Boas ondas em Salvador
- 11/12/2011Capital baiana conta com um bom número de amantes do surfe
Por Luan Santos e Lucas Leal

Foto: Lucas Leal
A história do surfe é um pouco confusa. Relatos antigos mostram que os polinésios tinham o hábito de deslizar pelas ondas do Pacífico em cima de troncos de árvores. Oficialmente, os primeiros registros foram feitos pelo navegador James Cook, na ilha do Havaí, em 1778. Lá, os praticantes confeccionavam sua própria prancha de madeira para transmitir boas energias. Um misto de religiosidade e divertimento.
No Brasil, o surfe teve início no litoral paulista, na cidade de Santos, por volta da década de 30. Rapidamente se espalhou pelo país e, atualmente, virou febre. De acordo com o site Congressurf (www.congressurf.com.br/), o país conta hoje com cerca de oito milhões de praticantes, só ficando atrás de Estados Unidos e Austrália.
Em Salvador, não é diferente. O clima agradável e as boas ondas são atrativos para o crescimento e a popularização do esporte. As praias da cidade, como a da Barra, Patamares ou Flamengo, entre outras, principalmente nos dias de muito Sol, estão sempre cheias de surfistas em busca das melhores manobras.

Foto: Lucas Leal
Prazer em surfar – Em quase todos os finais de semana, sempre que têm tempo livre, os amigos Gabriel Andrade, Benjamin Dantas e Marcos Gabriel acordam bem cedo, pegam a prancha e vão para o mar. Frequentemente, o destino é a praia de Jaguaribe, no bairro de Patamares. Uma atividade quase que instintiva pois o prazer pelo surfe supera qualquer possível cansaço matinal.
“Contato com a natureza. Gosto de estar no mar”, revela Benjamin Dantas, estudante e amante do esporte. Marcos Gabriel concorda com o amigo e acrescenta. “O surfe é uma forma de relaxar, extravasar, esquecer o estresse e cair no mar no final de semana”.
Inúmeros são os motivos que fazem do surfe quase um culto à natureza. Com a chegada da estação do sol, aumentam o número de praticantes e também de pessoas no mar e, com isso, o cuidado deve ser redobrado. “No verão o número de praticantes pelo menos duplica. Assim como o fluxo de banhistas. É preciso cuidado com as pessoas, com a exposição ao sol e com o corpo, para evitar lesões na água”, alerta Gabriel Andrade, estudante de Educação Física.
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