessoas já contaminadas, a melhor forma de precaução é o isolamento social dos pacientes infectados com a Varíola por até quatro semanas. Em casos mais graves é recomendado o envio do paciente ao hospital.

Diferentemente do coronavírus, a Monkeypox já possui medicações que combatem a doença. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CCDC), os antivirais utilizados em pacientes com varíola humana podem trazer “benefícios”.

Os medicamentos são: 

  • Cidofovir (Vistide): é um remédio antiviral que atua contra o gênero orthopoxvirus, no qual está incluído tanto o vírus da Varíola quanto o da Varíola dos Macacos;
  •  Brincidofovir: é um medicamento antiviral para o tratamento da doença da Varíola humana em pacientes adultos e pediátricos, incluindo recém-nascidos;
  • Imunoglobulina vaccinia (VIG) pode ser recomendada para casos graves.

Apesar de existirem essas medicações, os remédios para o tratamento não são autorizados para uso no Brasil e nem podem ser comercializados nacionalmente, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a Anvisa, o antiviral Cidofovir já teve registro de uso aprovado pela agência, mas a licença venceu em 2010 e, desde então, não foi renovada. Já as outras duas medicações nunca foram analisadas pelos agentes.

Norovírus/Rotavírus

Outro vírus que tem chamado a atenção é o Norovírus e o Rotavírus, que causam doenças que vêm tendo números acima do comum não só no Brasil, mas em países em diferentes partes do mundo. A Vigilância de Saúde do Rio Grande do Sul chegou a emitir um alerta sobre os “surtos de doença de diarreia aguda (DDA)” no estado: as infecções foram detectadas em 25 municípios gaúchos, sendo mais de dois mil casos diagnosticados.

Em Salvador, o Laboratório de Virologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) alertou sobre um possível surto de infecções na capital baiana. Das 30 amostras coletadas, pelo menos 15 testaram positivo para o norovírus.

O coordenador do laboratório responsável pela pesquisa, Gúbio Soares, destacou que o vírus não costuma aparecer tanto e que os motivos para o aumento dos casos devem ser analisados. “As festas voltaram, assim como as aglomerações e uma pessoa contaminada vai contaminar várias pessoas porque a saliva e a mão contaminada vão passar para outra pessoa. É uma doença altamente infecciosa”, adverte.

De acordo com a Fiocruz, com o controle do rotavírus, que por décadas foi responsável por surtos de infecções gastrointestinais e diarreia, sobretudo em crianças menores de cinco anos, abriu-se caminho para o norovírus, que apesar de ser, hoje, a principal causa das diarreias provocadas por vírus no mundo, pouca gente conhece a doença.

Os principais desafios incluem as frequentes mutações genéticas e recombinações do vírus, que possibilitam a uma pessoa se infectar mais de uma vez e dificultam o desenvolvimento de uma vacina.

Diagnosticado com norovírus no mês de maio, o soteropolitano Júnior Silva, 31, afirmou que normalmente não vai ao médico para tratar de “viroses”, porém acabou indo para uma clínica após os sintomas persistirem.

“Depois de quatro dias sofrendo em casa, eu tomei vergonha e fui pra emergência. Passei a noite no hospital, tomei várias medicações na veia, fiz exame de sangue e saí com o diagnóstico da infecção viral que está assolando Salvador, o norovírus”, disse Júnior.

Entre os sintomas do norovírus estão: diarreia, vômitos, febre alta, dores no corpo e no estômago. A principal forma de infecção acontece após ingestão de água imprópria para consumo, além disso o vírus também se espalha por meio de alimentos contaminados ou através do contato entre pessoas infectadas.

Apesar da transmissibilidade deste vírus ser considerada alta, os sintomas são de curta duração, desaparecendo em poucos dias. Os primeiros sinais geralmente ocorrem em menos de 48 horas após a infecção. As formas de prevenção, segundo o pesquisador da UFBA, Gúbio Soares, são simples.

“Lavar bem as mãos, os alimentos, e as pessoas que estão infectadas com esse vírus evitar o contato físico sem máscara com outras pessoas. Geralmente você fica em casa. Se for pessoas idosas, ter muito cuidado para não desidratar, e crianças também”, recomenda.

Entramos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador para captar dados sobre o norovírus, porém não obtivemos resposta até a data do fechamento.

Gráfico de mapeamento de viroses em Salvador

Em levantamento feito pela reportagem por meio de um formulário do Google, constatou-se que a maioria dos entrevistados residentes em Salvador foi infectada por algum vírus (incluindo o coronavírus) em 2022. A pesquisa obteve 45 respostas entre pessoas com mais de 18 anos e captou resultados de 22 bairros diferentes na capital baiana.

Você contraiu alguma virose neste ano?
Das 45 respostas, 32 (71,1%) dos entrevistados foram infectados por algum vírus apenas neste ano
Faixa etária dos infectados por vírus em 2022
Entre as pessoas que já foram contaminadas, os jovens entre 19 e 29 anos ficaram à frente com 22 infecções
Por quanto tempo os sintomas duraram?
A maioria dos infectados reportou que sentiu os sintomas por cerca de 5 dias. No geral, o mal-estar durou entre 1 e 21 dias
Em que região vivem as pessoas que foram infectadas
A região da Pituba ficou à frente dos outros bairros com 5 pessoas infectadas neste ano

Teste seus conhecimentos

Agora que conferiu nossa reportagem, que tal participar de um Quiz sobre vírus e viroses? É só olhar aqui embaixo e responder as perguntas.

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