De trás para frente: o começo
- 13/07/2011Só a partir do século XX que a matéria Educação Artística se tornou disciplina obrigatória nas escolas de ensino fundamental e médio
Por Avana Cavalcante
Há aproximadamente dezessete anos, um acordo bastante criticado, por ser uma ação do governo militar em 1968, entre Brasil e Estados Unidos (MEC-USAID) estabeleceu que a disciplina de Artes estivesse como disciplina obrigatória em escolas de nível médio no Brasil, através da Lei Federal N° 5692, denominada “Diretrizes e Bases da Educação”.
Em 1971, através da nova LDB 5692/71, a disciplina de Educação Artística foi incluída no currículo escolar, porém como uma atividade educativa. Nesse período existia a tentativa da expansão da arte-educação através do Movimento Escolinhas de Arte, com cursos particulares, voltados para crianças, adolescentes, professores e artistas, já que, mesmo com a lei, não existam professores de nível superior capacitados para lecionar. Assim, foram criados, em 1973, cursos de arte-educação por todo o país para preparar professores nesta área.
Somente em 1996, o ensino da Arte tornou-se disciplina obrigatória em escolas de ensino fundamental e médio através da LDB 9394/96, trabalhando com as diferentes linguagens artísticas como o teatro, dança e música.
Segundo a estudante de Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, Edlene Lima, 25 anos, mesmo com a reforma curricular ainda não há valorização do profissional na área das artes, principalmente quando o profissional é um arte-educador: “Conheço alguns profissionais que sentem a necessidade de trabalhar em outras áreas para auxiliar nas despesas de final do mês. Apesar do crescimento existente, os arte-educadores quando ensinam nas escolas acabam sendo direcionados para outras disciplinas também”, salienta.
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