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O estilo que vem da África
- 04/07/2012Elementos de religiões de matrizes africanas ganham a moda
Tarsilla Soares e Vanessa Caldeira
Símbolos e elementos considerados sagrados para as religiões de matrizes africanas ultrapassaram os limites dos terreiros e foram levados às ruas. Hoje, são incorporados ao guarda-roupa até mesmo daqueles que não são adeptos dessas religiões. Destacamos, a seguir, alguns exemplos.
Batas
Muitos que a adotaram sequer sabem que, dentro do candomblé, quem as veste integra a alta hierarquia da religião, de acordo com o Dicionário de Arte Sacra e Técnica Afro-Brasileira, de autoria do antropólogo Raul Lody. Mas, da maneira como foram apropriadas, passaram a ser uma das peças mais versáteis do guarda-roupa feminino e masculino. As batas ganharam as ruas, passaram por diversas variações, diferentes tecidos, estampas, modelagens.
Turbantes
Chamados em iorubá de ojá, os torços compõem o traje das baianas, babalorixás e ogans, além de estarem presentes nas vestimentas representativas de alguns orixás. Invadiram o mundo da moda nos anos 30, através da coleção do estilista francês Paul Poiret e, até hoje, são frequentemente vistos nas passarelas das grandes semanas de moda do mundo e nas ruas de grandes cidades.
Changrim
Assim são chamadas as sandálias de ponta de couro branco lavrado. Elas foram adaptadas com cores diferentes e ganharam as ruas, principalmente de Salvador, onde é facilmente vista nos pés de homens e mulheres.
Colares
Os colares de contas estão entre os itens mais utilizados dentro e fora da religião. Há uma infinidade de modelos e cores e até lojas especializadas na sua produção, como é o caso da loja Jomira, localizada na Praça da Sé, que existe há 62 anos. De acordo com a proprietária Virgínia Cerqueira, que herdou a loja do pai, a maioria dos clientes que frequenta o estabelecimento, é adepta de religiões e o consumo é orientado por elas. Porém, há também uma clientela formada por muitos clientes que utilizam as contas apenas como bijuteria, simplesmente por achar bonito. Ela explica também que cada colar tem seu significado e são chamados nas religiões africanas de “guia”.
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