Não só de banda, mas na música

- 04/02/2013

Histórias de que encontrou possibilidades em outras atividades para viver de música

Clara Marques e Sara Regis

Foto: Aldemir Cameron/Divulgação

Ricardo Primata é um guitarrista de rock com carreira solo, lança CD instrumental, faz workshops, dá aulas e é endorser de marcas como Condor (guitarras), Soft Case (cases), PHNX Athelier (luthier), Groove Strings (cordas), Basso (correias), Santo Angelo (cabos), entre tantas outras. Tem reconhecimento nacional e já se apresentou no exterior. Atualmente, Primata vem investindo cada vez na escola de música que leva o seu nome, sua principal fonte de renda e que toma a maior parte do seu dia. “Eu também dou aulas, mas não tenho muito tempo, a escola é um empreendimento que tem funcionários, professores e toda uma estrutura pra funcionar e se manter”. Ele tenta levar as duas coisas em paralelo, sua carreira artística, compondo, preparando o novo CD, com uma equipe trabalhando por trás, e, concomitantemente, a administração da escola. “Um músico que vive de música instrumental não consegue ter muito retorno em Salvador e na Bahia, então o cara tem que realmente ter um pé lá fora pra ter esse respaldo aqui”. O guitarrista já precisou tocar outros gêneros, como freelancer, mas acredita que “no fundo, isso serviu de crescimento pessoal como músico” e o tornou mais versátil, permitindo-o conhecer outros gêneros e agregá-los às suas composições. Seu trabalho hoje tem “um pé muito forte no rock”, mas, ao mesmo tempo, está muito ligado à música nordestina. “Eu tenho feito essa fusão cada vez mais, por isso, com esse trabalho, eu estou tendo um retorno bacana de mídia”.

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Foto: Divulgação

Glauco Neves é o outro baterista da Vendo147. Sim, o grupo tem dois bateristas que tocam ao mesmo tempo, dividindo o mesmo bumbo, com uma técnica chamada de “Clone Drum“. Mais rock, impossível.  Ele é proprietário do Lupa Coletivo de Arte, uma agência de conteúdo focada em produção audiovisual, design, produção de shows, entre outras atividades. Além disso, atua ainda como técnico de som direto e sound designer, mas também dirige e edita vídeos. “São várias atividades dentro de uma”. Glauco ganha dinheiro com música, “porém não como em um emprego, onde ele é certo a cada final de mês. Dependemos de agenda, shows marcados, turnês e etc. Acredito que um músico que se dedica a fazer cover na noite consiga se manter sim, trabalhando bastante. Não é o meu propósito e nunca foi, apenas serve como uma fonte a mais de renda”. Ele nunca teve a pretensão de se manter apenas como instrumentista. “Tenho várias paixões e todas elas estão inseridas no trabalho que realizo, seja tocando, produzindo, dirigindo, editando, gravando, etc. Meu trabalho é minha diversão e vice-versa”.

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