Saiba como funciona a captação da energia solar pelas placas instaladas em Pituaçu
- 09/05/2012Sistema Fotovoltaico pioneiro na América Latina executado pela empresa Ecoluz/Gehrlicher usa placas finas e inquebráveis para gerar energia a partir da luz do sol
Tarsilla Soares e Vanessa Caldeira
Para viabilização da autossuficiência do estádio de Pituaçu, foi instalado uma usina solar que, segundo Coelba uma das realizadoras do projeto, tem capacidade para gerar 400 kWp (quilowatts-pico – medida específica de potência para geração fotovoltaica) de energia elétrica. Carga suficiente para suprir as necessidades energéticas do local e ainda da sede da Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
A usina solar funciona através de módulos flexíveis e finos de silício amorfo que estão dispostos em chapas metálicas localizadas em locais estratégicos do estádio, essa estrutura faz a captação da energia solar e encaminha a corrente gerada para um equipamento chamado de inversor. Esse equipamento faz a transformação dessa energia em corrente alternada – tipo de corrente utilizada para fornecimento de energia nas cidades – que encaminhada para as subestações elevadoras e, por fim, lançadas diretamente na corrente elétrica.

Foto: Localização das placas fotovoltaicas no estádio de Pituaçu em Salvador | Crédito: Instituto Ideal/ Divulgação
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No vídeo abaixo o Instituto Ideal (Instituto para Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina), envolvido no projeto Pituaçu Solar explica como funciona o processo de captação da energia do sol através do sistema fotovoltaico.
Você pode entender também esse funcionamento através do infográfico do site Painel Solares abaixo:
Segundo o Instituto Ideal, esse é a maneira de captação de energia solar com menor custo x área de cobertura já em utilização comercial, além de ter fácil instalação e não precisar de grande reforço estrutural por seu peso reduzido. Em paralelo as pesquisas para aprimorar a captação de energia solar continuam, inclusive na Ufba, com o projeto substituindo o silício por Cobre Índio e Selênio (CIS), supervisionado pelos professores Denni David, do Instituto de Física e Zênis Novais, do Instituto de Química. Ricardo Silva David, diretor executivo da Ecoluz/Gehrlicher, afirma em site oficial da companhia que o projeto Pituaçu Solar “é um marco no desenvolvimento do mercado fotovoltaico no Brasil e, a partir de agora, muitas outras instalações serão feitas com base em seu conceito”.
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