De repórter por acaso para aspirante a jornalista
- 13/07/2011Saiba mais sobre Lorena Morgana
Por Felipe Campos
Ao começar a descrever e registrar o incêndio que acontecia em frente a sua casa, a estudante de 17 anos, Lorena Morgana, ganhou seguidores, teve declarações publicadas na imprensa e se sentiu como uma importante fonte de notícias para todo um público leitor. E é assim, meio que por conta do acaso, que ela se descobriu: quer cursar Jornalismo já no semestre que vem.
Impressão Digital 126: Em que momento você decidiu compartilhar o que estava presenciando (o incêndio) nas redes sociais?
Lorena Morgana: No momento em que eu percebi que se tratava de algo, digamos que alarmante, ou seja, alguns minutos após o início do incêndio.
Impressão Digital 126: Quais redes sociais você utilizou?
LM: Facebook e Twitter.
Impressão Digital 126: Qual público (amigos, imprensa, anonimos…) você desejava atingir?
LM: Amigos e anônimos, a imprensa seria algo como um presente divertido se conseguisse atingir.
Impressão Digital 126: As pessoas incentivaram, pediram mais informações (fotos e vídeos, por exemplo)?
LM: Sim.
Impressão Digital 126: Você ganhou seguidores/amigos cobrindo o incêndio?
LM: Sim.
Impressão Digital 126: Quantos jornalistas te procuraram?
LM: Três.
Impressão Digital 126: Ao ter seu material divulgado em veículos de imprensa, você se sentiu satisfeita? Esse era o propósito?
LM: Fiquei entusiasmada, feliz e surpresa, porque não esperava tanto. Pensei que ficaria restrito aos amigos e alguns seguidores apenas.
Impressão Digital 126: Você sentiu que o seu papel de relatar algo que você presenciou de um local privilegiado era necessário?
LM: Com toda certeza.
Impressão Digital 126: Como você considerou a cobertura dos veículos de imprensa?
LM: Justa, pelo menos até agora, não houve distorções nos relatos.
Impressão Digital 126: Você gostou de ser repórter? Faria uma faculdade de Jornalismo?
LM: Muito! A verdade é que pretendo cursar Jornalismo. Portanto, fiquei muito satisfeita com meu “primeiro passo”.
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